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19/09/2018







Nós benzedeiras, somos semeadoras do plano divino, espalhando num sopro, amor por todas nossas relações!

Rose Kareemi Ponce



Sou o canto sagrado das minhas ancestrais.
Sou o rezo que pulsa e sana.
Sou a água bendita que purifica a alma
Sou o silêncio das noites na floresta
Sou o perfume das flores no ar
Sou a terra que sustenta a vida
Sou a fogueira sagrada que ilumina
Sou o vento que sopra histórias
Sou as raízes que sustentam o corpo
Sou o corpo que sustenta a vida
Sou a dança com pés no chão
Sou a cara pintada de proteção
Sou a maracá que espanta o mal
Sou as ervas que limpam a aura
Sou o amor que nutre e une as mãos
Sou a mão que se estende
Sou o seio que escorre
Sou o leite que nutre
Sou o laço que presenteia
Sou o presente divino neste agora
Me faço elo entre a vida e a morte
Caminho entre os mundos
Me curvo em honraria
Aprendo ao me curvar
Me desfaço ao aprender....
Cresço quando solto....
Vôo no infinito....
Simplesmente sendo...Amor em movimento

Rose Kareemi Ponce

17/09/2018


A convite da nossa amada irmã Camila Valentino, estivemos novamente em Goiânia para realizarmos o Despertar!
Foi lindo demais estar entre essas pessoas que se colocaram a serviço do amor, do bendizer e da luz!
Quando nos percebermos sementes, estaremos prontos para espalhar em todas as terras o amor que sentimos.
Não há solo infértil, há apenas o solo que foi tratado com o carinho devido para que possa frutificar!


"Eu ilumino seu caminho você ilumina meu caminho e juntos iluminamos o mundo!"

imagens: Camila Valentino e Amadeu Junior

semana que vem estaremos no Rio de Janeiro, Casa da Consciência Itanhangá!
contato: Luciana Portela: (21) 98184-0888

13/09/2018




Muitas pessoas relatando cansaço, peso nos ombros e dores nas costas.

Lembrem-se, as sombras nos querem olhando pra baixo, com vergonha e sem vontade de seguir a jornada.

As sombras são organizadas.

O amor precisa se organizar, saindo da competição e comparação.

Banho de ervas e escalda pés ajudam bastante, mas, coerência no caminhar para alguns, ajuda muito mais.




Rose Kareemi Ponce


Há um caminho para a paz, mas ele passa pelo buraco da agulha.

Não é fácil o caminho da paz, porque não é um caminho externo, não é uma montanha a ser escalada, nem mesmo um rio profundo a ser atravessado. É um caminho onde todas as bifurcações levam para o coração. Não é um caminho de razões, mas de desapego delas. Também não é um caminho de etiquetas. É um caminho de profundo sentir, onde um enorme espelho nos acompanha pelos corredores do labirinto chamado vida, onde as mentiras que contamos para nós mesmos são escritas em tecido de linho puro com nossas lágrimas e balançam ao vento da nossa hipocrisia, que precisa ser escancarada para que possamos deixar de negá-la.

Há um caminho para a paz, mas ele passa pela rendição. Por parar de ter uma fé morna, rasa, medíocre.

Há um caminho para a paz, mas ele passa por dentro de tudo o que sentimos e desejamos e, se não estamos realmente atentos ao que sentimos e desejamos, não teremos paz.

Não adianta rezarmos desejando paz, se sentimos medo.

Não adianta rezarmos desejando que furacões diminuam sua intensidade, se sentimos medo.

Não adianta rezarmos contra o fascismo, se sentimos medo.

Não adianta rezarmos pedindo justiça, se acreditamos em pena de morte.

Não adianta rezarmos por leis, se a maior delas, e a que acabaria com toda miséria do mundo não é cumprida: “Amai ao próximo como a ti mesmo”!

Não adianta falar em paz, se estamos com espada nas mãos, quem caminha no amor não se arma para ferir ninguém.

Não adianta nos ajoelharmos em prece se continuamos a seguir cegos e loucos e não conseguimos caminhar com as palavras que pregamos.

Caminhamos rumos à barbárie. Caminhamos de volta aos tempos onde uma arma de fogo na cintura ditava as regras, na hora e lugar que fossem convenientes. Caminhamos de volta aos tempos onde a igreja matava em nome de Deus e abençoava em nome do dinheiro.

Caminhamos na mentira, espalhamos mentira apenas para ter nossas opiniões mantidas em suas zonas de conforto, onde temos tronos de ouro e valor de merda.

Caminhamos atirando pedras a cada erro dos irmãos, mas vamos aos domingos na igreja cultuar Aquele que disse: “Atire a primeira pedra quem nunca errou”!

Vamos às cerimônias de medicina, mas ainda temos o fel venenoso da fofoca escorrendo entre os lábios. Sentamos em círculos, mas, ainda nos sentimos maiores e melhores uns que outros.

Seguimos mestres e gurus e entregamos nossa dignidade a eles, esquecendo quem somos de verdade.

Matamos por causa de um carro, mas não socorremos quem grita por socorro.

Repetimos a frase: por todas nossas relações, mas negamos um copo com água para um irmão em situação de rua.

Falamos sem parar coisas sem sentido e não temos tempo para ouvir a dor dos que compartilham deste tempo/espaço.

Estamos vazios.

Estamos cegos.

Estamos surdos.

Apenas estamos, sem sermos.

Esquecemos que o caminho da paz começa em nós e ele passa pelo buraco da agulha.

Esquecemos que atraímos do Universo tudo o que sentimos e vibramos. O que falamos são como penas ao vento...



Rose Kareemi Ponce