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06/08/2018



Quando tivermos a real consciência do poder de nossos corações, jamais seremos humilhados novamente.
Atentem-se ao intento. Ele move montanhas!
Lindo dia!

Rose Kareemi Ponce



O caminho não nasce fora, ele começa dentro de cada um de nós. Seus traços, desenhando o mapa da vida, somente existirão a partir do primeiro passo. Nenhum caminho se forma se não nascer da alma. Não há pontes, estradas, sol e lua. Nada habita o externo, nada é realmente se não existir dentro.
Somos o caminho manifesto. Não o contrário.
O silêncio me contou!

Rose Kareemi Ponce

27/07/2018


Aos que nos convidarem, pedimos que coloquem carinho e atenção nas datas!
No segundo semestre, novos projetos!
Gratidão

Rose

18/07/2018





Os caminhos aquáticos que me levaram à aldeia dos parentes Shawãdawa no Acre, foram mexendo com minhas emoções, trazendo lembranças da minha infância em Mato Grosso, junto aos meus parentes, das experiências vividas com meu pai, que na época passaram despercebidas, afinal era apenas um pequena menina descobrindo a vida. Ao viajar por essas águas, muitas fichas foram caindo, certezas se desmanchando pelas artérias da Mãe Terra, sendo purificados assim todos os densos sentimentos que permeavam minha alma.
Olhos marejavam o tempo todo, coração cantava cantigas de celebração, amor e beleza!
Minha alma foi se abrindo, minha mente aquietando e apenas o sentir ficou. Apenas a vida acontecia, sem querer compreender, sem querer saber de horas, dias, razões...
Me senti desmanchando, desfazendo...antes era meu coração que pedia a floresta, depois a certeza de que a floresta me chamava, a Samaúma me chamava....ela me soprou até lá, antes de ir fisicamente, fui em espírito, voando feito as plumas da própria árvore, pelos ventos das folhas verdes, dos galhos altos, onde o sagrado Gavião Real faz seu ninho...fui porque precisava, porque era meu contrato sagrado com o divino que ali habita. O espírito dela me esperava, me chamava...e eu ouvi e aceitei seu chamado de cura..
Ainda estou em desconstrução.
Ainda estou vivendo os aprendizados.
Sem pressa.
Sem relógios.
Sem calendários.
O senhor Tempo cuidando de tudo. No tempo do tempo tudo se encaixa dentro.
No tempo do tempo somente as sementes do amor florescerão....
Nesse agora, a gratidão se instalou!
Tudo em paz aqui!
Tudo em paz!

Rose Kareemi Ponce


Aqui nessa terra, há que se.pisar com respeito e silêncio.
Aqui para conhecer, há que ouvir.
Aqui para caminhar, há que não querer mudar.
Aqui para se sentar, há que aquietar as razões.
Aqui...há que aceitar, confiar e agradecer!
Sabedoria em outros níveis de compreensão!


Rose Kareemi Ponce






De mim, caem pedaços ao chão
partes que já não me servem
pedaços de coisas guardadas e empoeiradas
Gavetas fechadas no tempo
Certezas imutáveis....mudando
quebrando como cascas de ovo
De mim caem pedaços e voam
no vento das mudanças necessárias
Mesmo o sagrado mudou de prisma
no olhar que nasce hoje do coração
A mente grita, esperneia, geme
percebendo que já não tem força
percebendo que já não tem voz
um grito alto soa na noite escura
um som que estava preso ecoa...
voa como coruja e não para
vai abrindo passagem pelas matas
fechadas da alma inquieta
que busca pelo silêncio.....
Mas o silencio precisa ser conquistado
e apenas na entrega, ele se abre para receber
as dores que precisam ser acolhidas
a força que precisa florescer
ao amor que surge suave e doce
como acalento de colo de Mãe!
De mim caem pedaços...
desconstruindo quem eu pensava
..Mas nunca me senti tão
profundamente Eu!


