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13/05/2016






Responsabilidade com o verbo!

Sabemos desde sempre que "do verbo fez-se a carne", mas compreendemos mesmo o que isso significa?
Isso não tem nada de religioso, ainda que pensem que seja e ainda que esteja escrito em livros sagrados.
Essa frase mais do que qualquer coisa nos mostra o caminho da mecânica quântica, ou de como somos co-responsáveis e co-criadores da matéria, ou dos acontecimentos.
Do verbo fez-se a carne nos mostra que nossas palavras criam a realidade que nos cerca, pois o verbo é o princípio da magia, do verbo cria-se a magia juntamente com o intento.
De nada adianta seguirmos uma religião, um caminho sagrado, se ainda nos permitimos utilizar o verbo para ofender, humilhar e maldizer alguém, mesmo que esse alguém pense, viva, se comporte de forma diferente da nossa, diferente daquilo que achamos ser o "correto". Não somos nada, nem ninguém para nos sentir tão auto importantes a ponto de pensarmos que nossa visão de mundo é a única verdadeira.
Verdade absoluta?
O mundo é feito de fragmentos da verdade e nem eu, nem você, somos detentores dela por completo, ao longo da nossa existência, vamos aprendendo a utilizá-las de acordo com nosso parco conhecimento e quando aprendemos a lidar acima de tudo com nosso ego.
Ao utilizarmos nosso verbo para ferir e humilhar nossos irmãos (não esqueçamos que é isso que pregamos com nosso verbo, ao falarmos sobre religião e espiritualidade, mas não é o que realmente fazemos), estamos criando um ambiente caótico e desrespeitoso.
Se queremos ser respeitados, que primeiramente possamos respeitar.
Se queremos ser amados, que possamos aprender a amar incondicionalmente, (INCONDICIONALMENTE significa: SEM CONDIÇÕES)
Eu te aceito, te respeito e te amo!
Precisamos começar a caminhar com nossas palavras e seguir a estrada que nossos pés pisam, com respeito a todos os seres que cruzamos no caminho.
Ter cuidado com o verbo pois, não servimos a dois senhores, ou seja, não servimos a luz e as sombras. Energia não é boa ou ruim, é apenas energia e, ao utilizarmos a nossa em frequencia baixa, estaremos atraindo frequecias iguais e/ou semelhantes.
O que você quer para sua vida?
Pergunte-se isso profundamente, mas uma parte da resposta é:
Teremos em nossa vida, aquilo que desejarmos para nossos IRMÃOS!
Simples assim!


Somos breves!
Sejamos leves!
E Verdadeiros!

Por todas nossas relações!
Metakiase.

11/05/2016





Quando o universo quer que fixemos em nossa alma as lições do caminho, ele sabe como fazer!
No fim de semana do dia das mães, quatro diferentes pessoas me enviaram via whatsapp e inbox aqui no face uma pergunta sobre haver algum "feitiço", "magia" ou "simpatia" que pudesse melhorar ou transformar a relação entre elas e suas respectivas mães. Segue minha compreensão sobre o assunto. "Minha" visão.

Partindo do princípio que magia não começa na vela acesa, no ponto riscado ou cantado, mas no intento. De nada adianta a vela, se o intento ao acender não estiver firmado. Não serve de nada o ponto riscado, se não houver intento no ato. Tudo não passará de encenação, de teatro magístico.
Não flores, não há magia que possa resolver a relação entre mães e filhas senão o respeito, a aceitação da mãe como ela é, afinal de contas sendo ela como é, gerou, nutriu alma e corpo antes e após o nascimento, educou dentro do que ela tinha como limites pessoais para tal, mas o fez da melhor forma e com o coração.
A magia para melhorarmos nossa relação com nossas mães, passa pelo respeito, pela honra, pelo curvar-se perante àquela que nos nos deu o que temos de mais sagrado, nossa própria existência.
De nada adianta irmos a benzedeiras, conversarmos com caboclos, pretos velhos, xamãs, pajés, feiticeiras, se em nosso coração não há o real intento de nos tornarmos melhores e honrarmos aquela que veio antes de nós, caminhou a estrada antes de nossos pés tocarem o chão, escreveu o mapa com seus pés e mãos muitas vezes calejadas pelo trabalho e pelo coração cansado de doar amor da forma que ela consegue e pode e não receber nada em troca, nem mesmo o respeito em nossas atitudes e palavras!
Não existe a menor possibilidade de curarmos uma relação com nossa matriz, se em nosso coração habita o julgamento que nasce em nossa prepotência e arrogância de nos acharmos melhores e maiores do que aquelas que nos deram a vida.
Para curarmos essa relação, devemos nos curvar perante elas, pedir perdão e simplesmente amar aquela que nos amou quando éramos apenas uma semente, sem face, sem sexo, sem cheiro, sem nada. Éramos apenas um pulsar de vida, que dentro do ventre nos tornamos tesouro.
Se ela não foi o que esperávamos, foi o que podia, da melhor forma.
Se ela não nos deu o que queríamos, nos deu o que conseguiu.
Se ela não conseguiu nos criar, certamente nela habita uma dor lancinante, que corta seu coração todos os dias porque não deve ter sido fácil a decisão de nos doar. E isso também é um ato de amor e a que nos criou, merece todo nosso respeito e dignidade.
Não existe magia, senão a da humildade de nos reconhecer falhos, que cure essa relação e digo mais, aproveite sua mãe viva, olhe no fundo dos olhos dela e peça perdão. Por seu julgamento, sua prepotência e incapacidade de aceitar como é, aquela que só quer que sejamos melhores, para nós mesmos, para o mundo e acima de tudo, para ela!
Simples assim!
Não podemos falar em cuidarmos de tradição nenhuma, se não cuidamos da nossa matriz, da nossa tradição, de onde nós viemos. Não podemos falar em magia, se a magia do amor não acontecer em nós se a humildade não for nossa essência!
Ela pode não mais estar presente, quando sua consciência bater forte...e a dor...DOER MESMO!

