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19/06/2020


Essa é minha espada!
Essa é minha forma de "guerrear" contra as sombras, o fascismo, o medo e a angustia.
Assim assumi minha jornada há anos e assim seguirei, ainda que afaste pessoas. Ainda que seja incompreendida. Ainda que ninguém compreenda.
Meu coração compreende.
Meu coração assim se faz paz.
Esse é o caminho do meio. Aquele que observa ambos lados do muro e escolhe sem titubear apenas um lado. O lado que cala ao coração e permite à alma seguir sua jornada evolutiva.
Essa espada é santa.
Essa espada silencia o mal, principalmente e primeiramente, dentro de quem a empunha em suas mãos de forma sincera.
Assim me faço guerreira a serviço da luz.
Assim me coloco a serviço dos seres elevados e me faço tecedeira de uma nova terra.
A Terra sem Mal.
Não posso colocar uma régua medindo meus atos a partir dos atos alheios. Posso e devo apenas seguir exemplos daqueles que me ensinam sempre a ser melhor hoje do que fui ontem e, melhor amanhã do que estou hoje.
Cada vez que escolho o caminho das armas porque "os outros" não compreendem minha escolha de caminhar no amor e na cura, atraso meus passos. Caminho para trás dez casas e perco o jogo evolutivo onde, no meu olhar, já não cabem mais competir e comparar....não cabem mais tiros, pedras, exclusão...
Cada vez que escolho o caminho do amor, vou em direção aos Taitas. Vou em direção e sou acolhida por anciões que escorrem amor pelos olhos e me cobrem desse mesmo sentir, nos abraços.
Ainda que seja dolorido, há que se passar pela longa noite da alma para sanar as sombras e esse momento é coletivo.
Há sombras coletivas a serem iluminadas e o papel de quem o escolheu amor como estrada é jamais se desviar do caminho.
Minha arma é a espada de sálvia e meu grito de guerra sempre será pelo amor a todos os seres.
Sigo no rezo e no caminho de Antahkarana ou, no hoje conhecido como caminho do arco íris!
Sigo.
No rezo.
Assim como os grandes guerreiros...
Ainda que engatinhando...
Ainda que me arrastando...
Ainda que ao chegar ao topo da montanha sagrada de minha alma eu chegue sem pele....o coração estará pleno.
Assim falo

Ninguem aprende a ser curandeira.
Não tem cursos para isso.
No máximo te mostram caminhos....mas é o caminho que te ensina.
São as pedras, o vento, a terra.
É o desenvolver a capacidade de ouvir as forças da natureza e compreender o significado das "não palavras, "ler" nos pelos arrepiados do braço a presença de algum mestre e decifrar suas mensagens.
Sentar-se na raiz de uma anciã do Povo em Pè e receber dela a seiva de sua sabedoria. Em silêncio.
Banhar-se nas águas sagradas e aprender seus mistérios.
Sentar-se no chão, aos pés de um sagrado ancião e ouvir suas histórias, seus golpes...suas cicatrizes e aprender a sair dos labirintos que a vida desenha.
Ser uma curandeira é mais do que cursos podem ensinar...são vivências e iniciações que nos colocam degrau a degrau no caminho da sabedoria interna.
Dançar em volta do fogo e sentir nas entranhas, seu poder!
É um escalar de montanha onde descobrimos que há apenas um morador no alto dela. Nós mesmos e assim, compreendemos que nenhuma sabedoria nos faz maiores, mas que elas nos torna responsáveis e, isso nos faz caminhar dia a dia, apenas e tão somente com nossas palavras!
As interessadas nesse caminho aviso...ele nos torna empatas e isso pode doer um pouco...mas é somente assim que deixamos de julgar os caminhos alheios e fazemos escolhas conscientes ao caminharmos um caminho!
Ser uma curandeira nos torna guardiãs de sabedorias ancestrais de ervas, sexualidade, rezos....e ser guardiãs nos faz silenciosas sobre essas sabedorias...o silêncio aqui é o respeito por quem veio antes e nos deixuou suas pegadas...
Desde os tempos imemoriais somos essas Mulheres.
Precisamos nos lembrar diarimante que somos as geradoras do Amor e que esse amor precisa florescer novamente nos corações para que o Mundo se cure do mundo!
Desde sempre, até o eterno!