Rose Kareemi Ponce

26/06/2018








Nosso maior desafio hoje é a "entrega". Estamos tão cheios de controle, que se render a algo que não vemos, no fundo duvidamos, mas, que ainda dizemos que acreditamos, é desafiador!
Render-se ao invisível, ao que apenas pode ser sentido, experimentado pelo coração e alma, nunca pela mente vertical e lógica.
Render-se implica em largar. Abrir mão das rédeas que pensamos ter e mergulhar fundo no escuro....
Render-se implica em confiar.
Render-se.....
Eu me rendo Mãe aos seus cuidados e sob seu manto, me guardo das tempestades. Em seu colo recebo tudo o que preciso e mereço.
Eu agradeço.
Eu agradeço.
Eu agradeço!


Rose Kareemi Ponce

Imagem: Tonanzim (Guadalupe)

22/06/2018









Hoje acordei com a sensação de estar vivendo em um mundo onde eu não caibo.
Não consigo me encaixar em um mundo onde crianças são sacrificadas de sua liberdade, sacrificadas do convívio com suas mães, dopadas, entregues às jaulas e os leões sejam outros seres humanos, com filhos esperando retornarem de seus "trabalhos", em suas casas quentinhas e aconchegantes.
Somos responsáveis.
Não me encaixo em um mundo onde homens ainda se sentem no direito de nos terem como "posses".
Não me encaixo em um mundo onde mulheres ao invés de justiça, esperam a destruição dos homens, suas famílias, suas vidas. Num imenso sentimento de vingança, por erros grotescos sim, mas onde a destruição da vida não lhes trará nenhum aprendizado, apenas ódio.
Assim vamos seguindo falando em amor e espalhando sementes de separação.
Não me encaixo em um mundo desses, dói meu peito e minha alma a cada postagem que destila raiva, veneno, separação.
Pessoas pregam amor em suas vivências e caminham gotejando ódio concentrado por suas presas afiadas, esquecendo que estão destilando o mesmo veneno que elas tanto pedem para que se acabe no mundo.
Não consigo mais conceber um mundo assim.
Não consigo entender porque pessoas não assumem responsabilidade sobre o que acontece AGORA no mundo.
Não é o mundo que está violento, somos nós que não mudamos e queremos mudanças no mundo.
Queremos um mundo justo, mas caminho na vingança.
Queremos um mundo de paz, mas ficamos felizes ao saber que alguém "se fodeu" por ter cometido um erro.
Quero educar meu filho "cheio de amor", mas que todos os "outros" homens se danem.
Mano, ou eu to louca, caminhando em um caminho fora do mundo, ou tem algo acontecendo e que não estamos percebendo realmente onde "eu" alimento esse fio escuro.
Todos somos responsáveis.
Todos precisamos saber onde vibra nosso coração, que onda ele alcança e quais informações envio ao universo, pois o que estamos recebendo é a exata medida do que somos.
Que me perdoem o desabafo. Mas hoje, acordei muito indignada. Só, não me permito entrar em tristeza ou ódio, pois isso me colocaria na mesmíssima frequência de tudo que mais estou em desacordo.
Consciência do que emanamos para termos consciência de quais energias envolvemos nossa Casa!
Mais uma vez:
Sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grata


Rose Kareemi Ponce

21/06/2018




Próximo Despertar das Almas Benzedeiras, será sábado dia 24 em São Bento do Sapucaí.
Contato: Naná Brasil (12.996331219)
Vem com a gente, rezar o mundo!
Ainda temos vagas!
Para homens e mulheres!

18/06/2018






Somos as mãos que tecem
Fios de cura e proteção
Somos as mãos que tecem
Unidas em amor e união
Somos as mãos que tecem
Abuelas que se unem em oração
Somos as mãos que tecem
Cantamos canções de sanacion
Somos as mãos que tecem
Guerreiras da luz em ação
Somos as mãos que tecem
Rezos de cura para os corações
Somos as mãos que tecem
Sonhos coloridos para a Nação
Somos as mãos que tecem
Caminhos sagrados para todos irmãos
Somos as mãos que tecem
Abraços apertados de proteção
Somos as mãos que tecem
O futuro de paz entre as nações!


