14/02/2017
Quer conhecer minha vida?
Venha, sente-se ao meu lado, eu empresto meus sapatos e te cubro com meu xale, te mostro o sagrado e o profano da minha história. Te levo pelo túnel do tempo a todos os lugares que passei, as dores que senti, os amores que vivi. Te conto sobre as noite mal dormidas, as lágrimas derramadas, os risos fartos, os sonhos....
Vem, vamos tomar uma cerveja juntas e no bater dos copos, brindar a vida simples que escolhi.
Sabe, precisamos mais do que falar da vida alheia, cuidarmos com carinho da nossa e sermos pontes de luz para os que se achegam a nós.
Bora apenas seguir, fluir pelos campos largos da vida que segue, do amor que pulsa sem pressa e sem culpa de simplesmente Ser.
Quem sabe, conheça a dor dos pés que as vezes cansam, a vóz que fica rouca pelas palavras incansáveis que replicam a paz pelas quatro direções, os olhos atentos as belezas do caminho que percorri.
Assim, devagarinho deixará de lado a palavra dura e recarregue seu peito com o mel da doçura da vida sagrada, pra mim e pra você!
Assim sem pressa, retornaremos ao berço, onde apenas o silencio amoroso do seio que nutre a vida, se faz ouvir.....
Assim, sem julgamentos, quem sabe, seguiremos na mesma direção, rumo a paz entre todos!
Sinta-se bem vinda.
Sente-se ao meu lado.
Vamos ver o por do sol e deixar poente também, todo preconceito que por ventura, ainda pulse em nós!
Vem....
Em noite enluarada de olhares
Quero ver estrelas no céu de bocas
Escancaradas de riso largo
Quero ter a estrada iluminada
Por candeeiros pulsantes
Nos corações dos amantes
Quero o som das vozes felizes
Escrevendo em mármores
Os sonhos de uma vida
Quero o aconchego doce
Do colo que acolhe
Das mãos que acariciam
E que se tornam templo
Quero mãos enlaçadas
Por fitas brancas da paz
Fronteiras e muros caindo
Soando como tambores
No ventre da terra!
Quero a alegria leve
De amores livres
De povos unidos
Sem bandeiras
Quero a felicidade entre olhares
Semente da nova era
Brotando no solo sagrado
Do templo interno
Das almas coloridas de amor.
02/02/2017
O coração nas mãos
não por dor ou apego
mas por delicadeza no trato!
Ah, se pudéssemos todos
ter o coração nas mãos
cuidaríamos com zelo
tocaríamos qual diamante
talvez até mesmo, cristal de águas claras
ou mesmo com a sutileza de quem toca
as cordas de cello ao cair da tarde
Oxalá pudéssemos tê-lo entre nossos dedos
sentiríamos seu pulsar e o saberíamos frágil
e de olhar e sentir o poder silencioso
honraríamos todos os outros
em silencioso rezar, pelo templo de nós!
Ah se soubéssemos desde sempre
o valor que se tem no peito, dentro a tocar
o tambor de nossas vidas...
cuidaríamos dele, como quem encosta com
a ponta dos dedos o filho pela primeira vez!
coração é coisa séria, guarda tesouros encantados
tem casinha de cerca branquinha, tem flores perfumadas
precisa ser cuidado, como quem cuida do divino
pois o pulso que ali pulsa, impulsiona a vida toda!
01/02/2017
Ensaio sobre o medo e a raiva!
Nós não estamos dando conta de esvaziar nossos corações da raiva e do medo, não conseguimos sair da caixa furada onde recebemos apenas o oxigênio necessário para a não morte, ao invés de sairmos para respirar tudo o que merecemos, preenchendo nossos pulmões do mais puro ar da liberdade da paz interior.
Não raiva é paz, não medo é plenitude.
