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10/12/2015





Acorda!
Desperta pra vida que pulsa
renasce nas águas serenas
desperta o amor interior
recrie sua esperança
a partir do sorriso de uma criança


Acorda!
A Grande Mãe te abençoa
protege e sana, das dores da alma
e pede apenas calma
pra seguir sua jornada
pra caminhada que segue

Acorda!
As pedras do caminho
são almas que ensinam
a cair e levantar
a prestar mais atenção
de sentir gratidão!

Acorda!
não temos tempo
temos apenas o agora
temos apenas o pulsar
de nosso coração

Acorda!
Sai da ilusão...




O vento quando canta nas janelas e telhados
lembra as mulheres de outrora
que ao embalar suas vassouras
sobre os tacos cheios de poeira
levavam consigo a sujeira
levavam embora a tristeza
cantavam canções de despedida
gritavam amores pra lua


e nas abas de seus chapéus
escondiam os sortilégios
protegiam a magia
guardavam seus segredos
seus pós de boa-venturança
suas ervas de proteção

Ah! essas mulheres
que encantavam a lua
que dançavam nuas
que brilhavam na noite
fazendo pirilampo esconder

Ah! essas lobas benditas
essas guerreiras da vida
essas sagradas feiticeiras
conhecedoras do amor
são reconhecidas pelo olhar
de encantar beija-flor!

09/12/2015







Nós somos aquelas que no trançar dos cabelos, escrevemos historias de ninar para nossas filhas e netas.
Somos as viajantes nas noites enluaradas, desenhando constelações no firmamento de cada coração que se permite viver o encantamento da doçura.
Somos as que se aquecem no fogo sagrado de seus fogões nas noites escuras, preparando receitas, secando ervas, cantando canções.
Somos as que uivam pra lua, as que dançam vestidas de céu, as que celebram os ritos.
Somos as que menstruam.
Somos as parideiras e as parteiras.
Somos as que benzedeiras.
As que rezam.
Somos as que ensinam a cura, através do amor.
Somos as que acolhem a dor dos viajantes no tempo.
Somos o próprio tempo. Contamos a história do mundo, ao som do tambor de nossos úteros.
As águas ecoam, cantam, contam e geram nas contas da Grande Mãe, as vidas de nossos filhos em nosso ventre, o vento me contou.
Somos as que embalam nos braços, abraços serenos, ninando o mundo, acalentando a vida!
Somos as que nutrem.
Somos as que zelam.
Somos as lobas.
Somos as fêmeas.
Somos as Deusas.
Somos Todas!
Somos Uma!
E na unidade, tecemos os fios que unem as vidas, as almas, os sonhos...
E no tecer, enfeitamos jardins, flores-sendo as cores, desabrochando flores!

02/12/2015







“Somos círculos dentro de círculos dentro de círculos!”

Para compreendermos essa frase, precisamos primeiramente sair da caixa, pensar fora dela.

Para compreender isso, precisamos como disse Tesla, entender o universo como energia.

Eu peço para que sintam as pessoas como notas musicais.

Cada nota musical vibra em uma freqüência de energia, gerando uma onda que leva a informação dessa nota; se vibra em tom mais alto, mais baixo. Ao ouvir essa nota, podemos até não entender, por exemplo, que pode ser um dó, mas sentimos que ela vibra em determinada freqüência, é mais grave, ou pode ser um si, que vibra em uma freqüência mais baixa. Mesmo essas são subdivididas, como por exemplo: tem dó e dó sustenido (entre outras) que vibram dentro de uma escala medida como energia.

Essas vibrações passeiam em ondas, como toda forma de energia que existe. Essas ondas são circulares e levam sempre a informação de cada elemento.

Nossas formas pensamentos, emoções, palavras são também energias, que viajam em ondas e essas vibram em determinadas freqüências, que apesar de parecidas com outras freqüências, não são iguais, portanto atraem ou repelem, de acordo com suas similaridades.

Somos uma nota musical vibrando a canção de nosso ser, de acordo com nossos pensamentos, palavras, sentimentos e ações e assim, vamos atraindo pessoas, situações e energias que estejam ecoando uma canção próxima a nossa e repelimos outras, que não estão afinadas com nossa orquestra pessoal.

Não entenda atrair ou repelir como algo racional, lembre-se que, precisamos sair da caixa e compreender tudo como energia. Quando duas energias vibram em freqüências diferentes, elas se repelem e, mesmo vibrando na mesma sintonia, não ocupam o mesmo local, vibram em subdivisões. “Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, ainda que sejam parecidos”!

Quando compreendemos isso de forma tranqüila, entendemos que tudo tem seu tempo debaixo do sol. Quando vamos evoluindo em nossos conhecimentos sobre amor, paz, etc., vamos mudando nossas freqüências, nos afastando de algumas pessoas, lugares e situações e atraindo outras novas para nosso caminho. Isso não significa que não haja amor e respeito, significa apenas que mudamos e isso ao invés de ser encarado com tristeza, deve ser visto com alegria.

Nossas ondas vão formando círculos e se unindo a outros círculos e se distanciando de outros círculos...mas sempre manteremos em nós, as informações que essas ondas nos trouxeram, permitindo assim, que nosso circulo vibre com mais clareza e que a canção de nossa alma seja ainda mais bela!

Somos círculos dentro de círculos dentro de círculos, notas musicais encantadas que juntas, cantam a canção da Vida, cada uma em uma escala, cada qual em sua freqüência, e que sozinhas ficam tristes, porque apenas vibrando junto à outras, fazem uma sinfonia inteira!



Assim devemos ser. Uma grande sinfônica de seres encantados!




Das espumas das águas do mar
Tecerei os fios para os bordados
Da minha saia rodada
Das gotas das lágimas de Odoya
Farei as contas do meu colar
E em novena rezada
Pedirei a paz esperada
Às casas dos meus irmãos
Do sal das águas do mar
Farei remédio curador
Para banhar o corpo do meu amor
Com canto de Nossa Senhora
Embalarei meu coração
E espalharei benção
Nos caminhos sagrados
Por onde meus pés me levarão!