Rose Kareemi Ponce







Em que tempo/espaço você está?

Você vive no passado ainda?
Você precisa contar seus feitos, onde trabalhou, quais diplomas conseguiu, quanto ganhou, quais carros já teve, por quais países já viajou?
Pois te digo uma coisa, enquanto precisar fazer isso, sua vida no aqui e agora não será firme, pois você não está no aqui e agora.
Não interessa onde você trabalhou, viveu ou viajou, apenas o que aprendeu nos lugares onde esteve.
Não interessa quanto de dinheiro você ganhou, se sua opção foi sair do sistema, isso não mais pode ter peso em seus passos.
Não interessa quais caminhos trilhou no Passado. Sua vida está acontecendo no Presente e é aqui que sua alma precisa pulsar.
Enquanto suas referências estiverem "Lá", sua prosperidade, harmonia, equilibrio e bem estar, não estarão "Aqui"!
Enquanto sua mente ainda precisar desse pensar, sua alma não estará livre das correntes pesadas que você arrasta por onde quer que vá.
Seus pés precisam firmar passo e isso não será no passado já vivido ou em um futuro onde apenas sonhos estão sendo tecidos.
Quer uma vida melhor?
Traga contigo apenas as lições das estradas percorridas por seus pés. Títulos, salários, cargos, etc., precisam ser deixados lá, onde estiveram, onde foram criados e onde você não quis mais estar.
Lembre-se sempre porque quis sair e o que te mantém presa a determinados padrões.
Lá, não existe mais.
Acolá, ainda não foi construído.
Aqui, é onde seu coração pulsa e a vida é construída momento a momento.
Pense nisso.


Rose Kareemi Ponce

14/06/2018






Parir um conto é como parir um filho.
Não engravidamos da inspiração quando queremos apenas, precisamos juntar o querer, com umas pitadas de inspiração, uma porção de emoção, deixar a alma vazia para o aprendizado, o frontal aberto para "ver" as palavras que chegam, juntar todas elas, chacoalhar, para sentir a catarse do orgasmo chegando e então sentir-se grávida. As palavras que chegaram precisam ser organizas em seus devidos lugares, cada pedaço, cada tom precisa ser sentido, cada significado...assim cria-se o corpo, mas ainda falta encaixar a alma. Permitir que as Musas tragam pelas mãos o espírito mágico que dará vida a todo aquele emaranhado de idéias, sentimentos, emoções...permitir que tenha brilho por si só e que esse brilho seja permanente a partir de então em nossas vidas.
Então, após as Senhoras da inspiração abençoarem com sua luz, toda criação, ela está pronta para ser parida, desenhada em papel, com os hieroglifos dos tempos atuais, usando símbolos atuais, roupagens de agora.
E num inundar das mais profundas e cristalinas águas, as palavras escoam pelos canais e coroam a boca do céu, trazendo a tona o ser que nos acompanhou tão profundamente durante o tempo necessário para ser parido.
Num grito que nasce das profundezas da alma, percebemos que estivemos em um aprendizado, sendo iniciadas no infinito, direto da fonte, onde as águas transparentes geram palavras sagradas.
Parir um filho é reencontrar a força da vida.
Parir um texto, é aprender como dançar essa força!
Parir um conto é ser instrumento das Musas!
Amo escrever!


Rose Kareemi Ponce

13/06/2018




Os "xamãs", a medicina e a responsabilidade de todos.

