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31/10/2014






Uma brisa suave  no ventre!
Um sopro, um toque, a leveza
O horizonte se descortina colorido
Em finos traços cor de rosa
Um olhar que brilha
Um peito que suspira
Uma boca que sorri!
Um caminho que se desenha
Com pétalas de flores
As horas que se contam
Em gotas de suor
Momentos marcados
Na memória do tempo
Perfumes que ficam
Em mãos entrelaçadas
Gestos que nutrem de beleza
A criança interior
E mantém a mulher inteira
Cheia como a lua
Em seu momento sublime
De luz e plenitude
De paz e sutilezas
De doce sabor de mel

De paz interior!

28/10/2014





Bom dia VIDA!!!!!
Abra seus olhos para a beleza!
As pessoas têm perdido a capacidade de entrar em contato com o belo, com o simples e com a delicadeza da vida e sempre colocam a culpa na “falta de tempo”!
Fico imaginando como alguém pode não ter tempo para observar o vôo de uma borboleta, ouvir o canto de um pássaro, parar para agradecer a vida, diante do por do sol!
Compreendo a correria das grandes metrópoles, mas não consigo compreender a correria de grandes corações que se deixam levar pela velocidade, pelo correr dos relógios, pelo balanço das horas.
Parar para o simples ato de contemplar o céu. As pessoas estão se esquecendo de olhar para o céu e com isso perdendo espetáculos como o luar, o por do sol, a dança das nuvens, que sim, formam desenhos mágicos no firmamento, deixando nossa criança interior feliz e nutrida de encantamento.
Parar para fechar os olhos por cinco minutos, apenas cinco minutinhos e ouvir o canto dos pássaros, mesmo que em meio aos carros enlouquecidos em sua corrida diária em busca no nada. Afinal, dinheiro sem encantamento, é apenas moeda, metal sem brilho.
Precisamos nos dar de presente, minutos poderosos de silêncio interno, onde apenas nosso coração se faz presente, qual tambor marcando o compasso da vida e assim, possamos sentir a brisa que toca a pele, o sol da manhã que nos recorda quão delicioso é o despertar de todos os sentidos.
Temos de parar de correr atrás do rabo, qual cachorro raivoso, para nos entregarmos ao doce movimento das marés internas, em ondulações suaves e capazes de nos fazer entrar em estado de relaxamento, onde nem pensamentos, nem emoções pesadas se fazem presentes. Temos de nos ofertar momentos sem pressa, porque a vida passa, a casa fica a grama cresce, o sol nasce e se põe, a lua faz todo seu movimento e sem encantamento, somos apenas seres mecânicos que estão dividindo espaço aqui nesse planeta. Quando nos damos de presente à possibilidade de viver em estado de contemplação, e aprender a sermos parte integrante dessa natureza que nos oferta a todo instante, belezas que não voltam pois são instantes!
Viva o instante, afinal não sabemos se no próximo, estaremos por aqui!


SEJAMOS HOJE A MELHOR PESSOA QUE PUDERMOS!
SEJAMOS AMOR EM MOVIMENTO!

25/10/2014







Então ela rastejou pelo chão.
E enquanto rastejava, deixava pedaços da pele pelo caminho. Sentia-se perdendo coisas, deixando para trás pedaços da história, do coração, da alma. E quanto mais perdia, quanto mais deixava pedaços seus, mais sentia que encontrava-se inteira.
Fazia-se em partes, e sentia-se plena.
Morreu em cada parte que ficou. Não olhou pelos ombros, nem mesmo para ver suas pegadas. Elas também estavam deixando de estar visíveis, elas também estavam morrendo.
Não havia passado, ele havia passado, ido, partido!
Viu um clarão.
Era uma luz.
Renascer...
Havia uma tela em branco, que precisava de colorido.
Havia um dia.
Havia o agora.
Saiu do chão.
Não caminhou..percebeu que haviam asas em suas costas.
Havia o vento!
Havia o voar!
Havia a liberdade da tela em branco!
Havia a luz.
Havia o precipício.
Houve o salto!
E o vazio da tela a ser preenchida!


Paz, é uma questão de sair das expectativas, acolher o novo que chega, deixando que a vida flua sem formato definido. Como a água que se molda a cada recipiente sem nunca deixar de ser água!
Descobrindo na prática....
Paz na alma!

Imagem: Dorina Costa




A sensação asfixiante do aqui e agora.

Quando nos damos conta de que o passado se dissolveu atrás de nós, feito fumaça, feito escuridão quando a luz chega, é sim angustiante e pode ser devastadora, se não mantivermos o foco.
Quando atravessamos a ponte para algum lugar e percebemos que nos encontramos sozinhos, de repente, do outro lado, a vontade é voltar atrás e se aninhar no “cômodo, confortável e conveniente”, mas que pelo menos, é conhecido. De repente percebemos que não temos mais raízes, que somos árvores soltas procurando um novo terreno para nos fixar. Percebemos que não temos mais folhas, flores e, que nossa última lição é o total e absoluto desapego, para que uma nova ponte, um novo caminho e acima de tudo, um novo ser possa nascer.
O silêncio externo se confunde com as vozes interiores que ressoam dentro da alma, umas parabenizando a coragem, outras nos dizendo que estamos perdidas. Há uma confusão emocional tão grande, que não sabemos se corremos ou se permitimos que o “bicho” nos pegue, porque parece ser menos dolorido.
O peito aperta, os olhos se enchem d água, a vontade de sair correndo e nunca mais parar toma conta do coração, que nesse momento está encolhido feito criança, pedindo colo e aconchego, pedindo proteção e cuidado.
Ao mesmo instante que sentimos vontade de soltar fogos de artifícios e comemorar nossa coragem, temos vontade de bater a cabeça na parede, quem sabe os neurônios pegam no tranco e nos dão a luz que precisamos para saber o que fazer, quando e como.
De repente nos vemos sem ter lugar para voltar, sem ter um lugar definido para ir e simplesmente ter de parar e ficar onde estamos: AQUI E AGORA.
Mas o que fazer com esse aqui e agora?
O que fazer com toda essa angustiante sensação de solidão que toma conta de nós?
Onde estão todas as certezas que nos trouxeram até aqui?
Onde estão todas as pessoas que são importantes em nossa jornada?
Cada ser está passando por seu próprio momento sabemos disso, mas temos vontade de gritar ao mundo inteiro: Hei, onde estão todos? Será que ninguém percebe que estou precisando de colo, de carinho e de aconchego? Onde está o amor?
Será que percebemos quanto da carência está gritando? Quanto da menina assustada ainda está presente se fazendo de vítima e pedindo algo que nós mesmos precisamos nos dar? Quanto de nós quer realmente morrer e quanto ainda está amedrontada querendo colocar nas mãos dos outros a responsabilidade por nossa caminhada, por nossa felicidade, por nossos passos?
Quando nos damos conta que não há outro caminho a seguir, senão em frente e que não há passado, mas escolhas feitas que traçam o caminho a cada passo, nos damos conta de que podemos não saber qual caminho seguir, para onde vamos e o que vai acontecer, mas estamos onde deveríamos estar, no AQUI E AGORA e só a partir daqui, é que se inicia uma nova jornada e, mesmo que o medo venha, que a angustia tome conta, só escreveremos um novo capítulo da nossa história, quando dermos um passo a frente, pois se dermos um passo atrás, será sempre mais do mesmo!
Assim, com angústia e medo, o caminho precisa ser traçado e esse só é desenhado, entre o alvo e a seta!