Somos breves!
Sejamos leves!

06/05/2016




Das verdades, me esvaziei de todas.
Das mentiras, me desfaço dos nós.
Dos amores, mergulho e aprendo.
Das lições, costuro a vida.
Faço teia, uno pontos...
Desperto, na luz que ilumina a alma.
Adormeço, nas águas correntes
Me purifico no amor
Após me desocupar da dor.....
Me lanço no abismo
na certeza do abrir as asas
da liberdade do Ser
Que nasce no azul
da alma que floresce!






Domingo é dia das Mães!
Aquela que nos deu o que temos de mais sagrado em nós, nossa existência!
Durante os dias de aprendizado na parteria, minha maior lição de vida inclusive, foi cair do meu trono de "merda", cheio de prepotência e orgulho, repleto de arrogância, onde eu apontei dedos, julguei, condenei e atirei nas prisões longe do amor incondicional, minha matriz, minha Mãe!
Nada, nenhuma palavra, nenhuma fagulha de sentimento, cabe nesse sentir, sem me levar ao meu questionamento interno.
- Quem sou eu para julgar, para apontar erros, para colocar-me como mais sábia do que aquela que me gerou e criou, aquela que caminhou o caminho antes de mim!
Quanta ignorância de minha parte.
Me curvo hoje, aquela me por apenas uma decisão, fez a diferença no meu caminhar. Ela disse sim, quando poderia ter dito não.
Ela disse sim à minha vida e isso me proporcionou estar aqui, escrevendo isso pra todos. Me proporcionou gerar minhas filhas, sonhar, realizar, viver!
Nenhuma lição nesses 50 anos me foi tão valiosa e tão dolorosa...nos limpar de anos de julgamentos e condicionamentos, dói...fisicamente. Dói intensamente. Dói....
Se você tiver sua mãe viva e ainda estiver nesse trono, desça enquanto é tempo, enquanto a dor da clareza pode ser mais calma, enquanto pode abraçar e pedir perdão.
Curve-se em sinal de honra e respeito!
Curve-se àquela que disse Sim à você, antes mesmo de saber quem você seria!
Curve-se, pois não há amor maior, ainda que repleto de defeitos. Afinal quem não os tem?
Me curvo hoje ao seu espírito, Mâe, e daqui peço perdão!
Me curvo Madrinha diante de sua alma e sou Grata por tanto aprendizado!

Somos breves!
Sejamos leves...e amorosos!

02/05/2016



                              




O necessário instinto de olhar “a partir das sombras”!

Quando renegamos nossas sombras e nos queremos lapidar ao ponto de deixar de ter o instinto selvagem natural em nós mulheres, nos tornamos “presas fáceis”!
Quando olhamos o mundo desatentamente, sempre nos “ares da imaginação”, esquecemos de “ver” todo o que acontece em nossa volta. Nos tornamos caça em plena luz do dia, sem árvores, pedras ou cavernas onde possamos nos esconder.
Ao começarmos a fazer o caminho de volta, vamos nos dando conta de alguns instintos tão naturais e tão esquecidos por nós quando afastando e domamos nosso lado selvagem. Vamos nos apercebendo dos sons mais sutis, ainda que em meio ao caos, vamos nos dando conta de todos os movimentos, pois estamos atentas ao ar que se move, aos cheiros que chegam, a mudança de direção do vento. Tudo começa a se tornar um aliado, tudo faz parte de nós e, fazemos parte de tudo. Então percebemos que olhar por dentro de nossas sombras, observar o mundo através delas, nos faz invisíveis. Como um lobo, uma onça, que observa a floresta através da parte escura e dessa forma não são vistos, mas conseguem ver cada folha que cai e sentir os cheiros que mudam e trazem as notícias pelo ar....
Quando nos damos conta de como as sombras depois de conhecidas, reconhecidas e compreendidas são nossas aliadas, quando sabemos olhá-las de frente e percebê-las sem culpa, acolhendo cada faceta, cada reflexo deste “Black mirror”, o escuro deixa de esconder o bicho papão e a floresta deixa de ser tão assustadora. E então caminhamos nas sombras, sem nos misturar a elas, pois nosso ser se transforma em seu próprio candeeiro. Habita o divino em nós!
E esse sentir traz consigo a tão sonhada paz!
E essa paz é azul!
Azul como o infinito!
Infinito como a certeza de saber-se de volta pra casa!






Somos breves!


Sejamos leves!