Ultimamente tem acontecido de algumas casas ditas "espirituais", seus guardiões auto intitulado "xamãs" e seus seguidores darem de frente com uma energia chamada VERDADE batendo na porta.
Esse é um ano onde a Verdade está sendo chamada pela Lei e pela Justiça divina a escancararem fatos e ações em todas as direções. Mentiras caindo e pessoas sendo chamadas à responsabilidade de seus atos e escolhas.
Sim, há muitos homens caindo de suas máscaras de bons moços, bons dirigentes, bons isso ou aquilo, usando de sua posição de liderança, de "guia espiritual" para abusar das energias femininas. Muitos inclusive se esquecem que a maior medicina usada por todos, a ayahuasca, tem parte feminina, em um equilibrio mágico entre as duas forças: Feminina e Masculina. Dessa forma caminham usurpando de energias e corpos femininos, sem a menor capacidade de respeitar o caminho. Fazendo de conta que tudo é oba oba.
Não é.
A medicina cobra, porque ela é a Verdade sendo escancarada.
Esses homens precisam ser parados, suas casas fechadas, a energia decantada e purificada, mas, as mulheres precisam sair de suas posições de eternas vítimas.
Vamos conversar abertamente?
A linha dessa responsabilidade não tem apenas uma ponta, tem duas. Uma da liderança irresponsável e outra, de quem simplesmente perde seu senso crítico e se permite passar por situações absolutamente fáceis de cortar.
A medicina não deixa ninguém vulnerável a ponto de não sabermos o que fazemos, o que dizemos e o limite do nosso espaço sagrado. Esse espaço amplia, não diminui. A não ser que estejamos vivendo o momento que chamamos "morte", dentro da medicina, onde realmente perdemos totalmente a noção inclusive do corpo físico, todos os momentos são conscientes.
Então, não há vulnerabilidade nem falta de discernimento para darmos um basta em abusos físicos. Se alguém tentar me tocar, saberei dizer se aquilo é ou não para acontecer e se não for, saberei barrar a ação do outro.
Precisamos, nós mulheres, termos consciência da nossa vida e não nos colocarmos sempre como vitimas e coitadinhas, NÃO NOS CABE MAIS ESSE PAPEL.
Quando falamos em mudanças sociais, de dogmas e paradigmas, esse é o ponto que vejo com mais necessidade, sairmos da nossa zona de conforto, que nada tem de confortável, assumirmos responsabilidade sobre nossa caminhada e termos consciência do nosso espaço sagrado. Ninguém pode fazer isso por nós.
A culpa sim, é do homem em que confiamos para estar sendo guiadas, mas a responsabilidade é nossa por não nos colocarmos, por estarmos sempre vendo no outro a salvação e mais do que tudo, por não termos disciplina com nossa existência.
Caminhar no mundo da espiritualidade requer responsabilidade, conhecimento, estudo fino e diário, sobre NÓS.
Caminhar no mundo da espiritualidade é saber que tudo tem hora e local para acontecer, convites fora de hora para uso da medicina, sem cerimonial, sem respeito, mostra falta de conhecimento de quem conduz e falta de discernimento de quem se permite ser conduzido.
Por amor, vamos colocar parte da responsabilidade em nossos colos e assumirmos elas.
Vamos procurar conhecer os locais, saber das pessoas que frequentam e acima de tudo, quem conduz e é RESPONSÁVEL pelo espaço, que deve ser considerado SAGRADO?
Perguntem a um indigena se ao realizarem cerimonia eles ficam de oba oba.
Perguntem sobre o respeito deles às casas de reza.
Perguntem, questionem, não tenham medo ou vergonha de ser curiosos. A curiosidade move e ascensiona o mundo.
Os tais "xamãs" são responsáveis?
Óbvio que sim.
As mulheres são co-responsáveis?
Obvio que sim.
O que fazer?
Cuidar com clareza de seu espaço sagrado e parar de ser a vitima.
NÓS PODEMOS.
NÓS DEVEMOS CAMINHAR COM CUIDADO ESSE CAMINHO.
NÓS TEMOS A OBRIGAÇÃO DE ESTARMOS ATENTAS A NÓS MESMAS.
NÓS PRECISAMOS SER A MULHER QUE COBRAMOS QUE AS OUTRAS SEJAM.
Conheça a Verdade e a Verdade te libertará.
Mas qual Verdade você está disposta a conhecer mesmo?
Quão fundo na toca do coelho você está disposta a entrar?
Sem mais