Rose Kareemi Ponce


Estou cá pensando com meus botões que este ano está "perdido", no sentido comercial e no sentido de criação de novos caminhos.
Já estamos a caminho de julho e ainda nem estamos no pico máximo do covid-19 e muitos já estão saindo, fazendo compras, indo a bares, restaurantes...
Sinto que agosto nos reserva alguma pincelada mais escura e precisamos nos preparar para isso.
Nos unir em comunidades e nos ajudar mutuamente.
Não aprendemos as lições desses primeiros quase seis meses de isolamento social...
Ainda há muito de nós que precisa ser iluminado e limpo..ainda há muito de sombras sobrevoando nossas cabeças.
Ainda estamos presos em padrões consumistas, egóicos e limitantes e ao que parece nem mesmo os quase 45.000 mortos tem feito os véus de maya caírem dos nossos olhos. Temos medo da verdade e nos afundamos em fantasias de um mundo melhor, sem que cada um de nós assumamos compromissos reais com a mudança.
Tolos seguimos....na dança desengonçada de um (fake) futuro cheio de brilho.
Tenho cá pensado com meus botões...e eles parecem ser mais coerentes que muitas cabeças ditas pensantes.
Ou mudamos ou seremos mudados deste planeta.
Ou mudamos....ou seremos mudados.
Ou mudamos....ou não seremos mais...


Rose Kareemi Ponce

Um dos trabalos mais lindos que fizemos, Amadeu e eu, juntamente com nossa linda Familia Bentos do Brasil!
Benzedeiras e Benzedores espalhados por esse Basilzão!




Quando alguém fizer um depoimento público sobre seus sentimentos, não coloque sua opinião. Não diga que a pessoa está errada em seu sentir.
Não diga que a pessoa não deve sentir, chorar...
Coloque-se apenas como ouvinte, leitora e no máximo diga: "compreendo seu sentir e respeito sua vida, posso te ajudar mana?"
Qualquer coisa além disso é querer ter razão sobre o sentir alheio.
Qualquer coisa além disso é só EGO falando.
Tenha mais empatia e saiba que há uma linha delimitadora entre os espaços sagrados: seu e dos outros!!
Vale lembrar, você não é melhor do que ninguém nem sua opinião e sentir, mais valiosos.
O caminho do curador começa quando aprendemos a ouvir sem vomitar opiniões.


