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24/05/2012

A Nova Mulher e suas ferramentas em busca da Plenitude!


:: Rosana Braga ::

Já há algum tempo venho observando a maneira com que muitas mulheres têm conduzido sua vida. A causa de tantos comportamentos incoerentes e desencontrados seria irrelevante detalhar aqui: conquistas e mudanças que elas mesmas têm provocado em todo o mundo ao longo das últimas décadas – sejam as construtivas e dignas de méritos incontestáveis, sejam as deturpadas e equivocadas.

Mas meu intuito não é relatar a história e sim a essência da mulher; é falar da alma feminina e não dos estereótipos, máscaras e papéis que elas vêm utilizando para garantir seu espaço e demarcarem sua capacidade de ir além do esperado.

Infelizmente, feridas por regras patriarcais, muitas mulheres saíram do extremo da submissão em busca de seu real valor, mas se perderam. Assim, morrendo de medo de se sentirem novamente amarradas pelas rédeas do passado, insistem em renegar sua alma acolhedora, sua beleza encantadora, seu coração fértil, receptivo...

Neste momento, desejo enaltecer esse doce coração, provocar - no bom sentido - o desabrochar completo desta alma legitimamente sensível, terna, plena!

Que possamos, especialmente hoje e a partir de agora, baixar as armas, as defesas e as desconfianças... e simplesmente ser mulher – com todos os predicados que esse lugar nos cabe! Porém, não com um comportamento maquiado, afiado, dolorosamente sociabilizado. Proponho um comportamento autêntico, com direito à sua notável delicadeza, à doçura que tantas vezes é substituída pelo espírito de competição e comparação equivocada com os homens.

Que deixemos, enfim, de lutar por uma igualdade genuinamente impossível, que mais nos desvalorizaria do que enobreceria. Que passemos a assumir nossas maravilhosas e caras diferenças e atuemos decididamente a partir de nossa feminilidade essencial, preciosa, sublime. E que façamos isso, sobretudo, no exercício de conduzir as nossas relações, seja no âmbito profissional ou pessoal.

Desejo que nós, mulheres, recuperemos nossa capacidade de sedução e envolvimento – no sentido mais amplo dessas expressões – sem, contudo, termos de agir como os homens. Não somos homens. Não somos melhores nem piores. Somos mulheres, somos o feminino divinamente complementar do masculino e vice-versa.

Não precisamos de igualdade, apenas de nossa singularidade. Portanto, sugiro que sejamos firmes, justas e produtivas, mas sem nunca renegarmos nossa natureza criadora e criativa. E com certeiros atos, que possamos, de fato, conquistar o mundo.

Porém, não falo de uma conquista cujo adversário se chama homem! Não precisamos de adversários, mas de companheiros, aliados, protetores e amigos. Quando proponho que nos comportemos femininamente, estou sugerindo o exercício da lucidez feminina, da capacidade que temos de conciliar e compreender, de um gesto que perdoa, um abraço que envolve, de uma conduta que nutre e floresce o que está ao seu redor...

Sei que muitas mulheres são subjugadas e até desvalorizadas em seu ambiente de trabalho e até mesmo em suas relações afetivas; sei que muitas delas não encontram espaço para sua expressão máxima e contundente. Por isso mesmo, hoje especialmente, quero defender a urgência do deixar-ser e levantar a bandeira em nome do SER MULHER!

Que todos nós possamos reconhecer o feminino que há em cada um, o feminino Gaia, o feminino que gera e dá à luz tudo o que é vivo... para que o mundo seja salvo da agressividade, do abandono e da carência profunda de afeto que vem sofrendo!

A gentileza é feminina!
APRENDENDO COM AS EMOÇÕES



Acredito que para tudo na vida há uma explicação plausível e, quando procuramos pelas respostas, elas aparecem, seja através de um livro que surge em nossas mãos, um amigo que vem nos dizer alguma coisa, justamente no momento em que mais precisávamos ouvir; os exemplos são muitos, porém, uma coisa é certa - nós somos a causa de tudo o que nos acontece, seja de bom ou de ruim.

A cada dia, percebo que todos os acontecimentos de minha vida, estão de alguma forma relacionada com algum fator interno dentro de mim. O corpo é o primeiro a acusar a forma como estou lidando com estes acontecimentos, pois cada parte dele reflete uma emoção.
Estarmos bem sintonizados, tanto emocional, espiritual como fisicamente, significa que estamos pensando e agindo em concordância com a nossa natureza individual ou temperamento, ou seja, estamos em sincronia com nossa essência interna.