Rose Kareemi Ponce

31/05/2018









Sentei a beira da estrada
observei as rodas frenéticas que passavam sem ao menos saber o destino que seguiam.
Tentei compreender a pressa dos motores e a angustia dos motoristas, em suas buscas frenéticas pela velocidade. O tempo sendo contado em quilometros por hora.
Não compreendo o rodopio das mentes e o vazio dos corações, que buscam, buscam, buscam...sem nada encontrar.
Fora, lá fora, dizem eles famintos de algo que nem sabem exatamente do que.
Apenas têm fome.
A alma faminta, seca.
O corpo sedento, seca.
Sentada a beira da estra, observando a angustia nos olhares.Só veem placas, radares...
O bater dos corações já não ecoam com o coração da Terra. Andam sobre pneus de borracha, e, quando com seus pés no chão, estão sobre solas também de borracha.
Ouvem no rádio noticias falsas, como o perfume barato que compram, imitando o da estrela da vênus platinada.
Seguem famintos....secos...
Seguem sedentos...secos.
Esperança e confiança são palavras esquecidas no dicionário que ficou guardado na gaveta, junto ao livro que antes servia de alento. Hoje serve como o novo ditador.
Ah!!!
Esse povo que corre e é alimentado por uma tela fria, com palavras mais frias e seres tão frios, que não sabemos se estão vivos, ou se apenas sobrevivem.
Tempos difíceis esses...
Sentada a beira da estrada, de repente o silencio dos motores. Chegam passos. Mais passos. Mais passos.
Não sinto corações pulsando, sinto medo.
O medo vestido de verde amarelo, pede o verde oliva para contemplar a vida.
O verde oliva que não vive. Mata.
O medo vestido de verde amarelo, encontra o cinza. Que mata.
A angustia segue com cheiro de gás.
Lágrimas.
Gritos.
Sentada a beira da estrada, observei que a velocidade dos automóveis, suas rodas, não alcançam a velocidade do medo.
O medo que assola, que arranca a pela, que se pendura no pau de arara.
Sentada ali...percebi, que meu mundo é menos rápido, mais silencioso, descalço....mas há um vazio de tempo, de relógios, de carros, de borrachas...inclusive as balas.
Sentada ali percebi que estar é temporário.
Levantei.
Fui.
O silêncio e a calma voltaram.
Lá....o cinza e o verde oliva se misturavam ao verde amarelo...
Aqui...mil cores.
Sem balas.
Sem pressa.
Sem gritos.


Rose Kareemi Ponce





Viajei mundos estrelares
Despetalei as íris dos meus olhos
Conheci outras cores
Peguei carona com cometas
Deitei na via Láctea
Dancei junto às Três Marias
Sonhei com a Senhora de Prata
Meditei com o grande Avô
Meus pés tocaram o infinito
Dei mãos aos pleiadianos
Rodei ciranda com os anéis de Saturno
Atravessei portais de sombras e luz
Conheci as mentiras
Busquei minhas verdades
Vi a Terra do alto
Azul profundo na escuridão
Voltei e senti a Presença
em cada desenho das flores
Geometria sagrada onde cabe
O Todo e onde pulsa meu coração.