Rose Kareemi Ponce

20/03/2020

Oi,
Estou aqui para te fazer um convite.
Nesse momento, ao ler este texto, onde você está?
Olhe ao redor.
A maioria de nós (que vai ler este texto) está em um pequeno bunker não é?
Vamos passar os próximos dias, ou meses, ainda não sabemos com exatidão, nesse mesmo local e certamente com as mesmas pessoas.
Quem são essas pessoas?
Não são essas mesmas pessoas que convivem com você, no cotidiano"?
Observe a seu redor e pense há quanto tempo essas pessoas não sentam em roda e conversam?
Essas pessoas, que convivem conosco, recebem nosso carinho, ou apenas nossa tensão?
Esse tempo obrigatoriamente parado tem feito você sair do celular?
Vocês, casal, tem tido tempo para uma longa conversa a dois, um vinho, um chá quente, nus, conversando sobre amenidades, ou ainda nesse tempo parados, vocês tem apenas ocupado seu tempo com pré-ocupações, como por exemplo, agora ter todas as notícias sobre esse "amigo" que chegou para nos fazer parar?
Você parou mesmo?
Sua mente desligou?
Você tem percebido quanto de silêncio tem acontecido a seu redor?
Você se atentou para as águas dos oceanos que estão melhorando?
Você se atentou que o ar que respira está mais puro?
Sua mente desligou?
O que você tem feito, dado tarefas aos filhos para que elas possam te "deixar em paz", ou tem sentado no chão para brincar com eles?
Você os abraça?
Você tem laços afetivos com seus filhos?
Não estou falando em amor, estou falando em toque, abraço...
Você olha nos olhos dessas pessoas que estão "fechadas" nesse bunker com você?
Você percebe que há uma onda se manifestando por trás dessa onda palpável?
Você consegue perceber que junto com esse coleguinha que veio nos despertar, veio também a solidariedade, MUNDIAL?
Você consegue alcançar a beleza de se estar entre as pessoas que você está e que esse momento pode e deve ser transformado em algo positivo?
Você precisa curar de alguma forma essas relações?
Se olharmos esse isolamento externo com a consciência do aprendizado, cresceremos com ele.
Sai da internet um pouco, sai do celular...ofereça seu melhor a todas as pessoas.
Dance, coloque uma música alegre e dance!
Há quem nesse momento não está conseguindo pagar suas contas, oferte um pouco.
Para de querer se informar e forme.....dê amor às pessoas que estão com você.
Transforme em luz o que você está vendo apenas como sombra!
Já fez massagem no seu amor?
Já recebeu?
Já rolou com seu filho e chorou de rir?
Já rezou e agradeceu por sua vida, saúde e por todo a seu redor?
Não seja vítima.
Seja o senhor/senhora da sua vida e transmute....
Seja nesse momento a melhor pessoa que você puder, para você e para todos a seu redor!
Isso vai passar
Vamos passar da melhor forma?
Sem medo, sem pânico, entendendo que não controlamos nada, mas podemos transmutar tudo!
Aceite o convite e dance a vida!
Alguém está chamando para elevar, vamos?
Beijos
Aguyjevete


Rose Kareemi Ponce

02/03/2020


Reza
Entrega teu coração à Mãe e abençoa
Faz de teu coração morada do sagrado
Usa de tuas mãos para abençoar
Faz tua luz brilhar nos caminhos escuros


Acolhe
Entrega tuas mãos ao serviço da paz
Faz da tua vida um manifesto ao Amor
Usa teus braços para aquecer os enfermos
Faz de teus passos medicina

Ama
Entrega teu amor em cesta florida
Faz de teu sorriso curativo
Usa teus dons para sanar almas
Faz de tua vida estrela

Brilha e ilumina

Rose Kareemi Ponce

arte: Vitor Uemura

14/02/2020




"Eu quero me curar disse..."
Pra você se curar é preciso se conectar.
"Mas, eu estou aqui, olha...estou conectada."
Você não sabe se conectar. Pra se conectar você precisa amar a semente eterna no outro, ainda que nem ele mesmo saiba de sua existência.
"Eu posso fazer isso".
Eu sei que você pode. A pergunta é, você quer?
Para amar a semente eterna é preciso primeiro desapegar. Navegar as escuras águas da dúvida, deixar cair as folhas da certeza para assim, aprender a ouvir seu coração.
Não existe caminho para o coração sem se conectar, amar a semente eterna em todos os seres, desapegar de todos os apoios das certezas, deixando ruir os elevados muros de ego que te separam do simples.
É no simples que tudo isso é possível.
Somente no simples.
"Eu quero". Assumiu ainda sem saber bem o que esperava.
Preparei seu barco.
A viagem é sua.
"Quem vai me guiar?"
Empurrou o barco e disse...você não me ouviu..terá de aprender na viagem.
No fundo todos aprendemos assim, suspirou!


Rose Kareemi Ponce

21/01/2020



Há várias versões de mim mesma nos multiversos...mas todas são Vida que pulsa.

Ainda que esteja rastejando, trocando de pele...ainda que esteja arrancando o bico, as penas, as garras...

Ainda que esteja sem pele, sem ar, e que me falte a terra sob os pés...

Há vida!

Há vida nas palavras soltas no ar.

Há vida nas lágrimas que correm rosto abaixo, lavando a alma e levando as pedras que juntei na mochila....