Não sentir raiva ou medo e permitir ver além dos olhos físicos, da mente estagnada e corroída e enxergar a beleza de cada ser e do desabrochar de cada flor nós corações
Quando há a possibilidade de usar a lente do amor, há ainda a resistência e a palavra "luta" "batalha" "combate" vêm à tona e todos os sentidos pacificadores são adormecidos e os olhos preferem a visão já conhecida, a cor cinza toma conta do peito....
Todos queremos e vendemos a idéia de paz e harmonia, mas quando a água da sutileza, da unidade e da calmaria bate na bunda e nos tira os pés do chão forçando nossas pernas a se movimentarem fica claro que muitos de nós ainda preferem se afogar a tornar o esforço compensador e transformador. Alguns poucos passos nos levariam ao céu de nossa alma, apaziguando nossos medos, angústias, dores profundas....olhamos o abismo e cada vez que dizemos não à paz, permitimos que o abismo nos olhe de volta com um sorriso sarcástico de quem vence. O abismo nos consome e novamente escolhemos a escuridão da raiva e do medo ao nascer de um dia que teria tudo para ser perfumado.
Retiramos as pétalas de nossas rosas internas, mas permitimos que os espinhos fiquem e se fortaleçam.....espetando nossos corações e fazendo com que a dor das lembranças, que são apenas isso, lembranças.... fiquem e pisoteiem nosso espírito que fica cada vez mais angustiado, triste, melancólico e se afunde no barro das ilusões. Sim ilusões, porque tudo o que temos é nosso momento presente e nesse aqui e agora estamos com nossas mochilas pesadas de pedras passadas que GOSTAMOS de carregar, pois nós tornamos vítimas. Sair disso requer coragem de abandonar as pedras e nos tornar responsáveis por nós mesmos, nossa jornada e felicidade. Abandonar as pedras significa parar de culpar o mundo, parar de achar que tudo é "culpa" de espíritos obssessores, de inimigos que nos desejam mal, de seres de outros mundos e outras frequências e compreender que cada vibração densa nossa tem capacidade de criar nossos próprios algozes espirituais, nossas formas pensamentos materializadas. E ainda que haja seres frequênciais de diferentes vibrações, nós atraímos e entramos na mesma onda. Portanto....somos responsáveis por nossa caminhada e por cada escolha que fazemos durante nossa jornada.
Temos todas as oportunidades do mundo para mudar. O universo nos envia mensagens, pessoas, situações o tempo todo como auxílio para nossas mudanças, como candeeiro para iluminar nossos passos, mas precisamos estar atentos, olhando para o aqui, não para o passado, não para o futuro, mas para o AGORA, e como disse uma mulher/mestre: a Deusa Oportunidade tem cabelos longos e todos voltados para frente, se estamos distraídos, quando ela passar....os cabelos foram primeiro e a oportunidade foi junto.
Estarmos atendo é vermos os cabelos chegando, enxergar a possibilidade do presente, agarrar os cabelos e ser Feliz!
Para sermos felizes, precisamos agarrar a oportunidade de mudar de foco, de prisma, de horizontes....e permitir transmutar o ódio em paz, afinal somente a paz constrói....o medo destrói todo e qualquer sonho.....e sem eles, a realidade não se manifesta. Abandonar o medo é permitir que a cura se faça. Será que temos a real compreensão que nos alimentamos com o ódio sendo um dos temperos de nossas refeições?
Será que conseguimos ver que o medo apóia nossas cabeças em travesseiros embolorados em noites insones?
Será que percebemos que ao abraçamos as pessoas nosso ódio é emanado e somos responsáveis por isso?
Somos a doença e a cura, a paz e a guerra, a plenitude e a falta, a serenidade e a angústia, somos a escolha inclusive do que deixar de ser....abandonar nossas auto importâncias e apenas permitir que as asas da liberdade que apenas o amor pode tecer, se abra sobre nossas costas tornando a vida mais leve.
Desejo por todas nossas relações, que o amor se faça....e floresça em nossos peitos, qual lótus que se abre no lodo.
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