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20/11/2018



Só quem caminha do seu lado e tem a consciência de te ouvir sem julgamentos, saberá profundamente de suas dores e dificuldades. Além de seus sonhos e amores..
Isso é para poucos.
Isso é para muito poucos. São para os amigos verdadeiros.
Os que assim o fazem iluminam seu caminhar na noite escura e renascimento de tua alma!
Bom dia!

Rose Kareemi Ponce


Xamanismo não é uma religião, não da forma como as pessoas estão acostumadas. É a escolha de uma postura diante de um caminho e sim, isso nos conecta ao Divino, pois quanto mais nos libertamos das amarras dos dogmas, mais livres para sentirmos estamos, e sentir, nos faz enxergar tudo como sagrado e nos faz por escolha, não por medo de castigos, querer ser sempre uma boa pessoa.
Ser uma boa pessoa é: desejar, fazer e falar ao outro, tudo o que gostaríamos que desejassem, fizessem e falassem a nós mesmos, porém, nos mantemos na mesma estrada ainda que assim não fosse. Porque o caminho do xamanismo sempre nos faz olhar para dentro, ou seja, Eu tenho a responsabilidade de ser a melhor pessoa que eu puder. Ponto.
Xamanismo é um caminho.
A religiosidade nasce na caminhada. Na escolha de ser o rezo.
Na escolha de compartilhar o rezo!


Rose Kareemi Ponce

Imagem: 1 Encontro de Benzedeiras e Curandeiros de Minas Gerais - 2018

A mulher selvagem

Toda mulher que não se domesticou e mantém-se em harmonia com sua essência é uma mulher livre.
Livre das etiquetas que a sociedade lhe impõe.
Livre para correr pelas pradarias e florestas pisando descalça pelos terrenos que a ensina a conhecer sua jornada.
Percebe espinhos, perfumes e cores.
A mulher selvagem voa junto aos grandes gaviões aprendendo a observar a vida atentamente, rastreando como a onça os inimigos e os alimentos para que sua alma cumpra seus contratos. Vive a magia da sutileza ao felinamente se espreguiçar a beira rio, se encantando com sua própria figura delineada pelo sol e sombra, sabendo que são partes de si mesma.
A mulher selvagem tem nos olhos os ensinamentos da coruja, que aprende ao observar a noite escura sem medo e é senhora absoluta de si.
A mulher selvagem tem a força dos grandes mamíferos, que pisam firme sobre a terra.
Ela é também a dançarina da noite e uiva, qual loba espreitando a lua.
A mulher selvagem vibra com as ervas que encontra e se cobre de proteção e rezos.
A mulher selvagem não guerreia pois tem a certeza de que tudo acontece na colaboração de todos os seres.
A mulher selvagem rola feito felina que é no orvalho que repousa nas folhas, e faz disso sua medicina.
A mulher selvagem solta os cabelos e neles guarda as memórias dos dias já vividos mantendo assim sua força.
A mulher selvagem quando necessário, trança os mesmos cabelos prendendo a tristeza e no alto da colina os solta, pedindo ao vento que leve embora ao mais longínquo tempo, deixando apenas as lições aprendidas.
A mulher selvagem não é de todo brava nem de todo calma. É a exata medida do que pede sua alma desperta. Se precisar rugir, vai rugir. Uivar, vai fazê-lo, e saberá docemente cantar como os sabiás laranjeira nas primaveras floridas. A mulher selvagem se multiplica em muitos assim a jamais perder-se de quem é.
A mulher selvagem pinta a face e dança na fogueira...entrega ao sagrado fogo o que precisa transmutar, e não se sente vazia com isso. A plenitude a chama a cada respiração.
A mulher selvagem é a exata medida do desvario. Sem medo ou culpa por sua inconstância...feita de fases, sabe-se um ser não linear, e se honra por isso.
A mulher selvagem olha de frente, e quem sustenta seu olhar encontra constelações de amor dançando em sua íris. Ou se entrega, ou foge com medo de sua intensidade.
A mulher selvagem dança com lobos e caça com as onças, nada com os botos, voa com os gaviões e condores, hiberna com os ursos, brinca com os beija flores, serpenteia sua veste e se esconde por entre as folhagens...a mulher selvagem é tudo o que ela se permite ser.
A mulher selvagem aprende e compartilha o que sabe, fortalecendo as companheiras de jornada.
A mulher selvagem encontra seu lugar de poder e ali faz morada, mas não constrói muros, eleva pontes. Se faz elo.
A mulher selvagem apenas É, sem nada precisar provar.
A mulher selvagem tem um pouco de Isis, de Madalena, de Maria, de Iara, de Jurema....e nessa mistura encontra muito dela mesma!!

Rose Kareemi Ponce

15/11/2018



Somos engolidos diariamente e não nos damos conta disso. Seguimos tão no automático que, só despertamos quando algo quebra. Nos pára. Na marra.
Somos engolidos pela raiva alheia. Pela necessidade de ter razão. Somos engolidos cada vez que atendemos o chamado de alguém que nos diz o que sentir e como sentir, o que falar e como falar.
Eu pessoalmente senti isso profundamente apenas quando literalmente quebrei. Meu tornozelo foi a vítima e meu sinal.
Pare!
Observe atentamente o que tem feito e com quem. Porque atender as expectativas alheias?
Porque precisa ter opiniões sobre todas as coisas e, ainda que as tenha, qual o real motivo para expo-las?
Porque?
Porque ouvir as pessoas quando dizem que você está certa ou errada?
Porque ouvir quando elas te dizem que gostam de você assim ou assado?
Porque ouvir quando elas dizem que você é melhor no perfil esquerdo ou direito?
Ouvimos e o pior, atendemos porque ainda não estamos satisfeitos com nossa real imagem e porque queremos ser aceitos. Não como somos, mas ser aceitos, de qualquer forma.
Porque nos permitimos ser preenchidos com a indignação alheia?
Esses últimos meses foram exemplo clássico disso na minha vida.
Ouvi muitas coisas como essas: linda, feia, raivosa, etc...etc...etc...
Ouvi que mulher não deve ser assim ou assado...
Ouvi que uma Benzedeira pode ou não pode.
Ouvi tanto, que me afastei de mim mesma.
Porque temos de dar  palpites na vida e no comportamento alheio?
Porque temos de moldar o outro a nossa imagem e semelhança?
Quanto ouvi de pessoas queridas que eu devia mudar ou que eu era mara....que eu era ou não era, isso ou aquilo.
E quanto eu mesma fiz isso com outros.
Como posso caminhar no amor incondicional se condiciono o outro a ser o que ele não é apenas para caber nas minhas limitações?
Quando me permito expandir, deixo de olhar o outro como espelho ou modelo, porque fico satisfeita comigo mesma. Paro de encher o saco e apenas me observo dentro de um universo de possibilidades e as escolho segundo meu próprio EU.
Damos pitaco em tudo.
Mexemos no caldeirão do próximo.
Ditamos regras e vomitamos insatisfações.
Olhamos o externo o tempo todo e esquecemos de nos organizar por dentro. O amor dentro está fora de ordem.
O silêncio do não manifestar opinião, da não razão, da não lucidez é proveitoso, ensina, acrescenta e engrandece.
A observação das estradas percorridas, das pegadas, como rastreadores nos faz maiores do que o olhar curioso sobre a vida dos passantes. Só aprendemos realmente quando olhamos para dentro... Temos grilos falantes suficientes para ainda querermos dar conta dos grilos das mentes dos outros....
Quando voltamos para nós mesmos percebemos que sim, temos direito ao grito, ao palavrão, ao silêncio, ao não, temos direitos que vamos nos negando por medo da não aceitação do outro. FODA-SE.
Apenas nós compreendemos nossos sentimentos e sabemos a hora que precisamos gritar.
Apenas nós sabemos quando nosso copo enche e é necessário esvaziar.
Porque precisamos ainda hoje sermos as "damas" sem expressão ou vontade, sendo apenas o que os outros desejam de nossas ações e reações?
Porque não podemos apenas chutar o pau da barraca e mandar as favas tudo o que nos incomoda?
Ainda seguimos modelos e cobramos modelos alheios.
Queremos liberdade, mas só cobramos. Dos outros e de nós.
Acho que a maturidade nos faz soltar amarras. Mesmo que seja quebrando coisas.
    Ossos por exemplo.

Rose Kareemi Ponce

11/11/2018



As pessoas não têm medo de você.
Elas têm medo de suas asas!
Liberdade de ser, assusta os prisioneiros!