Rose Kareemi Ponce

30/05/2018








Quando escolhemos o caminho espiritual muitos de nós não tem consciência do quanto de renuncias precisamos fazer.
Renuncias internas, abrindo mão de apegos, programações mentais, paradigmas e crenças que estão marcados como tatuagem em nosso campo e paranos libertar disso tudo, precisamos depurar.
Nem sempre essa fase de depuração é vista ou vivida com tranquilidade, pois é o momento mais dolorido da caminhada.
Somos descascados, desafiados, e todas as nossas sombras são colocadas a nossa frente.
Nunca paramos com esse movimento, pois a evolução não para e sempre temos coisas a aprender e a desapegar.
Nesse momento que estamos vivendo, planetariamente falando, todos estão sendo chamados a mudar, no aqui e agora, as cascas já não tem tempo de sair vagarosamente e estão sendo arrancadas, deixando a pele da alma em carne viva. Os paradigmas estão sendo convidados a mudar, para ontem e se não mudarmos e não nos alinharmos com as altas frequencias, as sombras que estão em seus derradeiros suspiros, se apossam e nos tiram do centro.
Sair do centro é ir para o ego e esse tanto nos coloca para além do que somos, ou nos diminui e a responsabilidade é apenas e somente nossa, que abrimos as portas e nos negamos a olhar com os olhos do coração todos os movimentos que o universo faz para que sigamos pela Luz.
Há muitos seres sendo atingidos pelas baixas frequencias e pensam estar sendo atuados por magias negativas de outros, pensam estar sendo castigados, quando na realidade estão apenas colhendo a semeadura que escolheram fazer e, não se abrem para a possibilidade de mudar. O orgulho não permite.
Necessária entrega nesse caminho é a da humildade.
Humildade para mudar, pois até as pedras se permitem ser mudadas pelos ventos que sopram e lapidam suas arestas, pelas águas que batem nas costeiras, moldando as pedras e tornando suas formas mais arredondadas, sem pontas, sem cantos.
Nossas almas precisam se entregar aos ventos da mudança e às águas da purificação, de forma consciente. pois quer queiramos ou não esse movimento vai acontecer, isso é estar no caminho espiritual. Estarmos disponíveis para a evolução e ela passa por lapidarmos quem estamos, para voltarmos a Ser quem realmente Somos.
Seres de Luz que durante a jornada, nos esquecemos do brilho de nossas almas.
Caminhar o caminho espiritual requer entrega, humildade, consciencia de estar a serviço de algo Maior do que nossa mente que pulsa na onda humana pode muitas vezes compreender.
Caminhar o caminho espiritual, é curvar-se ao amor, pelo bem maior, entendendo que humildade não é se diminuir ou se vangloriar, é estar disponivel para a sabedoria se manifestar!
Fácil? Não.
Mas o impossivel é apenas o dificil que não foi feito.
Você está disponível, para ser você nesse caminho?
Com Calma, Carinho e Coragem.
Sem perder a Força, o foco e a Fé!


Rose Kareemi Ponce

24/05/2018








Ser uma Mulher Selvagem!

Não me peçam para ser doce quando meu instinto pede um salto na jugular.
Não me peçam para falar baixo quando meu grito implora para sair da garganta.
Não me peçam para não me meter quando vir uma injustiça.
Não me peçam para calar, quando a voz é minha arma maior.
Não me peçam para ir para o claro, quando rastreio melhor no escuro.
Não me peçam para não ir na água, quando a poça me chama a pisar e o fluir faz parte de mim...
Não me peçam para aquietar a mente, quando ela está no meio de uma tempestade de idéias.
Não me peçam para meditar, quando meu corpo necessita correr pelos vales.
Não me peçam para abrir os olhos, quando ouço melhor o que não é dito, com eles fechados.
Não ditem regras ao meu lado selvagem e indomado, ele não está aberto à mudanças, já se entregou demais as normas e tudo o que ele não quer é ser normótico.
Não venham com palavras escritas, as minhas são intuidas...
Não me venham com correntes, costumo quebrar todas elas.
Não me venham com histórias para dormir, durante a noite sob a luz da lua, uivo minha liberdade, meus pés correm vales e montanhas, meu coração acelera a vida em seu sangue...e minhas veias, jorram vida em mim.
Sim, Sou selvagem, Sou Mulher, Sou Livre.
Sim......Corro com Lobos e lidero matilhas!

