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30/05/2018








Quando escolhemos o caminho espiritual muitos de nós não tem consciência do quanto de renuncias precisamos fazer.
Renuncias internas, abrindo mão de apegos, programações mentais, paradigmas e crenças que estão marcados como tatuagem em nosso campo e paranos libertar disso tudo, precisamos depurar.
Nem sempre essa fase de depuração é vista ou vivida com tranquilidade, pois é o momento mais dolorido da caminhada.
Somos descascados, desafiados, e todas as nossas sombras são colocadas a nossa frente.
Nunca paramos com esse movimento, pois a evolução não para e sempre temos coisas a aprender e a desapegar.
Nesse momento que estamos vivendo, planetariamente falando, todos estão sendo chamados a mudar, no aqui e agora, as cascas já não tem tempo de sair vagarosamente e estão sendo arrancadas, deixando a pele da alma em carne viva. Os paradigmas estão sendo convidados a mudar, para ontem e se não mudarmos e não nos alinharmos com as altas frequencias, as sombras que estão em seus derradeiros suspiros, se apossam e nos tiram do centro.
Sair do centro é ir para o ego e esse tanto nos coloca para além do que somos, ou nos diminui e a responsabilidade é apenas e somente nossa, que abrimos as portas e nos negamos a olhar com os olhos do coração todos os movimentos que o universo faz para que sigamos pela Luz.
Há muitos seres sendo atingidos pelas baixas frequencias e pensam estar sendo atuados por magias negativas de outros, pensam estar sendo castigados, quando na realidade estão apenas colhendo a semeadura que escolheram fazer e, não se abrem para a possibilidade de mudar. O orgulho não permite.
Necessária entrega nesse caminho é a da humildade.
Humildade para mudar, pois até as pedras se permitem ser mudadas pelos ventos que sopram e lapidam suas arestas, pelas águas que batem nas costeiras, moldando as pedras e tornando suas formas mais arredondadas, sem pontas, sem cantos.
Nossas almas precisam se entregar aos ventos da mudança e às águas da purificação, de forma consciente. pois quer queiramos ou não esse movimento vai acontecer, isso é estar no caminho espiritual. Estarmos disponíveis para a evolução e ela passa por lapidarmos quem estamos, para voltarmos a Ser quem realmente Somos.
Seres de Luz que durante a jornada, nos esquecemos do brilho de nossas almas.
Caminhar o caminho espiritual requer entrega, humildade, consciencia de estar a serviço de algo Maior do que nossa mente que pulsa na onda humana pode muitas vezes compreender.
Caminhar o caminho espiritual, é curvar-se ao amor, pelo bem maior, entendendo que humildade não é se diminuir ou se vangloriar, é estar disponivel para a sabedoria se manifestar!
Fácil? Não.
Mas o impossivel é apenas o dificil que não foi feito.
Você está disponível, para ser você nesse caminho?
Com Calma, Carinho e Coragem.
Sem perder a Força, o foco e a Fé!


Rose Kareemi Ponce

24/05/2018








Ser uma Mulher Selvagem!

Não me peçam para ser doce quando meu instinto pede um salto na jugular.
Não me peçam para falar baixo quando meu grito implora para sair da garganta.
Não me peçam para não me meter quando vir uma injustiça.
Não me peçam para calar, quando a voz é minha arma maior.
Não me peçam para ir para o claro, quando rastreio melhor no escuro.
Não me peçam para não ir na água, quando a poça me chama a pisar e o fluir faz parte de mim...
Não me peçam para aquietar a mente, quando ela está no meio de uma tempestade de idéias.
Não me peçam para meditar, quando meu corpo necessita correr pelos vales.
Não me peçam para abrir os olhos, quando ouço melhor o que não é dito, com eles fechados.
Não ditem regras ao meu lado selvagem e indomado, ele não está aberto à mudanças, já se entregou demais as normas e tudo o que ele não quer é ser normótico.
Não venham com palavras escritas, as minhas são intuidas...
Não me venham com correntes, costumo quebrar todas elas.
Não me venham com histórias para dormir, durante a noite sob a luz da lua, uivo minha liberdade, meus pés correm vales e montanhas, meu coração acelera a vida em seu sangue...e minhas veias, jorram vida em mim.
Sim, Sou selvagem, Sou Mulher, Sou Livre.
Sim......Corro com Lobos e lidero matilhas!

