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27/08/2012

Declaro-me VIVO!

Saboreio cada momento.

Antigamente me preocupava quando os outros falavam mal de mim. Então fazia o que os outros queriam, e a minha consciência me censurava.

Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, alguém sempre me difamava.

Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário!
Desse momento em diante, atrevo-me a ser como sou.

A árvore anciã me ensinou
que somos todos iguais.

Sou guerreiro:
a minha espada é o amor,
o meu escudo é o humor,
o meu espaço é a coerência,
o meu texto é a liberdade.


Perdoem-me, se a minha felicidade é insuportável,
mas não escolhi o bom senso comum.
Prefiro a imaginação dos indios,
que tem embutida a inocência.

É possível que tenhamos que ser apenas humanos.

Sem Amor nada tem sentido, sem Amor estamos perdidos,
sem Amor corremos de novo o risco de estarmos
caminhando de costas para a luz.

Por esta razão é muito importante que apenas o Amor
inspire as nossas ações.

Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras;
não sou um sábio,
sou apenas um ser apaixonado pela vida.

A melhor forma de despertar
é deixando de questionar se nossas ações
incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.

Quando somos maiores que aquilo que fazemos,
nada pode nos desequilibrar.
Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores do que
nós, o nosso desequilíbrio está garantido.

É possível que sejemos apenas água fluindo;
o caminho terá que ser feito por nós.

Porém, não permitas que o leito escravize o rio,
ou então, em vez de um caminho, terás um cárcere.

Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez.
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade
que prolifera, infectando almas
e atrofiando corações.

As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade,
que a sensação de felicidade
lhes parece estranha.

As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea
as incomoda, e o amor lhes inspira desconfiança.

A vida é um cântico à beleza,
uma chamada à transparência.

Peço-lhes perdão, mas….
DECLARO-ME VIVO!




Chamalú, Indio Quechua
O Cachimbo.

O Cachimbo tem vários nomes dependendo da cultura a que está associado, podemos citar alguns nomes tais como, Chanupa, Calumet, Chanumpa, Timbero, Petenguá ou Petâ kwaá e também temos no Brasil o Timbó como veremos mais a frente.

O mais interessante é que apesar de muitas formas e muitos nomes sua finalidade é a mesma em todas as culturas, transmutar energias e as levar até o Grande Mistério.

É o Cachimbo que condensa as palavras de quem “pita” com ele , ou melhor, transforma as palavras em algo visível e depois disso estas palavras são levadas aos quatro cantos do mundo e ao Grande Mistério, mas também auxilia em muitos outros movimentos de cura.

Mais tarde voltaremos a falar sobre isso.

Tal qual o chocalho, o Cachimbo também é formado pela comunhão de duas partes básicas, o fornilho, representando a força feminina e a haste representando a força masculina, também é bastante comum que se agregue algum elemento de mistério a Ele para auxiliar o buscador na conexão com uma determinada energia ou para lembrá-lo do porque certo conhecimento chegou até ele e seu povo.

É sabido pelos curandeiros e por pessoas que comungam com o Cachimbo que o fornilho e a haste representam a “sagrada” energia básica ativa e passiva e quando são unidas, transformam-se em uma só e ganham vida.

Por este motivo os curandeiros recomendam muito cuidado com o que se pensa e se fala quando estamos comungando com o Cachimbo de Mistério.

Mas se formos analisar profundamente notaremos que se o Sétimo Portal não está ativo o Cachimbo não realizará a conexão com o Todo e aí a força do fumo e das ervas estarão sendo liberadas ao acaso e nada (de bom) acontecerá.

Voltando aos Cachimbos, vemos acima o Petenguá ou Petenkwaa .

O petengua faz parte da etnia Guarani e é materializado em duas partes, sendo o fornilho materializado em Nó de Pinho e por fim utiliza uma haste de bambu, note a parte lançada a frente depois do fornilho, ela é chamada Espírito ou Angá em Guarani.

O Nó de pinho é, como o nome diz o nó da Araucária é uma madeira bastante dura e também é impregnada de resina, dificultando bastante o trabalho de esculpir o nó, para que se manifeste o fornilho, mas depois de materializado o Petengua fica muito bonito e acompanhará o buscador por um tempo relativamente longo, dependendo da freqüência com que for comungado com seu mistério.

Na nação Guarani o Petenguá é compartilhado da mesma forma que a cuia de mate (chimarrão), geralmente junto à fogueira ou, hoje em dia, junto ao fogão a lenha, mas também é de grande ajuda nos rituais de Cura.
Ele assim como o bastão que fala, tem a mesma função de respeito ao silencio e a fala.

O Timbero faz parte da etnia Terena e é materializado com um galho de árvore, que pode ser eleita no meio de muitas dentro da mata e geralmente isto acontece seguindo orientações recebidas pelo buscador de visão ou Pajé.

O Timbero não possui o Espírito lançado a frente como o Petenguá, mas pode receber pinturas ou melhor pantagramas variados.

