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17/05/2018






Bom dia!
Para ser leve, o coração precisa estar em paz com todas as escolhas, em todas as direções. Para isso precisamos voltar a segui-lo sem dúvidas. Coração é mestre em guiança. Ele nos tira das noites escuras da alma e nos leva pra fora da caverna, com o rosto de frente pro sol.
Para ser leve precisamos apenas parar de querer ter razão, ter opinião formada sobre tudo, virar a esquina e deixar para trás os apegos, os desejos sem fim, os sonhos utópicos e caminhar sobre a terra firme, tendo a alma a flutuar na certeza, não na esperança.
Para ser leve, precisamos estar com as mãos estendidas para socorrer e para ser socorrido, sem orgulho, com humildade.
Para ser leve há de deixar as máscaras, cascas e desconstruir tudo o que sabemos, para aprender novamente, com outros olhos, outros sentires, outras frequências.
Para ser leve, precisamos ser Nós mesmos, sem querer agradar o outro.
Bora ser leve e feliz!


Rose Kareemi Ponce

16/05/2018








Manter a serenidade em tempos de trevas, é erguer seu templo interno diariamente.
Somente assim a paz reina dentro, na alma
Manter a calma nas decisões, ainda que difíceis, torna nosso templo firme.
Ser seu próprio templo em tempos de trevas, é ser terra firme, em meio ao lamaçal.
Caminhar firme, segurar nas mãos da Mãe, seguir em frente, rezar, caminhar com as palavras, Ser o que se espera dos outros.
Assim, a viagem nesse tempo/espaço, seguirá mais tranquila.
Ser a mansidão.
Ser Templo.
Aprendendo todos os dias a construir e desconstruir, tijolo por tijolo, ego por ego. Sem apegos.
Isso nos faz grandes, dentro de nós mesmos.


Rose Kareemi Ponce

14/05/2018







Sobre a mãe policial, o assassinato e a aclamação de uma sociedade doente.

Estamos vivendo uma época difícil, onde as pessoas estão doentes do coração. Não o coração físico, mas o coração como guardião do amor.
Estamos sem amor verdadeiro.
Estamos todos com medo.
De forma nenhuma, sob nenhuma circustância podemos dizer que é uma celebração do dia das "mães"!
Mãe não mata, acolhe.
E uma policial, com preparo, não deveria atirar para matar, mas, para imobilizar.
De forma nenhuma dá para ficar felizes ou dizer, como muitos estão dizendo, que foi uma momento "lindo".
Como podemos achar lindo o assassinato, seja de quem for, sob qual ótica for?
Como podemos nos dizer cristãos e nos regozijarmos com a estupidez e a violência?
Como podemos dizer que foi "lindo"?
Ah Rose, mas é bandido.
Ah Rose, é safado.
Deve morrer.
Pois eu sou da opinião, que todos somos irmãos e que sacar de uma arma e matar, ou ficarmos felizes com esse ato, não nos torna melhores do que os ditos "bandidos", nos torna iguais.
Ah Rose, mas ele podia ter matado alguém.
Ok, mas a policial, repito, com o preparo que tem, deveria ter atirado para imobilizar, não exterminar.
Será que esse é o remédio do qual precisamos de verdade?
Será que extermínio, é o que nos fará uma sociedade mais pacífica, ou apenas mostra quão doentes estamos?
Elogiar, bater palmas, ficarmos felizes com a morte do outro ainda mais quando essa morte chega de forma violenta, só me faz perceber que estamos com nossos corações adoecidos de medo.
Ficarmos entusiasmados (entusiasmo - A palavra vem originalmente do grego antigo enthousiasmos, que significava inspiração ou êxtase provocado por uma divindade.
No grego antigo, enthousiasmos era quando uma pessoa era possuída ou inspirada por um deus, caindo em êxtase ou tendo uma experiência religiosa poderosa. Isso acontecia, por exemplo, com o oráculo de Delfos, que era uma pessoa que se dizia ser possuída por um deus e que pronunciava profecias, no templo de Delfos, na Grécia.), só nos mostra o quão longe de nós, humanos, estamos ficando.
Não dá pra ser a favor do "bandido bom é bandido morto".
Não dá pra querer falar de amor, por esse caminho.
Não dá para querer ser um instrumento da luz, sendo um emanador de sombras.
Não dá pra falar em amor, enquanto ele for seletivo.
Não dá para querer caminhar na fé, enquanto ainda houver resquicios de julgamentos e separação em nós.
Caminhar com as palavras é o que nos torna sensatos.
Sairmos do julgamento, é o que torna cristãos, em cristãos.
Não dá mais para haver esse desequilibrio.
Não dá mais para caminharmos em cima do muro.
O muro pessoas, já não existe mais.