Há vida!

Há vida nos porões escondidos do coração, onde as dores sozinhas gritam acorrentadas ao nada...livres sem a consciência da liberdade.

Há vida!

Há tanta vida nos pés cansados da jornada, nos calos doloridos...há vida nas histórias que eles traçaram.

Há vida!

Há vida no útero que hoje não mais sangra, mas tornou-se cofre sagrado dos tesouros do saber.

Há vida!

Há vida nos olhos que insistem em não perder o brilho e o encantamento quase pueril, há vida em toda paisagem vista e nas que ainda meus olhos descobrirão, ao retirarem o véu da ilusão da morte.

Há vida mesmo nela!

Há vida na formosura de uma flor...mesmo na que se despetala ao solo..

Há vida!

Há vida no romper do cordão umbilical...

Há vida!

Há vida nas canções de amor!

Há vida no romper da Aurora e no bailar do sol ao se por no horizonte!

Há vida!

Há vida nas mãos que se estendem e nas que recebem!

Haja vida para viver todas as vidas que insistem em viver em mim...

Há vida!




Rose Kareemi Ponce

09/01/2020










Agenda 2020

"Último Ano do Despertar das Almas Benzedeiras"


Janeiro


11 - Despertar das Almas Benzedeiras

São Paulo - SP

contato: Morgana Moura Lima


18 - Despertar das Almas Benzedeiras

Florianópolis - SC

contato: Sirlene Alves


26 - Festival do Útero

Florianópolis - SC

contato: Magali Pinheiro


Fevereiro


08 - Despertar das Almas Benzedeiras

São Francisco Xavier - SP

Contato: Vanessa Borsoi/João Elói Gadioli


16 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Março


07 - Despertar das Almas Benzedeiras

São Paulo - SP

contato: Clau Sbano


14 - Reconsagraçao do Útero

São Paulo

15 -Despertar das Almas Benzedeiras

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


29 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Abril


04- Despertar das Almas Benzedeiras

Brasília DF

contato: Cristina Sena Lacerda


18 - Despertar das Almas Benzedeiras

Dourados - MS

19 - Reconsagração do Útero

Contato: Monad Filha de Leila


26 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Maio


17 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


24 - Despertar das Almas Benzedeiras

Rio de Janeiro - RJ

contato: Lya Luna


30 - Despertar das Almas Benzedeiras

Camburi - São Paulo

Contato: Sofia Widmer

Casa Bacarirá


31 - Rezo na Sapopemba

Roda de tambores com Gui Vitali

Contato: Sofia Widmer

Casa Bacarirá


Junho


28 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Agosto


30 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Setembro


27 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Outubro


25 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Novembro


29 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

contato: Danielle Gouvea


Dezembro


20 - O Caminho da Anciã

São Paulo - SP

ontato: Danielle Gouvea


Eu vi Jesus...
Ele estava sentado a porta da igreja, os transeuntes não o viam...
A porta dos fundos era seu lugar.
Ali dormia.
Ali chorava de fome.
Ali sentia o frio nos ossos.
A porta dos fundos...
Eu vi Jesus.
Ele estava do lado de fora.
Lá dentro só falavam do mal.
Os corações amedrontados, o excluiam de seus peitos.
Na porta dos fundos....
Eles gritavam em Seu nome, mas não o viam.
Apenas passavam e o deixavam:
Na Porta dos Fundos!