Rose Kareemi Ponce

22/05/2018



Um manifesto sobre RESPONSABILIDADE

Quando nos dizemos loucas, indomáveis e selvagens, não estamos dizendo com isso que somos irresponsáveis. Longe disso.
Responsabilidade é o que nos move, respeito é nossa régua de caminhada.
Não há a menor possibilidade de ser uma mulher de medicina, quando não compreendemos a profundidade dessa caminhada e onde estão as pedras que permeiam esse caminho. Muitas vezes para caminhar, precisamos estar atentos e sendo rastreadores dos obstáculos. Nem todos se apresentam claramente. Mas, isso apenas o caminho e o caminhar por tempos e tempos, nos ensina sobre isso.
Precisamos ter muitas pegadas atrás de nós, marcadas na jornada, com os desenhos das dificuldades, dos desafios, das bênçãos, dos mestres. Para compreender os desenhos que são deixados por nossos mestres e por nós mesmos, precisamos de tempo para aprender, para sentir, ouvir. Precisamos de humildade acima de tudo, pois o caminho do aprendiz leva anos e muitos não querem esse degrau do aprendizado, do caminho. E já pulam para a mestria, para ensinar o que não se teve paciência para aprender.
Estamos vivendo muito forte essa fase com as pessoas que caminham nas medicinas. Sejam elas ayahuasca, cerimônias do feminino sagrado, do encontro com o amor divino, da benção....muitos estão apenas copiando histórias, “colando” como se faz nas escolas e não aprendendo, mas com respostas prontas para tudo, sequer percebem que as respostas são individuais e que as minhas não respondem questionamentos de outros, ainda que as questões sejam muito próximas. Isso tem resultado em surtos, demandas, quedas profundas em abismos construídos pelo ego inflacionado pelo poder. Sim, o poder que as pessoas pensam que terão ao serem mestres de algo. Não compreenderam nada do caminho. Não por acaso, afinal para se compreender, precisa estar disposto a ficar na posição aprendiz, deixando de lado o ego e as respostas prontas, deixando de lado o “eu já sei”, porque essa frase impede de mergulharmos profundamente e com isso vamos ficando nas superfícies, beiradas, margens...
Há muitos seres hoje que estão se colocando a realizar toda sorte de iniciações, quando a única que teve foi a auto-iniciação.
Mal sabem que em um caminho de ancestralidade não há auto-iniciações. Há uma hierarquia a ser respeitada, uma Lei Maior e uma Justiça Divina que estão guiando os passos e cuidando de seus filhos que caminham dentro do correto.
Estamos em um momento onde precisamos caminhar e buscar cada vez mais a Verdade como âncora e como escudo.
Não há verdade em caminhos copiados sem respeito e dedicação.
Dedicação de anos de estrada, de ouvidos atentos, de escrita e leitura. Anos de chão, na postura aprendiz.
Dedicação a verdade maior. Dedicação de servir.
Muitos estão se equivocando ao ouvirem o chamado para o caminho. Estão ouvindo com o ego e dessa forma, sentem-se chamados para serem mestres e passam por cima de etapas que os fortaleceriam, os preparariam e os ensinariam com quais seres, guias, mestres espirituais estarão sendo ancorados, firmados e quais armas terão para proteção de sua alma e das almas do clã que estão formando a partir de sua energia. As pessoas não estão compreendendo que cuidar de uma egrégora, requer muito cuidado. É território sagrado.
Estão a brincar com as almas dos que chamam irmãos. Estão a brincar com vidas, inclusive com a própria, já que ao cair nas sombras, ficarão perdidos e achando estar sendo castigados ou recebendo demanda alheia. Não compreenderão tão facilmente que a única demanda recebida é a da falta de respeito às Leis Universais, ao caminho e aos que nos iluminam nessa jornada.
Caminhar na mestria é antes de tudo conhecer a si mesmo e aos limites internos, não pode ter ruídos do ego. Esse barulho interno, essas vozes que nos dizem que podemos que está na hora de sermos mestres, de guiar almas, é o ego que grita para ser mais do que damos realmente conta e maior do que precisamos ser no momento.
Caminhar na mestria é caminhar no amor.
Amor é respeito.
Respeito é saber limites e impor esses limites a nossa mente para que não sejamos a exata figura que tanto nos aprisiona, nosso espelho.
Temos tido cada vez mais pessoas surtando, entrando em crises por conta dessas vivências, dessas cerimônias.
Não, a culpa não é da ayahuasca, do rapé, do benzimento, do rezo.
A culpa não é da missa, do culto, da gira.
Primeiro a responsabilidade é de quem está assumindo uma posição sem estar preparado para isso, sem conhecer profundamente os fundamentos de cada caminho e cada escolha, assim como seus mestres e guias, assim como as pedras que existem e que são mestres no caminho.
A responsabilidade é de cada um de nós que está despertando. A responsabilidade é de não fazer o que não se conhece apenas por pensar-se pronto. A responsabilidade é de quem não busca saber com quem está participando e quem está guiando. A responsabilidade está nas duas pontas da mesma linha, mas, a responsabilidade MAIOR está em quem quer ser mais do que está pronto, sem conhecer os buracos sombrios de cada medicina, vivência, surto e/ou peia. A responsabilidade está na alma que se diz pronta.
Estamos todos em construção, o que difere um ser do outro é: Um mestre sabe que não está pronto e que não sabe todas as respostas e, um aprendiz pensa estar pronto na primeira resposta que recebe do universo e sente dominar todas as outras.
Precisamos TODOS assumir parte da responsabilidade no caminho espiritual e de desconstrução e construção de pessoas. Ou teremos breve, filas nas salas psiquiátricas por pura falta de respeito de muitos de nós.