Rose Kareemi Ponce

10/11/2018




Ando cansada de como você reage com as coisas.
Cansada de você!
Preciso me curar dessa sua lucidez. Excessiva lucidez.
Você precisa de um toque de loucura, de insensatez.
Precisa mergulhar nua a noite. Mesmo que seja na piscina.
Você precisa soltar os cabelos. Deixá-los voar como seus sonhos.
Estou cansada da sua postura comedida. Do seu medo de gritar na cara do outro e mandar calar a boca. Parar de encher sua cabeça de palavras soltas.
Estou de saco cheio dessa sua mania de querer tudo perfeito. A perfeição existe somente em seus olhos.
Olha. Chega mais perto. Nem você é perfeita. Há imperfeições na vida. Elas nos ensinam a caminhar.
Para de pensar no mundo perfeito e querer ser a fada madrinha de todos. Consiga caminhar coerente com suas palavras e o mundo já estará livre de sua desarmonia.
Mais do que isso é puro ego querendo ser o que sequer imagina. Apenas tem um rascunho do que sonha ser. Desenhado em papel de pão.
Estou cansada de seu passo lento. Quero correr pelos campos e sentir o perfume de todas as flores. Você tem se permitido ser lenta demais. Eu quero a velocidade do tempo da vida.
Abra os braços e voe. Pule do abismo e permita-me ser livre.
Eu aqui rompo as correntes da certeza, da razão, do equilíbrio. Quero poder pisar em areia movediça e sair vitoriosa. Quero tentar.
Não vou me permitir ficar presa a imagem ou memória do que não sou mais.
Fique aí. Estática.
Fique.
Não tenha coragem.
Eu sigo.
Fique aí sentada olhando com esse frios olhos de quem não vive mais. Eu quero o gosto de fazer algo pela primeira vez. Me lambuzar no sorvete de chocolate ou na manga tirada do pé.
Fique aí em sua paranóia de manter a forma. Seja lá qual forma forma for a de seus sonhos, hoje você está quadrada. Eu quero ser circular para rodar por aí buscando aventuras. Rolar pelos solos de países e mundos que talvez nem existam. Só vou descobrir indo...rodando.
Fique aí sentada.
Alimentando fantasmas que saem arrastando correntes. Saem do seu coração e povoam sua casa. Durante toda a noite.
Eu vou dançar ao sol. Brilhar nos dias livres que ainda tenho nesta vida.
Libertar meu espírito das maldições que corroem a família, os olhos, o coração..
Fique.
Eu sigo o rio.
Despediu-se daqueles olhos.
E então, ela levantou-se de frente do espelho. Virou-se.
Seguiu!
Foi alí, ser feliz. E não volta...





Rose Kareemi Ponce

08/11/2018




Sou um pequeno grão de areia
Mas se olhar bem de perto
Me desmancho em outros milhões de partículas
Desço aos abismos, aos túmulos
Me misturo a outros grãos
Memórias de seres de luz e sombras
Subo ao céu e danço com anjos
Abraço os santos
Viajo pelo infinito dos tempos
Mergulho nas lembranças de amor dos poetas
Não tenho forma, apenas cor
Sou leve como as penas dos pássaros que observei em vida
Encontro estrelas e brilho com elas no firmamento
Sou como a gota de água que mergulha nos oceanos
Nado com os mais belos seres aquáticos
Canto com as baleias e golfinhos
Sou a pérola que se forma na ostra, moldada na dor
Desenho caminhos por onde passo
Sou o som dos cometas rasgando a escuridão
Deixando um rastro de outras poeiras
Espalhando no ar o amor que guardei
Sou um grão...me desmanchando em milhões de outros grãos
E cada micro partícula encerra em si
O segredo da vida
O milagre da existência..
Deus nasce e vive em mim....para poder
Se manifestar através de mim
Sou um grão....
Misterioso universo pulsante
Nas batidas do meu coração

Rose Kareemi Ponce

Aqui está uma conquista.
Caminhei por muitos caminhos e decidi por mim mesma publicar um livro. Já que as editoras não estão fazendo, nos cozinham em banho Maria, prometem e não cumprem. 
Aqui está meu presente para todos!
Breve, farei mais um apanhado para publicar!
Segue o link para compra no Clube dos Autores!
Gratidão e sejam bem vindos ao meu local sagrado!




Porque temos medo do silêncio?

Porque sofremos tanto com a solitude?

Ambas as perguntas tem apenas uma resposta: Porque temos medo de saber quem realmente somos.

Silêncio permite que nossa alma se comunique com nosso coração, trazendo aprendizados e crescimento espiritual, isso nos apavora profundamente.

Solitude nos traz o silêncio, conseqüentemente, estaremos nos conectando com nossa alma e coração.

Temos medo de crescer e assumir nosso “tamanho”. Temos medo porque somos ensinados o tempo todo sobre o ego, mas esquecem de nos dizer que ele além de nos fazer ver maiores do que somos, também nos faz menores, negando assim nosso tamanho e grandeza espiritual.

Temos medo de crescer e sair da nossa zona de conforto. Passamos a vida espremendo pedras para sanar nossa sede, mas não damos um passo sequer em direção ao rio. A correnteza nos assusta, porque nos ensina a fluir. Mostra-nos que não podemos ser contra ela, morreríamos afogados. Mas nos ensina que podemos usar todo sua potência a nosso favor, fazendo com que a correnteza nos leve, aos locais que precisamos ir. Fluir....na vida!

Temos medo da solitude porque somos ensinados que não podemos caminhar sós. Claro que a cooperação e a colaboração nos são absolutamente necessárias, porém saber caminhar sobre nossos próprios passos é o maior de todos os aprendizados. Solitude, não é solidão, é a capacidade de lidarmos com nós mesmos. Nosso silêncio, nossos barulhos, não depender emocionalmente de ninguém porque isso é uma forma de vampirização da energia do outro em benefício próprio, para tapar nossos buracos, medos, desejos.

Temos medo do silêncio, como temos medo do escuro. Há monstros dentro dele. Mas são nossos monstros e precisam ser encarados, acolhidos e colocados de volta em seus locais de origem, assim deixam de ser assustadores para simplesmente termos a consciência de que é parte de nós manifestada de forma inconsciente. Nossas sombras podem ser nossos maiores aliados, se conseguirmos olhar sem julgamento e dogmas para elas. Mesmo o medo, é um termômetro, mas jamais deve ser um agente paralisador porque pode nos ajudar a caminhar o caminho, com cautela e cuidado.

Quando começamos a olhar tudo isso de forma prática e tranqüila, buscando a harmonia, começamos a descobrir o véu que nos cega e então percebemos que a luz não guerreia, ela não briga, ela não quer controle, nem mesmo razão. A luz tem um único propósito: Ela ilumina. Pra isso ela avança sobre o medo não como quem vem dominá-lo, mas trazer-lhe calor de colo, assim ela passa por frestas, buracos, e chega onde tiver de chegar. Mas a luz jamais entra em combate. A luz é mensageira divina e só faz amar.

Quando entramos nessa senda, desse amor, em absoluto respeito e silêncio, porque o silêncio do cansaço das lutas se faz necessário, compreendemos que tanto a solitude, o silêncio e observação, são mestres para caminharmos efetivamente na jornada da Luz.

Saímos da roupagem de guerreiros, porque a luz não nos quer guerreando e a trocamos por peles nuas. Sem máscaras, adornos. Apenas Nós e a Luz. Apenas a Luz e Nós. Sem servos ou senhorios. Apenas aprendizes que estão realmente prontos, encontram seus professores que também são temporários, pois precisamos seguir o fluir do rio...e aprendemos o que precisamos para seguir jornada. Apenas isso.

O silêncio. A solitude.

Não querer mais ser guerreiro.

Entender que a luz não guerreia. Ela apenas É!

Quem guerreia, ainda caminha na penumbra!

Luz!

Sem medos.

Sendo quem viemos para ser. Sendo quem realmente somos.

Candeeiro de Luz na jornada de Todos!!

Rose Kareemi Ponce

(por gentilza, compartilhem no Facebook com os devidos créditos)

06/11/2018



Caminhamos neste aqui e agora, todos nós, buscando equilíbrio em nossos passos, porém o que não consideramos é que ao buscarmos o equilíbrio, estamos sempre apontando nossa bússola para a mudança.

Equilíbrio é o exato ponto onde nos encontramos entre o caos e a ordem. A fração de segundo antes de romper a imagem perfeita em pequenos fractais, nos desconstruindo.

O Equilíbrio não existe realmente. Porque quando essa imagem se forma, ela já se destrói para que possamos reconstruir sem os gatilhos que nos fazem buscar essa sensação de estarmos “equilibrados”, ou fora de perigo.

O que precisamos buscar dentro é o caminho da harmonia, substantivo feminino de origem grega que significa concordância, consonância, conciliação, concórdia. São esses sentimentos que devemos ter em nosso interior e nos guiar nos caminhos que vão se formando em nossa jornada, levando nossa alma aos aprendizados que ela necessita para a evolução. E isso é pessoal, portanto cada ser deve buscar o que traz harmonia para si e caminhar sob essa freqüência.

Quando o “Equilíbrio” chega, ou seja, quando conseguimos observar a vida como um quadro, tudo acontecendo muito parecido, ou repetindo padrões, estar atentos se faz necessário, pois é nesse ponto que acontece a fração, o rompimento e o que chamamos de caos ou, noite escura da alma. É nesse ponto que a mudança nos chama, pois já aprendemos com essa imagem, esse “quadro” e precisamos seguir, ou ficaremos presos em zona de conforto. O universo nos permite ficar nessa zona por tempo determinado, se não saímos por escolha, sairemos por determinação. No amor ou na dor...O mais interessante, é que sentimos quando estamos na zona de conforto e sentimos que precisamos parar, observar e mudar os passos, mas, a mente adora as zonas de conforto e nos faz querer ficar e ficar e é exatamente aí, que entramos na dor. Porque queremos controlar o incontrolável: o destino!

Para não sentirmos dor ao depararmos com o “fracionamento” da imagem perfeita, precisamos compreender que não podemos segurar o curso de um rio, mas, se ao contrário disso nos entregarmos a esse curso e usar toda energia dele a nosso favor e perceberemos que temos todo o poder do universo em nossas mãos e receberemos as ferramentas necessárias para nossa mudança. Porque ela vai acontecer quer a gente queira ou não.