Rose Kareemi Ponce

22/05/2018



Um manifesto sobre RESPONSABILIDADE

Quando nos dizemos loucas, indomáveis e selvagens, não estamos dizendo com isso que somos irresponsáveis. Longe disso.
Responsabilidade é o que nos move, respeito é nossa régua de caminhada.
Não há a menor possibilidade de ser uma mulher de medicina, quando não compreendemos a profundidade dessa caminhada e onde estão as pedras que permeiam esse caminho. Muitas vezes para caminhar, precisamos estar atentos e sendo rastreadores dos obstáculos. Nem todos se apresentam claramente. Mas, isso apenas o caminho e o caminhar por tempos e tempos, nos ensina sobre isso.
Precisamos ter muitas pegadas atrás de nós, marcadas na jornada, com os desenhos das dificuldades, dos desafios, das bênçãos, dos mestres. Para compreender os desenhos que são deixados por nossos mestres e por nós mesmos, precisamos de tempo para aprender, para sentir, ouvir. Precisamos de humildade acima de tudo, pois o caminho do aprendiz leva anos e muitos não querem esse degrau do aprendizado, do caminho. E já pulam para a mestria, para ensinar o que não se teve paciência para aprender.
Estamos vivendo muito forte essa fase com as pessoas que caminham nas medicinas. Sejam elas ayahuasca, cerimônias do feminino sagrado, do encontro com o amor divino, da benção....muitos estão apenas copiando histórias, “colando” como se faz nas escolas e não aprendendo, mas com respostas prontas para tudo, sequer percebem que as respostas são individuais e que as minhas não respondem questionamentos de outros, ainda que as questões sejam muito próximas. Isso tem resultado em surtos, demandas, quedas profundas em abismos construídos pelo ego inflacionado pelo poder. Sim, o poder que as pessoas pensam que terão ao serem mestres de algo. Não compreenderam nada do caminho. Não por acaso, afinal para se compreender, precisa estar disposto a ficar na posição aprendiz, deixando de lado o ego e as respostas prontas, deixando de lado o “eu já sei”, porque essa frase impede de mergulharmos profundamente e com isso vamos ficando nas superfícies, beiradas, margens...
Há muitos seres hoje que estão se colocando a realizar toda sorte de iniciações, quando a única que teve foi a auto-iniciação.
Mal sabem que em um caminho de ancestralidade não há auto-iniciações. Há uma hierarquia a ser respeitada, uma Lei Maior e uma Justiça Divina que estão guiando os passos e cuidando de seus filhos que caminham dentro do correto.
Estamos em um momento onde precisamos caminhar e buscar cada vez mais a Verdade como âncora e como escudo.
Não há verdade em caminhos copiados sem respeito e dedicação.
Dedicação de anos de estrada, de ouvidos atentos, de escrita e leitura. Anos de chão, na postura aprendiz.
Dedicação a verdade maior. Dedicação de servir.
Muitos estão se equivocando ao ouvirem o chamado para o caminho. Estão ouvindo com o ego e dessa forma, sentem-se chamados para serem mestres e passam por cima de etapas que os fortaleceriam, os preparariam e os ensinariam com quais seres, guias, mestres espirituais estarão sendo ancorados, firmados e quais armas terão para proteção de sua alma e das almas do clã que estão formando a partir de sua energia. As pessoas não estão compreendendo que cuidar de uma egrégora, requer muito cuidado. É território sagrado.
Estão a brincar com as almas dos que chamam irmãos. Estão a brincar com vidas, inclusive com a própria, já que ao cair nas sombras, ficarão perdidos e achando estar sendo castigados ou recebendo demanda alheia. Não compreenderão tão facilmente que a única demanda recebida é a da falta de respeito às Leis Universais, ao caminho e aos que nos iluminam nessa jornada.
Caminhar na mestria é antes de tudo conhecer a si mesmo e aos limites internos, não pode ter ruídos do ego. Esse barulho interno, essas vozes que nos dizem que podemos que está na hora de sermos mestres, de guiar almas, é o ego que grita para ser mais do que damos realmente conta e maior do que precisamos ser no momento.
Caminhar na mestria é caminhar no amor.
Amor é respeito.
Respeito é saber limites e impor esses limites a nossa mente para que não sejamos a exata figura que tanto nos aprisiona, nosso espelho.
Temos tido cada vez mais pessoas surtando, entrando em crises por conta dessas vivências, dessas cerimônias.
Não, a culpa não é da ayahuasca, do rapé, do benzimento, do rezo.
A culpa não é da missa, do culto, da gira.
Primeiro a responsabilidade é de quem está assumindo uma posição sem estar preparado para isso, sem conhecer profundamente os fundamentos de cada caminho e cada escolha, assim como seus mestres e guias, assim como as pedras que existem e que são mestres no caminho.
A responsabilidade é de cada um de nós que está despertando. A responsabilidade é de não fazer o que não se conhece apenas por pensar-se pronto. A responsabilidade é de quem não busca saber com quem está participando e quem está guiando. A responsabilidade está nas duas pontas da mesma linha, mas, a responsabilidade MAIOR está em quem quer ser mais do que está pronto, sem conhecer os buracos sombrios de cada medicina, vivência, surto e/ou peia. A responsabilidade está na alma que se diz pronta.
Estamos todos em construção, o que difere um ser do outro é: Um mestre sabe que não está pronto e que não sabe todas as respostas e, um aprendiz pensa estar pronto na primeira resposta que recebe do universo e sente dominar todas as outras.
Precisamos TODOS assumir parte da responsabilidade no caminho espiritual e de desconstrução e construção de pessoas. Ou teremos breve, filas nas salas psiquiátricas por pura falta de respeito de muitos de nós.