Que possamos todos, ter isso como rezo diário e por favor, simplesmente parem.
Assinamos abaixo:

Rose Kareemi Ponce - Amoração/Bentos do Brasil
Carla Menegaz ( Flor Del Sur)
Babi Surati Kiliam Farah - Florescer da Curandeira
Karenn Mirpa Nhusta Manta - Clã Sacerdotisas da Terra
Clau Sbano - Instituto Presença Sagrada
Isis de Sirius - O Caminho da Serpente (Portugal)
Adriana Moreira
Prem Samit Janaina Benke - Awakening Center
Mila Dias - Filhas de Afrodite
Gisele Setznagl
Jordana Foiatto - Circulo das Deusas
Carol Shanti - Xamanismo para Mulheres
Caroline Mottin Hamlach - Casa Florescer
Barbara Schrage - Viva Alecrim - Terapia alternativa
Mirhyam Conde Canto - Espaço d´Luz e Paz
Sathya Dhara Yaga - Terapeuta Espiritualista
Isabel Angélica - Terras de Lyz & Árvore da Lua (Portugal)
Elaine Miragaia - Mandalas de Gaia
Magali Bomfim - Terapias Integrativas
Julia Larotonda - Juliaro Arte
Gloria Cristina Reis - Oracurando
Goretti Melo - Consciência do Feminino. Recife/Pernambuco.
Izabelle Barros Barros - terapeuta
Paola Mallmann de Oliveira - Conselho Indigenista
Cris Machado - Clã Guardiãs do Sagrado Feminino.

17/05/2018






Bom dia!
Para ser leve, o coração precisa estar em paz com todas as escolhas, em todas as direções. Para isso precisamos voltar a segui-lo sem dúvidas. Coração é mestre em guiança. Ele nos tira das noites escuras da alma e nos leva pra fora da caverna, com o rosto de frente pro sol.
Para ser leve precisamos apenas parar de querer ter razão, ter opinião formada sobre tudo, virar a esquina e deixar para trás os apegos, os desejos sem fim, os sonhos utópicos e caminhar sobre a terra firme, tendo a alma a flutuar na certeza, não na esperança.
Para ser leve, precisamos estar com as mãos estendidas para socorrer e para ser socorrido, sem orgulho, com humildade.
Para ser leve há de deixar as máscaras, cascas e desconstruir tudo o que sabemos, para aprender novamente, com outros olhos, outros sentires, outras frequências.
Para ser leve, precisamos ser Nós mesmos, sem querer agradar o outro.
Bora ser leve e feliz!


Rose Kareemi Ponce

16/05/2018








Manter a serenidade em tempos de trevas, é erguer seu templo interno diariamente.
Somente assim a paz reina dentro, na alma
Manter a calma nas decisões, ainda que difíceis, torna nosso templo firme.
Ser seu próprio templo em tempos de trevas, é ser terra firme, em meio ao lamaçal.
Caminhar firme, segurar nas mãos da Mãe, seguir em frente, rezar, caminhar com as palavras, Ser o que se espera dos outros.
Assim, a viagem nesse tempo/espaço, seguirá mais tranquila.
Ser a mansidão.
Ser Templo.
Aprendendo todos os dias a construir e desconstruir, tijolo por tijolo, ego por ego. Sem apegos.
Isso nos faz grandes, dentro de nós mesmos.


Rose Kareemi Ponce