Seguir o fluxo e ficar em harmonia.

Estar em harmonia faz nossa música fluir com a música do universo, ao invés de atrapalharmos a sinfonia da vida.

Estar em harmonia faz nossa freqüência vibrar junto à freqüência dos sons da natureza, e começamos a compreendê-la e nos comunicarmos com ela.

Estar em harmonia faz com que nossa caminhada seja puro aprendizado.

A harmonia perfeita nos faz seguir o rio e sua correnteza sem que nosso barco vire.

O equilíbrio faz que tenhamos controle e assim a correnteza não compreende nossa mensagem e nos derruba. Porque somente o rio pode controlar...nós apenas navegamos a vida. Em harmonia com ela e com sua música.

Harmonia!


Rose Kareemi Ponce

(por gentileza compartilhem no Facebook com os devidos créditos)

05/11/2018


Uma longa jornada de aprendizado



Caminhando pela mata, observando os arbustos, flores, cores e aromas, os mais diversos cantos de pássaros e animais caminhando em paz. Sofia percebe uma porta no meio de uma pedra, iluminada por uma luz alaranjada com o número 1 marcando a frente. Curiosamente abre a porta e se depara com uma senhora de longos cabelos brancos, brincos e colares de penas também em tons alaranjados, sentada em uma cadeira de palhas, escrevendo atenta ao papel sobre a mesa.

A senhora, pede para que ela se sente em frente a ela, serve um chá perfumado de alecrim e sorri. Sofia não entende nada, tem a sensação de já ser esperada nesse canto acolhedor em meio à mata. Uma casa dentro da pedra, uma lareira que tremulava o fogo e mantinha a casa aquecida e acolhedora. Pegou a xícara nas mãos e sentiu o perfume do alecrim misturado ao mel que acabara de colocar para adoçar o chá e sentiu uma doce sensação de paz.

Aqui, disse a anciã, esse mundo era o paraíso. Todos nessa grande casa chamada Terra, se respeitavam, havia equilíbrio ente os elementos. Nós ouvíamos as necessidades da Mãe, cuidávamos de todos os seus filhos, todos os seres. Entendíamos que tudo e todos estão conectados por fios da criação. Sabíamos o tempo das coisas, de arar a terra, de adubar, de semear, de esperar as sementes brotarem e cuidar de sua criação até o fruto, passando pelas flores.

Sabíamos o tempo do desapego, do cuidado, de ir e vir. Cuidávamos porque nos entendíamos irmãos.

Éramos pertencentes à Terra. Esse sentimento de pertencimento falta hoje aos seres desse planeta e por isso você foi chamada aqui, para que desperte esses conhecimentos dentro de você, eles já estão aí, basta relembrar suas células. Você precisa se lembrar, pois a partir de hoje, serás a guardiã dessa sabedoria e terá como responsabilidade, repassá-la às suas irmãs de jornada. Somente assim ela não se perderá.

Dizendo isso, terminou de escrever e entregou o papel para Sofia, que ao ler percebeu que ali estava escrito o que a anciã acabara de contar. Ao chegar ao fim do texto, o papel se desmanchou em suas mãos.

A senhora levantou-se rindo e disse para Sofia que continuava encantada com tudo o que estava acontecendo: Vou indo filha minha. Sigo viajem no tempo e abraçando a moça encantada, também se diluiu com a brisa suave que soprou na casa, ao mesmo tempo em que uma porta surgiu nos fundos. Essa tinha uma luz acinzentada acesa, iluminando o número 2.

Sofia abriu a porta e dentro havia outra caverna, sem animais ou plantas, mas tão aconchegante quanto à primeira “casa” que entrou.

Nela havia uma senhora vestida com longo vestido também em tom cinza que caminhava com uma vela nas mãos enquanto iluminava as paredes que tinham escritos em um idioma que ela não conhecia. A senhora parecia que rezava ao ler cada palavra ou frase que ali estavam escritas.

Chamou Sofia para perto e entregou-lhe a vela. “Vem filha, caminhe comigo. Abra seus olhos e leia a história da humanidade, da criação do infinito, perceba quantas verdades ditas aqui. Perceba a sutil diferença entre a verdade de cada ser, cada coração. As verdades filha soam muito pessoais e todas são verdades, ainda que para nós, sejam apenas distrações, por pensarmos diferentes. Respeitar todas as formas de verdade é conseguir alcançar o sagrado. É saber que ser imparcial ao ouvirmos a verdade alheia nos torna aprendizes dessa verdade, enquanto que ao darmos as costas ou entrarmos em embate, nos coloca como autoritários. A verdade não precisa de autoridade, precisa de corações.

Sermos tolerantes e respeitosos com a verdade do outro, nos torna grandes. Aprender isso nos auxilia no caminhar. Quando quiser saber da verdade do universo, encoste sua cabeça em uma pedra, abra seus olhos para o que ali está “escrito” pelo senhor do Tempo e conhecerás a Verdade.

Assim, ao terminar de explicar sobre a verdade, a anciã pegou a vela de volta das mãos de Sofia e disse: “Segue por aquele corredor filha, ali na frente encontrará outra porta, mas não se esqueça de ouvir sempre o coração, nele habita a Perfeição”.

Assim, apagou a vela e sumiu no escuro da caverna, deixando Sofia ali, parada, sentindo-se ao mesmo tempo confusa e em paz. Foi pelo corredor indicado pela anciã e a porta estava ali com uma luz marrom a ilumina o número 3. Ela abriu a porta e se viu entrando no tronco de uma grande árvore, uma casa cheia de musgo no chão, perfumada de orvalho. Sentada em uma poltrona na mesma cor marrom, de frente para a lareira, uma senhora cuidava de uma loba machucada. Havia tanto amor naquele gesto que Sofia se emocionou e sentou-se no chão próximo a senhora, que olhou amorosamente para ela dizendo: “O tempo das coisas precisam ser respeitados minha filha. Essa loba aqui está no fim de seus dias aqui e precisa de atenção e carinho, não consegue comer sozinha, precisa que eu dê alimento em sua boca. Mas, ela vai partir seguir viagem, nada posso fazer quanto a isso. Essa é aceitação da verdade da vida. É imutável, ainda que eu quisesse que ela ficasse mais tempo, a aceitação dessa verdade me permite não sofrer, mesmo que a dor aconteça. Aceitar nossas fortalezas e fraquezas, aceitar nosso tempo, não “brigar” com o inevitável. Isso faz com que nossa mente se expanda. Na aceitação, na compreensão, na compaixão, mora a sabedoria. Mas acima de tudo, ganhamos a compreensão que tudo é vida, cada semente que volta ao solo, é continuidade da vida acontecendo. Ela vai, mas deixa sua prole, sua vida está em continuidade. A vida é solo fértil filha. Terminando de falar, apontou para sua direita onde uma porta apareceu dessa vez em tom claro, meio bege que iluminava o número 4. Ela entrou e viu o que definiu em seu coração como “o próprio encantamento manifesto”. Era uma casa cheia de estrelas brilhando e no centro da casa uma anciã vestindo um manto na mesma cor bege estava sentada com um cachimbo nas mãos e convidou-a a sentar no chão, no tapete de palhas frente ao fogo. Deu o cachimbo em suas mãos e disse: Apenas uma vez puxe. Assim Sofia o fez e de repente deitou-se, pois um sono profundo sentiu. Viu-se fora do corpo, viajando entre as estrelas, mas, sentia-se perdida entre tantos brilhos, sentiu certo medo, não sabia o que fazer ou para onde ir. Ouviu uma voz mansa que tomava conta de todo “espaço” dizendo. Apenas confie. Sua confiança é o que fará você encontrar seu caminho. Ouça seu coração, sua intuição, saiba diferenciar o que é a mente, o que é a verdade se manifestando. Ouça no silêncio das estrelas a voz que te guiará na escuridão da noite. A lição do escuro é você aprender a confiar na intuição. Navegar pela noite sem confiar na intuição, é navegar cegamente. As sombras enganam somente seu coração te levará a próxima porta, a seguir jornada. Silencie Sofia. Silencie.

Assim Sofia parou, deixou a mente aquietar e olhando mais atenta para a imensidão que brilhava, percebeu que algumas estrelas brilhavam mais, como setas apontando um caminho. Foi caminhando, seguindo as estrelas quando se deparou com um portal, com uma intensa e negra luz como somente a noite sem estrelas e lua pode ser. A lâmpada negra que brilhava iluminava o número 5. Ela atravessou o portal e se deparou com o mais profundo silêncio que já conhecera. Ali mergulha nesse vácuo absoluto, sentiu o peito apertar, certo medo tomar conta, mas, lembrou-se das lições da porta anterior: Confie na intuição. Sentou-se no chão, quando viu um vulto de cabelos brancos passando. Forçando um pouco mais a atenção de seus olhos percebeu ser uma senhora vestindo um longo vestido preto. Apenas seus olhos azuis e sua cabeleira branca podiam ser vistos na negritude silenciosa.