Ao dar início a este artigo, lembrei de um fato que me aconteceu recentemente: uma série de sintomas como dor de garganta, tosse, me levaram a procurar um especialista, onde foi diagnosticada uma "faringite".
Não fosse minha ida ao médico, quem sabe, o problema poderia ter se transformado numa coisa mais séria como uma pneumonia; mas é claro, tendo um pouco mais de consciência do quanto nos encontramos vulneráveis com a quantidade de novos vírus circulando por aí, devo confessar que não foi difícil, tentar relembrar as várias situações onde poderia ter pegado o tal vírus...

Automaticamente, surgiu a lembrança daquela amiga que dei uma carona e tossia tanto, que mal conseguia articular a palavra; depois outra que por acaso, cruzei num aniversário - ela me deu dois beijinhos e sem disfarçar me disse que estava muito "gripada" e por esse motivo, não ficaria muito tempo comigo, o que confesso foi um alivio, já que não queria pegar a tal "gripe".

Após alguns questionamentos internos sobre como ou onde poderia ter pegado a tal "faringite", um livro que se encontrava na minha estante surgiu diante de meus olhos e para minha surpresa o assunto em questão era sobre doenças psicossomáticas. Lendo sobre o assunto, passei a compreender que o diferencial para se considerar uma doença como psicossomática é entender que a causa está ligada ao emocional da pessoa, à sua mente, aos sentimentos, que se refletem no corpo.

Nesse momento, não foi difícil num relance momentâneo, perceber que a minha faringite tinha no fundo uma explicação emocional e, como curiosa que sou, acabei encontrando outro livro - "Metafísica da Saúde" (Gasparetto), que comentava o seguinte: " Acatar a consciência metafísica é abandonar o pretexto de atribuir às coisas externas nossas frustrações, tornando-nos vítimas, reconhecendo em si mesmo o referencial manifestador que cria a realidade, atraindo para si tudo de bom ou ruim que nos acontece na vida".

Esta frase me fez pensar que realmente somos o que pensamos e nossas atitudes com relação a uma doença tanto podem fortalecer quanto enfraquecer ainda mais o nosso sistema imunológico.

Se nos queixarmos, sentindo pena de nós mesmos ou nos ressentimos com a doença, ela se torna mais forte. Por outro lado, há pessoas que aproveitam destes momentos para crescer, podendo ter insights que talvez nunca tenham experimentado antes. Podem também ter acesso ao seu conhecimento e contentamento internos, aproveitando para aprender dentro de todo este processo, que com certeza, a levara para cura muito mais rapidamente do que uma pessoa negativista.

Dando sequência à leitura do livro, não poderia deixar de mencionar o capítulo específico sobre o tema Faringite: " é uma inflamação que ocorre quando ficamos irritados com os sapos que engolimos nas situações corriqueiras. Quando não aceitamos as situações do meio em que vivemos ou as atitudes das pessoas de nosso convívio e nos irritamos, nos tornamos vulneráveis a inflamação da faringe".

Convém lembrar que, se tudo o que os outros nos fazem ou nos falam podem provocar irritação, é porque tem a ver com nosso interior. O fato de não engolirmos algo denota o desconhecimento de nós próprios.

Pude então após essa leitura, me dar conta de uma recente situação vivenciada com algumas pessoas, onde não estava de fato e verdadeiramente me sentindo a vontade; pelo contrario, dentro do contexto havia feito um enorme esforço para no mínimo, parecer agradável e educada, o que acabou me causando um imenso mal estar.

Descobri que no fundo não eram as pessoas que estavam comigo as responsáveis pelo meu estado íntimo de desconforto e, sim, eu mesma que havia me colocado nessa situação. Constatei, de certa forma, aliviada que eu havia repetido um padrão de pensamento negativo sempre que encontrava estas pessoas, e que, na verdade, não eram elas que me incomodavam, e, sim, tratava-se de uma situação criada por minha própria recusa em aceitar que essas mesmas "falhas" alheias, que eu costumava ver nelas, também existiam em mim.

Finalmente, consegui aprender que em todas as situações, por mais desagradáveis que sejam, existem sempre três lados: o lado negativo, o positivo, e o terceiro lado que corresponde à MENSAGEM do momento, que nada mais é do que a LIÇÃO a ser aprendida.


por Tania Paupitz - tania.paupitz@gmail.com
Parto orgásmico: poder e prazer muito possíveis
Dar a luz parece quase sinônimo de dor e sacrifício. Mas quem acha que é impossível sentir prazer ao parir - e até mesmo ter orgasmo nessa hora - é bom conferir o documentário Orgasmic Birth.
O filme acompanha de perto 11 mulheres que, num trabalho de dar a luz o mais natural possível, gemem, beijam, riem e até gozam. Especialistas no assunto, médicos e parteiras, explicam porquê.