Existe também uma forma curiosa de “pito”, chamado timbó que é utilizado por algumas etnias do norte e nordeste da mesma forma que o Petenguá e o Timbero, este timbó é usado na imantação da beberagem sagrada “Jurema” ou Yuremá e também em movimentos de Cura.

Lembrando mais uma vez que o Grande Mistério nos deixou um exemplo de tudo aqui sobre a terra vemos este simples cachimbo cujo fornilho nos foi cedido por um Jequitibá Rosa, também conhecido como Jequitibá de Pito e a haste nos foi cedida por uma pequena árvore conhecida por Canudo de Pito.

Só é necessário um pequeno furo no fornilho para reunir a haste a ele.

Para mim este tipo de cachimbo tem um significado muito especial, pois penso que ele representa a doação e a humildade do irmão do povo em pé que nunca se cansa de nos estender sua ajuda em forma de abrigo, fornecendo comida e até nos ajudando a enviar nossa voz a nosso Pai.

Não podemos deixar de falar do Chanupa ou Chanumpa, trazido para a nação Sioux pela Mulher Novilho de Búfalo Branco.

No que diz respeito à simbologia o Chanumpa tem grande riqueza de significados.

Os Chanupas são divididos em três tipos: O de uso pessoal que podia ou não ser adornado com algum elemento de Mistério, o de uso coletivo (para criar relações) lembrando o Petenguá Guarani e o terceiro, o Espiritual.

O Chanumpa de uso Espiritual é conhecido como Chanumpa Muito Sagrado, pois é a representação do primeiro Chanumpa entregue à nação Sioux pela Mulher Novilho de Búfalo Branco.

Ele era sustentado por um homem de Mistério que era mostrado em visão ao conselho da tribo.

Houve época em que um único portador do Cachimbo Sagrado era responsável pelos Rituais das sete tribos e conta a lenda que antes da chegada do homem branco, uma pessoa que tivesse em sua companhia um Chanupa, poderia cortas a América do norte em paz de lado a lado, porque nenhuma tribo ousaria fazer qualquer ato de violência frente ao chanumpa.

Seu fornilho é em forma de T e Ele tem um búfalo esculpido olhando para o centro do fornilho, existem também sete círculos representando os Sete Ritos que foram ensinados à nação, este fornilho é esculpido na Yniansa (Sangue da Mãe), uma pedra vermelha somente encontrada nas Black Hills, onde o fornilho se encontra com a haste, que representa tudo o que cresce sobre a terra, existem treze penas de águia, uma representa a águia e tudo o que voa e as outras representam as Luas, depois disso temos quatro tiras, cada uma de uma cor, uma é preta e representa o Oeste, uma é branca e representa o Norte, uma é vermelha e representa o Leste e uma é amarela e representa o Sul, junto à ponta da haste existe um pedaço de couro cru de búfalo que representa a Mãe terra, que sustenta e alimenta tudo o que existe.

Lembro-me de uma vez que conversava com uma amiga sobre Cachimbos de várias etnias quando expressei a ela meu desejo de comungar com o Chanumpa muito Sagrado.

Nem terminei direito a frase e ouvi um estrondoso:

- “Vocês não entendem que tudo é sagrado?”

Na hora me calei e lembrei de um ensinamento que diz que cada pessoa vê o que seus olhos estão preparados para enxergar e logo em seguida me veio um outro ensinamento me lembrando que pra se julgar alguém é de suma importância que o juiz não tenha maculas...

Mas voltando à simbologia do Chanumpa...

Era costume que em todos os rituais com o Chanumpa de Mistério, as cinzas resultantes da queima do tabaco e das ervas eram reunidas ao lado do altar e depois que o ritual terminava, as cinzas eram guardadas e uma vez por ano as cinzas de todos os Rituais eram levadas até o Centro do Mundo ou ao Centro da Nação, as Black Hills e lá eram devolvidas à Mãe.

Sem querer desmerecer outro lugar sagrado, humildemente ouso afirmar que milênios de cinzas de Mistério e milênios de “rezas” e oferendas, somado ao respeito das gerações e gerações que consagraram aquele espaço como sagrado para mim bastam para afirmar que aquela pedra retirada daquele lugar especifico considerado pelas nações do Norte como o centro do mundo é de muito Mistério e que um Chanumpa materializado nesse mistério é um Chanumpa muito sagrado ou como prefiro dizer: Um Chanumpa de muito Mistério.

Oración con La Pipa Sagrada Petyngua en Machu Picchu

Bastão-que-fala


Nas tribos indígenas norte-americanas era muito comum o uso do Bastão-que-fala, em toda a reunião de conselho da tribo, convocada para discutir assuntos de interesse e tomar decisões de importância para a comunidade. A mai
or utilidade do Bastão-que-fala era para que só aquele que o estivesse segurando, fizesse uso da palavra para expor o seu ponto de vista. Somente quem estivesse com o bastão na mão tinha o direito de falar naquele momento. Por igual a Pena–da-resposta (geralmente, uma pena de águia) também devia ser segurada pela pessoa que falava, a menos que esta dirigisse uma pergunta a outro membro do Conselho. Se assim fosse, a Pena-da-resposta passava para a pessoa que ia responder a pergunta.(* As cartas do Caminho Sagrado, de Jamie Sams, Editora Rocco).