Ela, a anciã, não falava nada, caminhava quase flutuando com a barra de seu vestido tocando o chão enquanto parecia arrastar vagalumes, levantando brilho do chão. Sofia foi sentindo-se tomada por uma Presença tão intensa quanto à escuridão do lugar e essa Presença a remetia ao que entendia por divino. Uma Presença Silenciosa e Provedora. Chorou emocionada quando percebeu que não eram palavras que a ensinavam, mas, as emoções e sentimentos que tomavam conta que faziam cada célula de seu corpo recordar da sua mais remota essência, sua forma primordial. O silêncio, sentiu ela é o Mestre de todas as jornadas e a resposta para todas as perguntas.

Então, uma espiral de estrelas se fez e uma porta imensa surgiu em sua frente, com uma luz vermelha com de sangue iluminando o número 6.

Entrando pela espiral, atravessou o batente da porta e chegou a uma sala com muitos livros feitos a mão, costurados delicadamente com cores intensas, um perfume de rosas tomou conta do ar e uma linda senhora de vestido vermelho se aproximou e disse: Venha criança, sente-se aqui perto do fogo e escute as histórias que tenho para contar. Ouça-as com o coração.

A senhora então começou a contar uma história atrás da outra, e a cada história sentia uma ferida se fechando em sua alma, lágrimas de puro bálsamo caiam sobre seu rosto enquanto um sentimento de paz tomava conta de seu ser, causando arrepios na pele, como quem dizendo: Estou chegando em casa.

Sofia percebeu que a anciã contava as histórias de forma lúdica, vez ou outra ria-se ao contar um causo e explicava que rindo a vida torna-se mais leve e os aprendizados ganham doçura. Assim o sagrado e o profano dançam juntos, no aprendizado da vida. Ela prendia sua atenção como criança que escuta um conto de fadas, mas sabia que eram contos de cura e que o poder dessa cura, estava nas palavras que pronunciava. Eram doces, alegres, traziam em si uma fé inabalável e uma força intensa. Assim deveria ser a vida, compreendeu ela.

Então Sofia levantou-se e ao som dos contos da anciã, dançou como se escutasse uma música. A música da vida estava sendo cantada em seus ouvidos e ela se percebeu feliz como nunca havia sentido antes.

Distraída em sua dança não percebeu que seguia livremente em direção a próxima porta que tinha uma lâmpada amarela em formato de girassol iluminando o número 7.

Dentro, a abuela linda de cabelos trançados e enfeitados com flores minúsculas flores amarelas e vestia um manto da mesma cor. Na mesa, velas amarelas iluminavam a mesa farta, com alimentos coloridos. Ao fundo uma música alegre tocava, enquanto pássaros dançavam de um lado para o outro, bailando junto às abelhas, enquanto um gato se espreguiçava sobre o tapete.

Foi serviço um chá de hibisco, na mesa florida em frente ao fogo, que parecia tilintar nas mesmas cores amareladas. A abuela era pura doçura em seus olhos castanhos. Quase uma carícia na alma o olhar dela.

Ela falou sobre a liberdade dos seres, do respeito que precisamos ter em todos os aspectos, do acolher cada ser encontrado pelo caminho, pois, cada um deles era manifestação do amor divino na terra. Todos devem ser amados igualmente e incondicionalmente. Que o amor é a medicina que livrará o mundo das mazelas, das chagas nas almas. Amar incondicionalmente é não ter posses pelos seres, apenas companhia na jornada. Que nada é nosso, mas que tudo nos é presente.

As pessoas filha amada, precisam aprender sobre o desapego das coisas, amar incondicionalmente um pássaro, é permitir-lhe o vôo. Amar incondicionalmente uma víbora é respeitar seu bote e compreender sua essência, não querendo mudar seu comportamento. Bastando atenção para não ser picado. Amor, filha, é liberdade.

Ao terminar sua fala levantou-se e puxou Sofia para um abraço. O abraço mais amoroso que ela já havia sentido na vida. A abuela então falou em seu ouvido: “Receba meu amor e espalhe por todos os cantos e direções que você for, seja a partir de hoje a portadora do amor incondicional para poder ser exemplo desse caminhar”.

Assim, soltou-se do abraço e apontou para Sofia o caminho que levaria ela à próxima porta. Ela caminhou até uma ponte que tinha uma luz azul que iluminava o número 8 sobre o caminho até um lago com águas da mesma cor intensa.

Ali uma velha senhora vestida com tecidos azuis em tons mais claros que as águas do lago, manuseava ervas, potes, ungüentos. Havia um caldeirão fervendo com muitas ervas que perfumavam o ar, além das que estava a secar penduradas sobre o fogo que aquecia aquele laboratório mágico.

Estou preparando um banho para um rito de passagem, venha, ajude-me a picar essas ervas para colocar no caldeirão. Precisamos usar as ervas certas para cada tipo de mal, cada tipo de dor. Essas são para ajudar que o espírito que está para terminar sua viagem nesse plano, faça sua passagem de forma tranqüila e serena e ajudando com os rezos certos, possa ser direcionado aos seus amados. Toda vez que auxiliamos um ser a encontrar sua família no astral mais rápido, diminuímos o sofrimento da saudade dos que ficam. Também preparamos os chás para os que ficam, para compreenderem que tudo são ciclos, do nascimento a morte, da semente ao fruto. Para que haja espaço para uns nascerem, outros precisam morrer. São os ritos da natureza. Para que o verão chegue à primavera precisa aceitar deixar de florescer, para que o outono venha, o sol precisa aprender a descansar, o inverno só vem quando as folhas caírem e assim, abrirem espaço para o broto, novas folhas para proteger nova criação chegando. Isso é vida acontecendo. Conhecendo as ervas certas, as palavras certas, a energia certa, curamos a ferida dos corpos que ficam e das almas que vão, das almas machucadas que ficam presas dentro dos corpos que não sabem como se curar, até que uma de nós chegue com sua sabedoria.

Curamos feridas e precisamos estar em paz com as nossas pessoais Sofia, em harmonia com nossas águas, onde moram todas nossas emoções e essas, são cura ou doença. Só nos curamos quando entregamos. Solta a dor que a cura vem.

Então a velha senhora estendeu um copo com água para Sofia, que bebeu deliciosamente. Não tinha percebido como estava com “sede”, antes de beber dessa água, azul como o oceano.

Ao terminar de beber percebeu Sofia, que estava em outro lugar, de frente para uma porta com uma luz verde iluminando o número 9. A porta estava aberta, Sofia só fez atravessar e ver que estava no alto de uma montanha onde uma senhora com um xale verde com longas franjas, apreciava o por do sol com sua cuia de mate nas mãos. Sofia sentou-se a seu lado, observando aqueles tons de verde das planícies abaixo, junto com as árvores que cobriam as montanhas, que estavam ali, todos bordados no xale que cobria os ombros daquela linda abuela.

A senhora perguntou: O que você vê ali Sofia? Apontando para frente. O por do sol abuela. Observe mais atentamente filha, o que você vê ali? O horizonte onde está acontecendo o por do sol, senhora. Certo, e o que te lembra o horizonte filha? Sofia fixou em silencio pensando, então a abuela diz: “O futuro amada criança. O horizonte é o futuro. Nessa fase nos tornamos guardiãs do futuro. Somente assim o conhecimento se manterá, quando assumimos essa responsabilidade, de guardarmos o passado para construirmos sobre solo firme o futuro das novas gerações. Para isso minha menina, você precisa compreender-se interna e profundamente, sempre olhando para dentro de você e buscando sua verdade interior, onde é construída sua solidez. Onde você apenas É, assim assumirá ser a Manifestação e não terá medo de trazer seus sonhos à terra.

Ao terminar de falar um “buraco” na parede ser formou e uma escada apareceu. A abuela fez menção de que Sofia deveria seguir por aquele caminho e dando um sorriso doce, se despediu.

Sofia subiu as escadas e se deparou com uma nova porta onde uma luz cor de rosa brilhava sobre o número 10.

Sofia entrou e ficou encantada com a quantidade de rosas cor de rosa haviam ali, espalhadas por vários pequenos jardins, que formavam um círculo e no centro uma nova abuela estava sentada a tecer algo no tear. Ela pediu para que Sofia sentasse a seu lado, no outro tear que havia.

A resposta foi: Não sei tecer abuela.

Você já tentou, retrucou a senhora. Tente, somente assim coloca em movimento a energia do aprendizado. Tentar nos alimenta a criatividade, desenvolve nossas habilidades de materializar nossos sonhos e idéias, de criar a jornada de nossas vidas.Teça, você verá sua força de vontade criar um vórtice poderoso de energia, que é a auto-expressão. É necessário nutrir isso, nossa auto-expressão, pois é o mapa de nossas almas. O que criamos a partir de nós, tem vida.

Sofia foi ouvindo e tecendo e ao se dar conta havia feito um xale com o desenho do por do sol que acontecia a frente, que completava o desenho dos vastos verdes do xale da abuela.

A senhora levantou-se, tirou o xale do tear e cobriu Sofia com um beijo em sua fronte.

Vai filha, segue viagem e siga em paz.

A abuela saltou do penhasco e um lindo gavião bailou nos céus.

Sofia virou-se buscando uma saída e viu uma nova porta com uma luz branca sobre ela, iluminando o número 11.

Sofia adentrou aquela porta e encontrou um lindo jardim com flores brancas de todas as espécies, uma primavera florida fazia sombra para uma mesa com toalha de renda tão alva quando as nuvens que voavam no céu.

Ao dar o primeiro passo, Sofia percebeu que suas roupas também eram brancas e soltas, balançavam com o vento. Eram também da mesma cor da roupa da senhora que balançava na rede.