Rose Kareemi Ponce








Bom dia!
Abrindo o dia com uma polêmica, não minha, mas, das pessoas que ouvem, leem e não compreendem.
Deixando claro, que nem de longe eu defendo a igreja católica, responsável por barbáries desde seu nascimento, porém, deixando mais claro que preconceito e intolerância estão nos olhos e ouvidos de quem vê e ouve, segundo seu túnel de realidade.
Padre Fábio de Mello esses dias gravou um video onde fala sobre magia, ou macumba como ele mesmo se expressa.
Não ouvi nenhuma forma de desrespeito, mas, uma forma poderosa de crer em seu poder pessoal ancorado em fé verdadeira.
Não creio, assim como ele, que alguém tem o poder de fazer uma magia negativa para mim e eu simplesmente pegar, porque o outro assim o quis. Que poder é esse que estamos passando para o outro sobre nossas vidas?
O que ele diz no video e eu falo o mesmo no Despertar, é que, quando nós temos consciência de nossa fé, de nossa força, ancorada e enraizada no que efetivamente cremos, nada nos derruba, nada nos destroi.
O que ele fala durante sua pregação, é que crer na força e poder do outro e não a nossa própria é não saber a real Presença do divino em Nós e que o mestre Jesus nos disse em suas palavras sagradas: "Somos Deuses", "o milagre não fui eu quem fiz, mas Tua fé"!.
Até quando vamos ouvir as coisas segundo nosso preconceito interior?
Até quando vamos crucificar pessoas sem ter a exata compreensão de tudo?
Até quando vamos usar de nosso sentir e de nosso verbo para atacarmos os outros, sem a profundidade de entendimento sobre o assunto?
Pois vou falar, se fizerem macumba e deixarem em minha porta, assim como o padre, pedindo licença aos guias ali colocados, a farofa eu como, a vela eu apago e a cachaça, jogo na pia.
Ou eu creio na força e poder do divino na minha vida, ou sempre serei alvo de ataques e mais, eu sempre terei uma visão preconceituosa sobre assuntos que conheço superficialmente.
Padre Fábio, de alguma forma, nos fala sobre física quântica, sobre lei da atração, sobre responsabilidades, em tom de humor, porque apenas assim, chacoalhando, nós ajudamos na desconstrução de crenças limitantes. E crer no poder do outro sobre nós, e a mais limitante de todas as crenças!
Será mesmo que ele foi preconceituoso, ou será que minha capacidade de compreensão, é limitada ao meu credo?
Vamos pensar. Ele foi coerente e eu, assino embaixo.
Simples assim.


Rose Kareemi Ponce

04/05/2018





Pelos caminhos da vida, encontramos muitas pessoas que mergulham em cerimônias, de todas as formas, segmentos; tudo para encontrar as sombras. Acolher as sombras....

O que muitos não sabem, apenas por não estudarem e ficarem apenas mergulhando em cerimoniais, ritos...como se esses trouxessem respostas prontas para nossos encontros com o espelho.

Quando encontramos nossas sombras, é porque elas gritam para crescer, evoluir e deixarem de serem sombras. Encontrá-las é trazê-las à luz da consciência e isso não as diminui não as faz desaparecer, muito pelo contrário. Isso as torna enormes, pois botamos luz onde havia apenas escuridão.

É a partir desse ponto que o trabalho começa, não termina.

Encontrar a sombra não acaba com nossa lapidação. Começa.

É a partir desse ponto que chegam todos os desafios, que o espelho fica enorme e então, chega o momento de encarar a sombra de frente. Sentar com ela e ouvir o que tem a nos dizer. Onde foi que ela ganhou forças para existir. Como ela tem sido alimentada e por que. Quais fraquezas nossas ela conhece. E o mais importante, abraçar ela para que ela volte a ser a criança feliz que nasceu para ser.

Encontrar as sombras talvez seja o momento mais tranqüilo que podemos ter para subirmos os degraus da iluminação. Sentar com ela e ouvi-la, sem permitir que ela nos domine, é o ponto certeiro de nossa estrada. Nesse local e momento reside a transformação e a decisão de sairmos da zona de conforto e efetivamente, mudarmos, evoluirmos e voltarmos a ser a luz que nascemos.

É nesse momento que precisamos perguntar para ela, quais medos ela tem, dores que carrega, lágrimas que ainda não caíram por nossas faces, curativos não realizados em nossos corações e almas. Ouvir nossas sombras e acolher elas na luz do nosso amor é que permite a cura.

Encontrar ela, apenas nos faz conscientes que ela existe de fato.

Trazer ela a consciência nos permite levar luz a elas.

Ouvi-las nos permite saber sobre nós mesmos.

Conhecer quem somos nas profundezas escondidas de nossos porões, nos permite sair desses labirintos e receber o Sol no rosto, trazendo de volta a clareza.

Somos quem queremos ser.

Somos quem damos conta de ser!

Somos a luz que abrimos espaço em nós para brilhar!

Conhecimento....liberdade!

Evolução.

Nós todos iluminados.

Como deve ser.

Como fomos criados!



Rose