"Se você não sabe das opções que tem é como se não tivesse nenhuma. Espero que ‘Parto Orgásmico’ seja mais que um filme, seja um movimento. As mulheres devem poder escolher a forma como querem ter seus filhos. Dar à luz é um direito humano."
Debra Pascali-Bonaro, diretora do documentário

Isto é demais!! Parto orgásmico não só é possível como é muito mais comum do que parece. O debate pode ser recente, mas a possibilidade de se encarar o parto como um evento pleno de prazer é tão antiga quanto a própria humanidade.
Por isso, desafiando o mito de que é doloroso e perigoso por natureza e deve ser deixado nas mãos dos médicos, o filme mostra as potencialidades emocionais, espirituais e físicas do parto, monitorando de forma íntima 11 mulheres que num trabalho de dar a luz o mais natural possível, gemem, beijam, riem e chegam ao gozo.

Esse é o primeiro filme de Debra Pascali-Bonaro, que até ter tido a idéia do filme, nunca havia pensado em fazer cinema. Há anos dando apoio psicológico a mulheres durante o parto, ela contou ter sonhado que fazia um filme sobre o tema. Fez cursos de produção cinematográfica e, dois anos depois, surgiu o documentário, que tem sido exibido em festivais de cinema e sessões fechadas, inclusive no Brasil.

Chega de dor!
A forma de parto proposta no filme é bem diferente da geralmente praticada nos hospitais, batendo de frente no mito da dor. Os depoimentos de vários especialistas no assunto, médicos e parteiras, junto com as mães, comprovam que estatisticamente esta é uma forma de parir mais saudável e mais segura, tanto para a mãe quanto para o bebê.

O obstetra Ricardo Jones, integrante de redes internacionais pela humanização do parto, é um dos consultores que integram o documentário. Ele explica no site Absoluta que, durante o trabalho de parto, as mulheres liberam ocitocina, o mesmo hormônio produzido durante a relação sexual, e traça também outros paralelismos entre parto e sexualidade. Um orgasmo em pleno parto não deve ser um objetivo nem é uma "técnica" mas, segundo o obstetra, ele pode ocorrer naturalmente em uma mulher de mente aberta e que seja menos refém dos preconceitos e engessamentos culturais. Então, por este e outros tantos motivos, qualquer mulher, dadas as condições de intimidade, privacidade, carinho e respeito, pode ter um parto empoderador e orgásmico.

Que segredo bem guardado este!










http://www.youtube.com/watch?v=zG_6IVmXvr0 

14/05/2012

O que temos visto por ai?

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama... Sexo de academia.

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas.

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza".

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos.

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário... Pra chegar a escrever essas bobagens? (Mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas.

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...

Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida. E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois... Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado.

O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out ou in.

Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na Playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "Amo você", "fica comigo"... Então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

(Arnaldo Jabor)
Oração 'Esquecida' por Paulo Coelho

Senhor, protegei as nossas dúvidas, porque a Dúvida é uma maneira de rezar. É ela que nos fazem crescer, porque nos obriga a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta. E para que isto seja possível,

Senhor, protegei as nossas decisões, porque a Decisão é uma maneira de rezar. Dai-nos coragem para, depois da dúvida, sermos capazes de escolher entre um caminho e o outro. Que o nosso SIM seja sempre um SIM, e o nosso NÃO seja sempre um NÃO. Que uma vez escolhido o caminho, jamais olhemos para trás, nem deixemos que nossa alma seja roída pelo remorso. E para que isto seja possível,

Senhor, protegei as nossas ações, porque a Ação é uma maneira de rezar. Fazei com que o pão nosso de cada dia seja fruto do melhor que levamos dentro de nós mesmos. Que possamos, através do trabalho e da Ação, compartilhar um pouco do amor que recebemos. E para que isto seja possível,

Senhor protegei os nossos sonhos, porque o Sonho é uma maneira de rezar. Fazei com que, independente de nossa idade ou de nossa circunstância, sejamos capazes de manter acesa no coração a chama sagrada da esperança e da perseverança. E para que isto seja possível,

Senhor, dai-nos sempre entusiasmo, porque o Entusiasmo é uma maneira de rezar. É ele que nos liga aos Céus e a Terra, aos homens e as crianças, e nos diz que o desejo é importante, e merece o nosso esforço. É ele que nos afirma que tudo é possível, desde que estejamos totalmente comprometidos com o que fazermos. E para que isto seja possível,

Senhor, protegei-nos, porque a Vida é a única maneira que temos para manifestar o Teu milagre. Que a terra continue transformando a semente em trigo, que nós continuemos transmutando o trigo em pão. E isto só é possível se tivermos Amor – portanto, nunca nos deixe em solidão. Dai-nos sempre a tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que tem dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam, e vivem como se cada dia fosse totalmente dedicada a Tua glória.

Amém.