Ao perceber a chegada de Sofia a anciã se levantou caminhou suavemente até ela.

Sofia percebeu sua postura ao caminhar e sua leveza nos passos. Não fazia barulho, altiva, andava ereta como uma deusa e caminhava com certeza nos passos.

Ela abraçou Sofia e convidou-a a caminhar com ela. Vê aquele gavião Sofia, como voa sem se importar se os outros que estão ao lado o observam? Percebe que para ele não importa os olhares e opiniões, mas apenas como ele está voando? Se ele parar de observar suas próprias realizações, jamais conseguirá voar, irá sempre tentar ser igual ou superior a alguém. Isso traz sentimento de tristeza, pois ao começarmos esse caminho, nunca terá fim. Sempre estaremos buscando ser melhor que o outro. Mas nunca aprimoraremos quem somos de verdade. Em cada um de nós há uma história, todos nossos ancestrais falam por nós. Somos a voz de cada um deles no aqui e agora e para ouvi-los precisamos trilhar a vida com integridade, assim seremos dignos de seus conhecimentos. Caminhar com sabedoria de quem se é, nos torna ao mesmo tempo forte e serena. Porque força não precisa ser bruta e serenidade deve caminhar ao lado dos fortes, para que eles não se percam da Justiça. Isso é caminhar com as palavras. Caminho mostrando o que sou.

Deitou-se a anciã em meio às flores brancas, sorriu para Sofia, que se sentia imensa, e desapareceu, misturando-se em suas vestes brancas.

Sofia ficou ali por uns minutos ainda, sentindo aquela intensidade dentro dela, até que a primavera começou a mexer-se formando uma porta e de dentro uma de suas flores brancas uma luz púrpura iluminava o número 12.

Sofia entrou pela porta e se deparou com muitos véus balançando, véus da mesma cor da luz da porta, muitas lavandas floridas e um perfume inebriante no ar. Perto, um altar onde uma senhora com um manto também na cor púrpura, estava ajoelhada e uma vela violeta iluminava a imagem da Mãe. A senhora falou para que ela se ajoelhasse ali junto e que rezassem juntas em Gratidão à vida.

Quanta caminhada em filha? Disse a senhora

Quanto aprendizado a Mãe lhe ofertou nesses momentos, seu coração deve estar pulsando em gratidão. Reze filha, reze e agradeça à vida por tamanha benção, agradeça cada aprendizado, cada pedra que lhe ensinou a estar mostra, cada espinho que mostrou cuidado e cada pétala que doou seu perfume. Agradeça a cada sinal que Ela enviou a você filha em sua mais pura demonstração de amor. Agradeça filha.

Sofia caiu em prantos. Soluços de alegria tomaram conta de seu corpo, suas lágrimas banhavam seu rosto e lavavam sua alma. Ela estava sentindo-se plena.

Olhava a imagem da Mãe e isso trazia mais e mais alento, pois sabia que era apenas um sinal de que Ela nunca a deixava só em sua jornada. Isso era benção.

A senhora então, levantou-se, pegou a imagem e entregou nas mãos de Sofia dizendo: Leve essa imagem à próxima velha que encontrar. Siga por ali e mostrou um caminho que começou a brilhar. Sofia seguiu percebendo os cristais mais puros que mostravam o caminho até a próxima porta que tinha um cristal reluzindo, num prisma de cores sobre o número 13.

Sofia então se deparou com uma sala repleta de cristais, tudo era cristalino ali. A anciã usava como adornos, colares, anéis e brincos de cristal. Havia sobre sua sala uma enorme pirâmide de cristal e era quase possível perceber a transformação das energias que ele fazia. Era um computador, transformando e decodificando informações. Havia uma prateleira sobre a lareira, onde 12 caveiras de cristal brilhavam, havia “cheiro” de ancestralidade todo o local.

Sofia entregou a imagem da Mãe nas mãos da anciã, que lhe agradeceu e ofertou um cristal em forma de pirâmide com um cordão feito com contas de cristal transparente dizendo:

Você realizou com maestria toda sua jornada filha. Aprendeu, ouviu, silenciou, sentiu e agora precisa deixar para traz tudo, ficando apenas com a sabedoria dos conhecimentos, assim abre espaço para reaprender, e saberá guardar em sua alma quão difícil é a jornada, assim jamais diminuirá uma irmã no caminho, com sua opinião pessoal, jamais deixará de amar um irmão do caminho porque errou, será a própria visão divina através de seus olhos, terá o amor da Mãe em seu coração e espalhará a semente do caminho da beleza em seus passos.

Quando somos acolhedores, ajudamos todos a realizarem suas transformações pessoais. Para ir para o casulo, precisamos sentir que somos protegidos.

Segue firme e confiante, uma etapa de sua jornada terminou. Com mestria você veio até aqui, agora descanse.

Falando assim a anciã colocou o cordão no pescoço de Sofia, deu um beijo em sua testa e despediu-se.

Sofia abriu os olhos e estava deitada, no caminho da floresta, com os mesmos pássaros cantando, mas mesmas flores e os mesmos animais andando calmamente. Ela olhou novamente e disse para si mesma, “não são os mesmos, apenas parecem iguais. Colocou a mão no pescoço e sentiu o colar de cristais. Sorriu!


(Por gentileza, compartilhem no Facebook com os devidos créditos - Gratidão)
Rose Kareemi Ponce







29/10/2018




Gostaria de agradecer a todos que engrossaram a corrente de amor que foi feita nesta jornada maluca que se tornou o final do ano de 2018.
Às mulheres, minha honra e reverência.
Aos homens, minha gratidão!
Não vou acompanhar grupos, entrar em "brigas" por conta da raiva.
Não estou com raiva.
Não vou acompanhar debates que estejam pautados no medo e nas mesmas ações que foram tão repudiadas por todos durante este período, que foi a maledicência.
Maledicência não é apenas fake news, mas tudo o que for falado ou escrito que tenha como base, essas duas coisas acima citadas: raiva e medo.
Não estou com medo.
Estou vendo apenas uma colheita sendo feita ao mesmo tempo que um terreno está sendo arado e adubado.
Estou na fase de arar e adubar novamente.
Não vou me render.
Não vou perder meu tempo emanando coisas ruins para meu país. Isso não é democrático. Ficar aqui apenas focando no mal e desejando que dê errado para que eu possa falar: "Eu te disse", não vai ajudar as coisas. Claro que se der errado, Eu vou falar, mas vou rezar todos os dias, para que dê tudo certo e que possamos extirpar de entro de cada coração, o que nos separa, sobrando espaço assim, para o que nos une.
Óbvio que não estou satisfeita.
Mas escolho não vibrar na tristeza.
Óbvio que não gostei do resultado.
Mas, escolho focar nas soluções.
Não vou arrumar briga com ninguém, os mais próximos, já não estão próximos e os mais distantes...
Minha missão. Nossa missão é a de ser focalizadores da luz e assim devemos continuar a caminhar.
Ser um focalizador, guerreiro, ajudante, semeador da luz, não me faz um ser um ser morno, sem ação, água morna não faz chá e inação não combina com mudanças. E se quero mudanças, não me cabe caminhar sobre as mesmas pegadas que nos trouxeram Todos, até aqui.
Conforme escrevi dia desses, se sou contra a violência, não será pela violência que farei mudanças. Preciso começar a compreender o real significado do Amor.
Somos todos agora obrigados a sair da zona de conforto e também como escrevi, vamos entrar na "noite escura da alma", mas coletivamente, porque todos têm o que aprender ainda. E muito!
Os que estão se assumindo como pontos de luz e referência nesta etapa da jornada, precisam se unir, dar as mãos e fortalecerem-se uns aos outros. Precisam compreender que não dá mais para ficar neutro, porque mesmo a neutralidade tem sua afinidade e no universo não há neutralidade.
Eu aprendi muito, consegui conhecer mesmo, os que pretensamente pensava conhecer. A frase Eu Te Vejo, nunca fez tanto sentido.
Aprendi a soltar minha voz, sem sentir culpa.
Ainda vivemos sob o domínio machista que insiste em dizer que mulher que tem voz, é raivosa. O sistema nos quer domesticadas. Dizem que mulher que luta não se valoriza. Esquecem-se de dizer que todos os direitos das mulheres de "valor" foram conquistados pelas que "não se valorizam.
Não vou baixar minha cabeça. Minha voz alcançou sua força e não vai mais baixar o tom. não grito, mas jamais sentirei medo de falar novamente o que penso, e se algum homem se sentir incomodado, só posso dizer: Não me faz diferença.
Se alguma mulher se sentir incomodada, eu digo: Mana, senta aqui e vamos conversar!
A luta não acabou, ela está apenas começando, mas precisamos entender que, estamos tecendo um novo caminho, precisamos não mais errar os mesmos erros. Não precisamos mais seguir mais o exemplo masculino de poder e disputa, já vimos que não dá certo. Precisamos nos posicionar SEMPRE, mas seguindo o exemplo de mulheres que fizeram a diferença e não levantaram armas. Se levantaram juntas e caminharam diferente.
#Ninguemsoltaamãodeninguem Esse é o mantra daqui pra frente.
Entre as mulheres, colocar em pratica a tão falada SORORIDADE.
Entre os homens, colocar em movimento o Amor.
Ambos, aprendendo a caminhar juntos em prol de algo maior.
É no amor que precisamos focar.
Ninguém merece nossa raiva ou medo. Muito menos nós mesmos.
#Ninguemsoltaamãodeninguem
Seguimos juntos, mas se eu pudesse neste aqui e agora dar um conselho é respira fundo, sai das redes sociais, para de se alimentar com tudo isso por uns dias e mergulha no seu silencio para redescobrir o SEU AMOR. Reza. Reza muito. Quando voltarmos, estaremos menos tensos, menos angustiados e com mais espaços vazios dentro para repensarmos como tecer nosso futuro.
Agora, com o coração como estamos, só seremos alimentados por dúvidas, medo, raiva...nada disso nos pertence.
Solta.
Agora é momento de soltar e respirar.
Já que a gente volta.
Já que a gente volta...MAIS FORTE!
Um café ou chá (camomila ou alecrim), um por do sol, mesmo que seja pela janela....um livro.
Solta.
Gratidão a todos, por tudo.
Gratidão Fernando Haddad e Manuela D'Ávila, vocês nos mostraram que "ainda cabe sonhar"