Dessa forma os nativos americanos davam há séculos um exemplo do procedimento parlamentar que faria inveja aos atuais integrantes das câmaras do senado, de deputados ou de vereadores e até a muitos dirigentes de reuniões de empresas que não conseguem conter a interferência dos seus pares ou comandados na discussão dos assuntos em pauta.

Esse hábito em saber ouvir as crianças indígenas aprendiam desde os três anos de idade, bem como, a respeitar o ponto de vista das outras crianças.

Saber ouvir ou se calar dá oportunidades a que aprendamos as experiências alheias e após filtrar as mais úteis, possamos colocá-las em prática em nossa vida diária no campo social ou dos estudos ou negócios.

Em algumas instituições iniciáticas essa norma de conduta também é respeitada em relação aos novos membros que devem primeiro ouvir como falam e se pronunciam os antigos integrantes do grupo, assimilando as fórmulas e expressões utilizadas e na ordem em que sua fala deve ser feita seja, aguardando sua vez para o momento propício e ainda a autorização para tal.

Pela ordem, aquele que detém o conhecimento ou o poder, está autorizado a transmitir o seu saber ou ordens aos demais. Pelo menos assim foi no decorrer dos tempos, quando sequer havia o uso da escrita ou os sistemas de transmissão pelo som, imagem ou outros artifícios. Os ensinamentos eram passados de geração em geração por transmissão oral, expressa por palavras ditas verbalmente ou, formando contos, e até pela voz musicada, através de cantigas. Na escola os mestres transmitem os ensinamentos de sua disciplina utilizando a voz e outras formas que possam despertar interesse e participação dos alunos, as chamadas técnicas de fixação ou de motivação. O normal é que o mestre fale e os alunos prestem atenção em silêncio ou participando, de acordo com as perguntas ou interpelações do mestre.

Lamentavelmente como na maioria das famílias não se respeita a autoridade dos mais velhos, como pais e avós e dos irmãos mais antigos, todos falam de uma só vez e em geral de maneira desrespeitosa, costume aliás, que as crianças levam quando ingressam nas escolas. Daí a dificuldade dos atuais mestres em manterem a disciplina nas classes e quem passa pelas imediações de uma escola pode ouvir o grande alarido dos alunos e os gritos dos professores tentando fazê-los silenciar ou participarem com atenção nas aulas. Já diziam os mais antigos – o silêncio é de ouro, a palavra é de prata mas a gritaria, a agitação, a balburdia são de lata, quer dizer, não vale nada, mesmo num comprador de entulhos, a menos que sejam hoje as latinhas vazias de cervejas e refrigerantes.

Mitakuye Oyasin
Por todas nossas relações
Mitakuye Oyasin

Mitakuye Oyasin é uma declaração simples, porém profunda. Ela vem da Nação Lakota que honra a sacralidade de cada caminho espiritual da pessoa individual, reconhece a sacralidade de toda vida (humana, animal, vegetal, etc)
e cria uma energia de consciência que reforça não só a pessoa que reza, mas todo o planeta.

Ela representa tudo o que precisa ser dito. É uma oração de honra, respeito e amor para toda a humanidade e para a Terra. É uma oração que diz: "Eu desejo a bem e a paz para todos. Não deixo ninguém de fora. Rezo por todos." É uma oração que elimina as barreiras da religião e pode ser rezada por pessoa de qualquer fé. É uma oração que une em vez de dividir.

Aho Mitakuye Oyasin

Aho!Todos os meus parentes...

Eu honro todos vocês que hoje estão aqui conosco, neste círculo da vida.

Estou grato pela oportunidade de dar meu reconhecimento a vocês nesta oração....

Para o “Criador”, pelo dom supremo da vida, eu agradeço.

Para a “Nação Mineral” que tem construído e mantido meus ossos e todas as estruturas da experiência da vida, eu agradeço.

Para a “Nação Planta” que sustenta meus órgãos, mantém meu corpo sadio e me dá ervas para curar a doença, eu agradeço.

Para a “Nação Animal” que me alimenta de sua própria carne e oferece sua companhia leal nesta caminhada da vida, eu agradeço.

Para a “Nação Humana” que compartilha meu caminho como uma alma em cima da roda sagrada da vida terrena, eu agradeço.

Para a “Nação Espírito” que, invisível, me guia através dos altos e baixos da vida e carrega a tocha de luz através dos tempos, eu agradeço.

Aos “Quatro Ventos” de mudança e crescimento, eu agradeço.

Vocês são todos meus parentes, sem os quais eu não viveria.

Estamos todos no Círculo da Convivência, co-existentes e co-dependentes, co-criando nosso destino. Temos todos, a mesma importância. Uma nação em desenvolvimento está interligada com todas as outras nações, umas com as outras e ainda são dependente de cada uma acima e cada uma abaixo. Todos nós, uma parte do Grande Mistério.

Obrigado por esta vida.

Aho!