Que possamos todos, ter isso como rezo diário e por favor, simplesmente parem.
Assinamos abaixo:

Rose Kareemi Ponce - Amoração/Bentos do Brasil
Carla Menegaz ( Flor Del Sur)
Babi Surati Kiliam Farah - Florescer da Curandeira
Karenn Mirpa Nhusta Manta - Clã Sacerdotisas da Terra
Clau Sbano - Instituto Presença Sagrada
Isis de Sirius - O Caminho da Serpente (Portugal)
Adriana Moreira
Prem Samit Janaina Benke - Awakening Center
Mila Dias - Filhas de Afrodite
Gisele Setznagl
Jordana Foiatto - Circulo das Deusas
Carol Shanti - Xamanismo para Mulheres
Caroline Mottin Hamlach - Casa Florescer
Barbara Schrage - Viva Alecrim - Terapia alternativa
Mirhyam Conde Canto - Espaço d´Luz e Paz
Sathya Dhara Yaga - Terapeuta Espiritualista
Isabel Angélica - Terras de Lyz & Árvore da Lua (Portugal)
Elaine Miragaia - Mandalas de Gaia
Magali Bomfim - Terapias Integrativas
Julia Larotonda - Juliaro Arte
Gloria Cristina Reis - Oracurando
Goretti Melo - Consciência do Feminino. Recife/Pernambuco.
Izabelle Barros Barros - terapeuta
Paola Mallmann de Oliveira - Conselho Indigenista
Cris Machado - Clã Guardiãs do Sagrado Feminino.

17/05/2018






Bom dia!
Para ser leve, o coração precisa estar em paz com todas as escolhas, em todas as direções. Para isso precisamos voltar a segui-lo sem dúvidas. Coração é mestre em guiança. Ele nos tira das noites escuras da alma e nos leva pra fora da caverna, com o rosto de frente pro sol.
Para ser leve precisamos apenas parar de querer ter razão, ter opinião formada sobre tudo, virar a esquina e deixar para trás os apegos, os desejos sem fim, os sonhos utópicos e caminhar sobre a terra firme, tendo a alma a flutuar na certeza, não na esperança.
Para ser leve, precisamos estar com as mãos estendidas para socorrer e para ser socorrido, sem orgulho, com humildade.
Para ser leve há de deixar as máscaras, cascas e desconstruir tudo o que sabemos, para aprender novamente, com outros olhos, outros sentires, outras frequências.
Para ser leve, precisamos ser Nós mesmos, sem querer agradar o outro.
Bora ser leve e feliz!


Rose Kareemi Ponce