23/10/2018





"Pare!
Onde você estiver neste exato momento, pare!
Pare e respire por um minuto. Apenas respire. Um minuto
Ouça as batidas do seu coração. Apenas isso e mais nada, ou tudo isso e mais nada!
Feche os olhos!
Não se importe se alguém pensar que você é louco. Por que na realidade somos todos um pouco. Apenas feche os olhos e mantenha sua respiração calma.
Pense em cada pessoa por quem você nutre profunda gratidão. Em cada pessoa importante que passou por sua vida, amigos, ex professores, pessoas que foram importantes. Pense nas pessoas que hoje são importantes e que você ama profundamente.
Pensou?
Agora com as palavras mais lindas que você poderia dizer a cada uma delas, sinta em você a emoção de cada palavra, sinta profundamente cada uma delas.
Sentiu?
Agora mande esse sentimento para todas elas. Encontre um lugar dentro do seu coração e emane tudo o que de mais lindo, melhor e mais doce possa ser enviado à ela.
Fique assim, enviando essa energia por uns segundos!
Coloque as mãos no centro do peito, o plexo solar e sinta a gratidão e o amor pulsar!
Viu?
Não é bom parar, mesmo que seja por uns momentos e apenas amar?
Já pensou se todos nós pudéssemos apenas ser assim? O tempo todo?
Nós curaríamos o mundo. Agora. De nós mesmos!"
Sinto muito.
Me perdoe.
Eu te amo.
Sou grata


Rose Kareemi Ponce

Estamos todos nos sentindo atacados de alguma forma na espiritualidade, espíritos estão chegando à nossa porta muitas vezes com emanações densas, com brutalidade, nos fazendo sentir perda de energia, fraqueza, tristeza e medo. Todas as coisas que têm alimentado eles nesses últimos tempos, nossa ação deve ser sempre a de não entrar na freqüência deles, mas de trazê-los para a nossa. Lembrando sempre do NOSSO AMOR, não do medo que não nos pertence.
Somos as "lamparinas" no breu da noite!
E eles ainda que cheguem pelo movimento do medo e/ou da raiva, na realidade são guiados para que nós sejamos essa ponte amorosa a fazer com que recordem que são filhos do divino, são em sua essência, LUZ!
Isso mostra que estamos conseguindo dissipar essa nuvem escura que vem se apossando dos corações, quando o universo nos confia alguém, ainda que desencarnado, é porque está no momento da ajuda chegar até esse nosso irmão. Hoje são centenas, milhares de irmãozinhos buscando, ainda que num primeiro momento nos pareça ser algo truculento ou violento, buscam na realidade, sair do desespero, da ilusão, da angústia por se sentirem abandonados, escravizados e alimentados por tudo o que um ser não necessita para evoluir, e somente nosso amor é capaz de realizar esse feito. Somente nosso amor é capaz de curar esses espíritos e suas feridas profundas. Não nos cabe o julgamento do porque caíram, mas estender as mãos para que se levantem na Luz.
Somente quando nos colocamos como instrumentos da Grande Mãe, que é a ancoradora da luz, do amor divino e desta cura, é que essa luz encontra em nossos corações o cristal verdadeiro para fazer com que um prisma de luz se transforme em cachoeira brilhante. Purificando esses seres e encaminhando-os de volta a senda da evolução!
Então vamos permanecer no rezo, vamos seguir sendo a melhor pessoa que pudermos e sendo o amor em movimento: Rezando.
Todos os dias, a partir de amanhã quarta feira dia 24 até domingo dia 28, às 18h por 18m, vamos conectar com essa energia abençoada a abençoadora da Mãe para enviarmos a todos os corações deste país.
Não é para pedir nada, porque o nosso pedir está ligado a nossa vontade pessoal, ao nosso ego que nos prega peças o tempo todo. É apenas para nos colocarmos como instrumentos cristalinos e assim nos fazendo presentes em todas as direções, corações, almas, lares, parques, bares, hospitais...purificando e dissipando as sombras, levando nosso amor e espalhando a Luz da Grande Mãe, porque SIM, é momento de limpeza e purificação, não apenas no campo físico, mas no campo energético e espiritual.
Vamos emanar o seguinte Mantra: .o Amor se faz presente....a Luz se faz presente......a Paz se faz presente......assim é.....
Novamente: Todos os dias, a partir de amanhã quarta feira dia 24 até domingo dia 28, às 18h por 18m, vamos conectar com essa energia abençoada a abençoadora da Mãe para enviarmos a todos os corações deste país.
Benditos sejam os que rezam e os que se colocam a serviço!

Nestes tempos de desarmonia e caos, há que se intentar com firmeza cada rezo proposto pelo coração, neste rezo coletivo precisamos entender que quanto mais alinhados interna e externamente mais poderosa será nossa ação e seus resultados, seguindo as comprovações cientificas do efeito maharishi e o principio de sinergia, refleti sobre um proposição ao grupo e senti de compartilhar este rezo a seguir e aspectos a serem observados:
Antes de iniciar procure acalmar a mente, desacelere, deixe que um sorriso brote em sua face compreendendo que o caos cohabita com a ordem e que vc escolheu estar neste agora dando sua importante contribuição para este processo que estamos passando, reconheça sua importância, reconheça sua Luz, reconheça sua Força, conecte-se com seu Eu Superior e permita que sua consciência atemporal se faça presente, agradeça a presença do Mestre Cristo Jesus, na certeza de que ele já esta presente, agradeça a presença do Arcanjo Miguel e sua falange de Guardiôes, na certeza de que eles já estão presentes........simplesmente sorria e eleve sua vibração em gratidão em bem querer.......o mantra sugerido é......
- o Amor se faz presente.......
Se faz presente em mim e a partir de mim, me amando e amando a tudo e todos elevo minha vibração e poder pessoal
- a Luz se faz presente..........
De posse do amor incondicional eu ressoo com a Fonte Primordial Criativa e Criadora, neste momento eu me torno Um com Deus Pai\Mãe ascendendo e expandindo a Luz do mundo, a consciência Crística em todos nós
- a Paz se faz presente.........
Ancorado na sagrada presença Eu Sou, Amoroso e Luminoso eu co crio a realidade e intento meu rezo consciente tomando posse da paz que já habita em mim e que já habita no mundo, no coração de todos os que se permitem ao seu tempo se entregar para a Luz
- Assim é....hoje e desde os tempo idos.......
Na atemporalidade da existência eu decreto a verdade original, somos todos Deuses e Deusas e decreto meu manifesto de reestabelecimento da Luz em nossos corações


Rose Kareemi Ponce
Amadeu Junior

arte: Amadeu Junior

22/10/2018



Aos terapeutas, yogues, donos de Institutos, homens e mulheres de medicina.

Vocês precisam se manifestar. Sair do muro. Fingir que o nosso momento não está conturbado.
Vocês PRECISAM sair da zona de conforto e tomar uma atitude,
E, por favor, parem de falar que não discutem política. Parem de falar que não se mistura amor nesse caldeirão.Porque o amor é tempero BÁSICO para todas as escolhas, em todas as direções.
Chegamos a um momento onde ficar "neutro" alimenta as sombras e essas estão cobrindo nosso país e nossos corações de forma densa. Tão densa que tem trazido o medo como resposta e obviamente isso tem trazido mais e mais violência, porque o medo é a antítese ao amor.
Vocês que conduzem cerimônias de medicina, vocês que conduzem rodas de mulheres e homens, vocês que fazem posturas e assanas que tem como função "libertar a alma das sombras", "fortalecer o centro"...e o centro é amor..vocês que amam pintar a cara, usar cocar, soprar rapé. Vocês precisam se manifestar porque tudo isso está em jogo.
Está difícil?
Vai piorar.
Um estado fundamentalista, não abre espaço para o que não é espelho. O fundamentalismo está nascendo junto a fundamentalismos cristão (não sei como uma coisa pode conciliar a outra). Um fundamentalismo onde as "minorias" serão extirpadas. E essas minorias somos NÓS.
Nós que caminhamos descalços.
Nós que amamos a floresta e seus guardiões.
Nós que somos indígenas ou descendentes.
Nós que somos quilombolas ou descendentes.
Nós benzedeiras.
Nós curandeiras.
Nós que dançamos em volta da fogueira.
Nós que nos ajoelhamos para as ondas do mar e reverenciamos as árvores.
Nós que tomamos ayahuasca.
Nós somos a minoria.
Nós que não cedemos para pastores cruéis.
Nós que ensinamos sobre amor e sobre acolhimento.
Nós somos o primeiro alvo, juntamente com nossos irmãos e irmãs homossexuais, trans, nós que não aceitamos o ódio e a raiva como forma de expressão.
Nós que cuidamos dos animais.
Nós....seremos novamente queimados na fogueira da ignorância.
Esse chamado é para que vocês saiam do armário da ignorância ou da zona de conforto em não se meter nisso.. Saiba que já está metido, que as pedras serão atiradas sobre nós primeiro, ainda que você não queira se meter será sua porta que ficará fechada, talvez com uma suástica ou com uma cruz de sangue, marcando as casas dos bruxos e bruxas, dos comunistas e dos antifascistas. Nós somos o alvo do medo que se instalou nos corações e na raiva que se espalha pelo vento, levando mais e mais sementes....que são nossas. Nossas sementes!
Nossa não ação está nos levando para o buraco e não assumir uma posição alimenta o que temos visto hoje fortemente.
Isso não é uma briga política. Não estou aqui defendendo partidos, estou aqui fazendo o que sei, defendendo vidas.
Estou aqui dando voz aos que não tem voz.
E vocês fazendo uso das medicinas dos seres que estão sendo ameaçados, tem o DEVER MORAL E ÉTICO de se colocarem. Porque ao fazer uso de uma medicina que pertence ao povo originário não defender seu guardião, é hipocrisia, é NÃO CAMINHAR COM AS PALAVRAS.
Você fazer uso do benzimento e não defender seus guardiões originais é leviano demais.
Vocês precisam se colocar, em nome de todos nós, por todos nós, para todos nós.
Em honra a medicina que usamos, em nome de todos os brasileiros que vibram e lutam por um estado livre e amoroso.
Em honra a todos os povos originários e aos que foram escravizados, nós precisamos nos colocar.
Esse é meu apelo.
Em nome do MEU POVO.
Em nome de todos os povos.
Que a nossa medicina seja mais forte que o medo.
As medicinas trazem responsabilidade e ela começará a ser cobrada agora.

Rose Kareemi Ponce
descendente Guarani
Abuela do Brasil
Guardiã do movimento "Despertar das Almas Benzedeiras"
Assim Falei

19/10/2018




Talvez você nunca entenda o porquê da luta.

Talvez você nunca entenda porque descende de um povo que nunca precisou brigar por liberdade. Não entenda porque sempre teve privilégios. Comida no prato todos os dias. Terra firme para pisar os pés.

Eu custei a entender. Porque mesmo descendendo dos povos originários, não passei fome. Meu pai passou.

Nunca precisei lutar por casa. Meu pai e minha avó tiveram suas terras e casas destruídas.

Nunca precisei brigar por estudo. Meu pai nunca conseguiu fazer faculdade. Era uma época difícil e ele chegou em São Paulo sem estudos, fez Mobral, que era ensino para adultos, mas o sistema não queria indígenas diplomados, apenas servindo.

Talve você nunca entenda porque nunca teve parentes morando em casa de pau a pique, numa época que isso significava pobreza extrema. Hoje é moda e "bio-construção.

Eu era feliz nessas casas em Mato Grosso...e sabia disso!

Talvez pra você, minha luta seja raiva. Não é!

Não sinto raiva. Não é esse sentimento que norteia meus passos, é JUSTIÇA.

Talvez você nunca vai entender. Tudo bem.

Apenas peço para que nos ajude a destruir a casa grande, as senzalas (que ainda existem, sim!), que retiremos do tronco as marcas que jamais sairão da pele. Tendo uma coisa chamada empatia.

Talvez você nunca entenda....não importa, porque eu mesma não entendo todas as dores dos meus parentes, assim como não entendo as dores dos negros, retirados de seu país de origem e servido em bandeja de prata para os brancos se fartarem...mas não importa, porque a falta de entendimento não desfaz a história. Ela É.

A minha luta hoje é honrar todos os meus ancestrais e lutar para que nunca mais precisem brigar pela terra que lhes foi tomada. A minha luta hoje é reconhecer em cada irmão um semelhante e isso por si só, já me torna co-responsavel.

Talvez você nunca vai entender, mas por favor RESPEITE a luta dos excluídos e minorias. Desça do seu trono e horizontalmente olhe nos olhos, certamente ali, vai ver um pouco da sua própria história, ainda que seja do escravagista, do capitão do mato, do catequizador e, quem sabe isso faça você querer escrever um capítulo limpo... Do sangue e da dor daqueles que hoje, você ainda insiste em chamar de indolentes e preguiçosos!

Boa tarde




Rose Kareemi Ponce

16/10/2018






Não. Não estou me afastando de pessoas por questões políticas. Estou me afastando por questões morais.
Nunca me afastei de amigos por votarem no PSDB, MPB, etc., porque nunca feriu eticamente a mim ou levou a perigo de morte amigos queridos.
Hoje me afasto de pessoas cegas em seus ódios, em sua pompa de pensar ser "elite", atirando seu fel para todos os lados, permitindo que seu fígado inflacionado em separação, preconceito, racismo e misoginia, além claro que estar olhando o mundo de cima de um trono (de merda).
Hoje me afasto, sem peito apertado, sem sentimento de estar perdendo algo ou alguém, simplesmente porque não posso caminhar ao lado de quem pactua com o horror.
Me afasto de seres que batem palmas enquanto um louco espalha sementes de ódio.
Pessoas que pensei estarem acima disso: muitos gays, pessoas que trabalham com agro floresta, moradores de periferia, negros e brancos que não querem descer de suas casas grandes e apenas caminhar lado a lado.
Me afasto de cristãos que dizem seguir os ensinamentos do Mestre, mas, não se fazem de rogadas quando pedem pena de morte, linchamento. Esquecem-se que o Mestre foi torturado até a morte, por pregar amor e paz nos templos vendidos ao dinheiro e posse.
Me afasto de seres que não pensam mais. São alimentados por fake news enviadas por whatzapp. Enquanto se riem quando a verdade vem à tona e o único argumento é:
“Não vamos permitir que o Brasil vire uma Venezuela”
“É contra a corrupção"!
Estou me afastando de pessoas que amo e justamente por amá-los que permito que sigam seus caminhos, afinal a colheita será feita por todos, inclusive por quem está apoiando essa merda ser jogada no ventilador.
Estou me afastando dos que não tecem um futuro por e para todos, mas que pensam apenas no cobertor para cobrir seu próprio esqueleto.
Estou me afastando de benzedeiras que não entenderam suas missões e defendem um homem que apóia a tortura. Como eu posso benzer alguém se meu coração está ligado a essa máxima?
Será que eu não percebo que isso me desequilibra?
Estou me afastando de mestres reiki que dizem ODIAR algo ou alguma coisa. Como posso me conectar com a luz divina ainda tendo o ódio como referência?
Estou me afastando de yogues, que deveriam ter como princípio o equilíbrio e a paz, mas que em seus mudras estão espalhando a separação, o ódio e o racismo.
Estou me afastando de pais que não estão vendo o perigo para seus filhos quando alguém diz que a polícia vai ter carta branca para matar. Será que vocês não percebem que isso coloca um alvo no peito de TODOS nós? Afinal é culpado até que prove o contrário....exatamente o oposto do que diz a LEI.
Estou me afastando de gente que não se importa com gente.
Estou me afastando de pessoas que até ontem choravam suas dores, que passaram fome, que não tiveram pai/mãe, que não tiveram suporte de família, que tem filhos estudando em escolas públicas, mas que se esquecem de suas origens humildes e agora batem no peito para trazer ao poder alguém que no mínimo vai tirar a escola de seus filhos, que diz amar tanto.
Estou me afastando de gente que não vê que até mesmo a Ku Klux Klan, movimento americano que defende a supremacia branca, o fascismo e o extremismo está defendendo o tal candidato...porque será? Você não se pergunta?
Estou me afastando porque não pactuo.
Estou me afastando porque não posso ser amiga de quem defende alguém que vai tirar as terras dos meus parentes indigenas e dos irmãos quilmbolas.
Estou me afastando de seres que nada mais tem a acrescentar, senão separação e ódio. Isso nao combina com meu caminho.
Estou me afastando aos poucos de todos eles....TODOS.
Porque o futuro que eu quero para minhas filhas, neto, amigos, familiares é de paz e, jamais vamos conseguir paz enquanto houver fome, racismo, ódio, misoginia. Não existirá paz enquanto houver UMA SÓ ARMA nas mãos de quem que seja. Onde há armas, não há paz.
Não. Não é por questões políticas.
É por questões morais.
Não é por questões partidárias.
É por questões sócio/educativas.
É por cada cidadão deste país que morreu e que continuará morrendo, enquanto não houver JUSTIÇA.
Eu prefiro ser a que tece um futuro de paz e harmonia, onde a colaboração e a cooperação sejam mais presentes do que a competição e a comparação.
É por todos meus ancestrais.
Fiquem bem, com todo bem do mundo!

Rose Kareemi Ponce

13/10/2018









Dia 18, as 18 horas, por apenas 18 minutos!

Estamos todos passando por um Fortíssimo momento de transição energética, social e política, o que na realidade é a mesma coisa quando observamos.o movimento do alto, como as águias. Nada está separado.
Estamos errando em nosso intento.
Estamos focando nossas energias em uma determinada pessoa quando na verdade essa pessoa é apenas a ponta do iceberg.
Estamos nos distraindo e sentindo raiva, entrando portanto na mesma frequência que queremos "combater".
Se querem um bom combate, em primeiro lugar precisamos focar na "onda densa" que vem se apossando dos corações. Enquanto focamos em uma pessoa, a onda ganha força descomunal, principalmente porque alimentamos ela com nossa raiva e indignação.
Precisamos nos reorganizar no amor.
Não podemos tirar nossas espadas da bainha e partir pro ataque. Não estaremos sendo diferentes daquilo que não queremos, estaremos sendo a exata cópia, espelho e dessa forma nada mudaremos.
Nosso sentir e nosso comportamento deve ser o oposto.
Eles emanam desavenças. Nós precisamos ser a coerência.
Eles emanam separação. Nós precisamos ser mãos dadas.
Eles emanam desconfiança. Nós precisamos olhar nos olhos.
Eles querem armas. Nós precisamos ter a bandeira branca nas mãos.
Eles amaldiçoam. Nós precisamos ser a benção.
Eles são racistas. Nós somos a miscigenação, com honra.
Eles são homofóbicos. Nós somos o acolhimento.
Eles são cruéis. Nós somos o ungüento que cura.
Eles são a violência. Nós PRECISAMOS SER A PAZ.
Eles são a barbárie. Nós somos a pacificação.
Eles são a cruz da violência. Nós somos a ressurreição.
Eles querem tirar terras dos índios. Nós somos a cara pintada e a dança na fogueira.
Eles tem farda. Nós somos a natureza viva.
Assim, dessa forma, convidamos todos a participarem dessa meditação pela paz. Serão 18 minutos onde nosso coração precisa estar alinhado com a luz divina e essa energia tem a capacidade de neutralizar a onda de horror que vem chegando, qual tsunami, destruindo o que tem pela frente. Nós somos a reconstrução.
Apenas 18 minutos no dia 18 as 18 horas.
Apenas 18 minutos de seu amor emanado, tem a capacidade de harmonizar, equilibrar e restaurar a paz.
Não estamos sozinhos. Há um universo inteiro voltado para nós auxiliar.
Há seres das frequências mais elevadas que já estão conosco.
Não é contra UMA PESSOA, mas a favor da maioria que vibra no amor.
Não é contra UMA PESSOA, mas pela dissipação dessa fumaça negra que vem intoxicado pulmões, deixando rastro de tristeza e desalento.
É a favor da vida.
Vem com a gente.
Vamos rezar nosso país.
Vamos rezar pelo fortalecimento da luz.
Vem com a gente.


Acenda.o fogo sagrado.
Fogueira
Caldeirão
Vela
Mas tenha a chama acesa em você e na sua casa.
O fogo sagrado sana, transmuta, cura.
Vem com a gente, ser responsável pela harmonia daquilo que tanto ansiamos: A PAZ E O AMOR!

Rose Kareemi Ponce

26/09/2018








Tenho dito que precisamos voltar a rezar e muitas pessoas têm compreendido isso como algo “religioso”. Não é.

Isso não é um chamado para uma oração tradicional, escritas e conhecidas. É um chamado para um rezo nascido no coração e colocado em prática nas ações. É um chamado para tornarmos nossa vida um rezo diário.

Como conseguimos isso?

Prestando atenção em nossas ações, em nossos sentimentos, em nosso verbo. Estamos todos sendo chacoalhados, colocados de frente a um espelho para nos questionarmos o que realmente estamos fazendo de nossas jornadas. O que efetivamente estamos fazendo para tornar o mundo o tão sonhado Éden que todos procuram, mas que estamos longe de alcançar, porque estamos vibrando muito densamente ainda. Não mudamos padrões, mas queremos que o mundo mude.

Estamos sendo chamados a caminhar na Verdade, a deixar de lado nossos preconceitos, nossos dogmas e paradigmas, nossas meias verdades e mais ainda, sendo chamados a prestarmos atenção em nossas falhas pessoais, somente elas nós podemos mudar. Estamos sendo chamados a olhar para nós mesmos e cada vez mais esse espelho está ficando claro, translucido, e estamos enxergando o mundo exatamente como somos não como queremos, ou acreditamos.

Estamos sendo chamados a Despertar a consciência humana primeiro, para depois a elevarmos. Não conseguiremos vibrar numa freqüência elevada senão nos alinharmos aqui e agora, entre nossos irmãos. Enquanto houver em cada um de nós sentimentos como: inveja, raiva, medo, vergonha ou culpa, enquanto ainda julgarmos, não conseguiremos elevar essa freqüência e estaremos abrindo passagem para que essa “onda” de sombras que chega forte, porque estamos dando espaço, tome conta cada vez mais da nossa realidade.

Quando falo que precisamos rezar é porque não adianta nos ajoelharmos pedindo para que o mundo seja de paz e amor, se ao nos levantar, nossos joelhos não se dobram para ajudar um irmão em situação de rua, para ajudar um irmão que caiu. Hoje paramos para fotografar e filmar, mas não estendemos as mãos.

Quando falo que precisamos rezar é para que nos tornemos esse rezo. Sejamos a primeira ação daquilo que queremos. Uma oração só tem força quando nasce em um coração pleno de amor. O universo responde por que compreende a freqüência, pois Tudo é amor. Apenas nós que desafinamos nossas músicas da alma.

Hoje, quando um irmão erra, nós já estamos com o dedo em riste para penalizá-lo, mas, todos pregamos o acolhimento, a ajuda para que haja cura das almas, desde que seja apenas para aqueles a quem minha régua encontre um “igual”. Desde que se mantenha dentro do “meu conceito pessoal” de certo ou errado, merece ou não merece.

Quando falo que precisamos tornar nossa vida um rezo é para que ao nos ajoelharmos nos lembremos de agradecer a oportunidade de poder ser instrumento, da vida que brilha a cada manhã, ao alimento no prato e que possamos nos colocar a serviço do irmão que nada tem, dos menos favorecidos, dos que erram, dos que pedem as mãos, dos que se distraem, somente assim estaremos transformando este planeta no lugar que sonhamos.

Sejamos um rezo.

Cada coração. Cada alma que aqui habita.

Não vamos nos permitir entrar na onda do irmão que está com medo ou ira. Vamos aquecê-lo com nossa paz e amor. Aqueles mesmos sentimentos que tanto queremos.

Vamos rezar!

Vamos nos tornar a ação do rezo e entregar nossos corações ao divino, tenha ele a cara que tiver, a forma que tiver, não importa o mapa que tenha em mãos, colocando seu coração como bússola o rezo acontecerá!




Rose Kareemi Ponce

21/09/2018







(Pra quem pensa em caminhar sendo uma rezadeira/curandeira, entenda que somos alvo)



Ela era uma rezadeira. Daquelas que amam o que fazem, que está sempre disponível para uma reza, um abraço, um conselho amoroso.
Vivia numa cidade pequena, pouco mais de quinze mil habitantes, a maioria deles tinham suas casas na “roça”, como se dizia por ali. Gostava do silêncio e do canto dos pássaros. Amava o cheiro da terra molhada quando chovia.
Ela atendia pessoas em sua casa, benzia suas crianças, ia até suas residências quando necessário e pedido, ela não se recusava nunca a atender aos que pediam por seus cuidados.
Muitas pessoas não sabendo de seu caminho batiam palmas para pedir o mal. Separação, morte, doenças. Ela colocava as pessoas para dentro de sua casa e amorosamente explicava-lhes que não fazia maldades, que seu caminho era rezar pelo bem de todos e isso não podia ser maculado por maledicência, magias negativas, desejo do mal ao outro. Ela só rezava pelo bem, seguia os ensinamentos de Cristo, ainda que não fosse a igrejas, Ele era seu maior mestre e Maria sua mãe, sua guia e conselheira em todos os caminhos trilhados.
Ela seguia sua jornada, cuidando de sua vida, sua casa, família, e ajudando a todos os que com ela cruzavam. Coração com coração, sempre, dizia ela.
Pessoas continuavam indo e vindo, algumas pedindo rezos e sendo atendidas e outras, solicitando o mal e saindo muitas delas, com raiva por não ter seus desejos de vingança e falso amor, atendidos. Essas mesmas pessoas, que não foram atendidas em suas baixas vibrações, em seus desejos cruéis de maldade, espalham pela cidade a pólvora da maledicência, mas, se dizem caminhar sob os passos do Mestre.
A “bruxa má” da cidade é aquela para onde correm os que precisam em seus momentos de aperto, de desejo por um rezo. Muitos saem em paz e gratos, outros apenas saem, levando consigo o que trouxeram: suas raivas pessoais.
Ela segue, sabendo que na esquina há quem fale dela sem ao menos conhecê-la, mas ainda assim segue, pois seu compromisso é com o Amor e, nem todos estão disponíveis para ele verdadeiramente.
As pessoas têm medo do desconhecido, pensava ela e, o que as pessoas falavam dela não a tornava quem ela realmente era!
Ela seguia, rezando e cuidando, pois esse era seu contrato sagrado.
Ela seguia esses ensinamentos:
“Amai ao próximo como a ti mesmo”
“Não julgueis”
“Não turves vosso coração”
Assim É!


Rose Kareemi Ponce

(uma história real)