O Caminho Sagrado das Anciãs
Um convite para uma jornada

O caminho da anciã, quando nos percebemos presente em sua Presença, sentimos leveza e paz, mas muitos medos, anseios e dúvidas, porém aprendemos a conviver com nossas feridas e a lamber todas elas, até que se fechem, curadas por cada lambida, cada lágrima derramada, por cada gargalhada de endorfina na veia!
O caminho da anciã é descontrolar-se.
Descolonizar-se.
Desregrar-se.
A vida nos ensinou que apenas controladas, colonizadas, regradas, seríamos felizes e "aceitas" na sociedade.
Lamber as cicatrizes sem nojo do líquido que escorre, sem medo da carne aberta, sem culpa pela ferida, sem vitimismo por sentir a dor...nos torna gigantes. O exato contrário que nos sussurram nos ouvidos, numa tentadora forma de calar a vida que pulsa, no pulso, no peito, na jugular!
O caminho da anciã nos leva para dentro de nossas cavernas internas e tecer de dentro para fora, o novo manto que cobrirá nossos ombros, a colcha de retalhos das nossas vidas e os fios que nos conecta umas as outras!
O caminho da anciã é um encontro para mulheres acima dos quarenta, que não querem mais carregar dores e que estão dispostas a lamber suas feridas, acolher as feridas das irmãs de jornada e assim juntas, tecermos essa nova: EU que está gritando por poder se mostrar!
Vamos juntas?
Eu, Rose Kareemi Ponce ficarei muito feliz em caminhar esse caminho com vocês!
Serão encontros mensais.
O primeiro acontece em fevereiro, dia 16 e, a partir do segundo encontro não mais poderá entrar, assim garantimos o elo entre todas participantes.
No espaço da querida Danielle Gouvea, o Casa Madre Luna, em São Paulo.
Vem comigo resgatar a mulher sem medos que habita em nós, vamos conversar abertamente, sem julgamentos, falar de nossas dores e amores...Ser no profundo significado desta palavra!
Vamos juntas nessa jornada do Clã "O Caminho Sagrado das Anciãs"!


Rose Kareemi Ponce

contato Madre Luna: 11 98251-5285

31/10/2019


Como está sua relação com o sagrado?
Como você entende o sagrado?
Como anda sua relação com a gratidão?
A gratidão é a chave mestra para todas as coisas em nossas vidas. Ela abre portas, janelas, escancara possibilidades e reinicia portais, abrindo um leque de novidades em nossas jornadas pessoais.
Você cuida das teias que se formam na sua casa, ou fica apenas "observando" pra ver quem tira? Pois na sua concepção, os outros tem mais deveres do que você, e seus direitos são intocáveis, principamente o da crítica.
Você agradece a louça que lava?
Ela é o indício que houve alimentos no prato e saciou ainda que minimamente, sua fome.
Você agradece a casa que limpa, o chão que varre, a roupa que lava?
Sim, agradecer, pois se há tudo isso para fazer é porque somos abençoados com o presente de termos um teto que nos protege do frio, chuva e do sol escaldante e que temos roupa para cobrir nossos corpos e protegê-los das teperaturas loucas que andam fazendo neste planeta tão maltratado por nossa indiferença.
Você agradece o fogo em seu fogão? Ou no automático da estrada, esquece que ele nos relembra a presença Sagrada do Divino em nossas casas, como antigamente...
Você agradece os seres que compartilham da vida com você, debaixo do mesmo teto, ou apenas vê os defeitos que cada um tem, esquecendo todas as famílias tem seu lado estranho...se olharmos de perto, ninguém é realmente "normal"!
Você faz seu rezo agradecendo ou ainda caminha na mendicância espiritual, pregando aos quatro ventos que atraímos o qe vibramos....
Sagrada são todas as formas de existência, todas as coisas que nos acontecem, todos os dias que amanhecem e anoitecem, sagradas são todas nossas experiências, todos encontros e todos desencontros.
Sagrado é Tudo.
Uma barata não é mais sagrada que um beija flor, apenas vibram em frequencias diferentes.
De nada adianta ritos, poses para fotos, falas impecáveis....
Como anda sua relação com o sagrado, no íntimo, quando ninguém mais vê?
O que é sagrado pra você?

Rose Kareemi Ponce

04/07/2019


Minha infância não foi perfeita, penso que a de ninguém foi.
Porém somos a soma de todos os eventos, escolhas que tive e esquinas que virei.
Escolhi não carregar mais dores, escolhi fazer de todos acontecimentos, aprendizados para subir a montanha da vida. Seria fácil sim ficar chorando, mas minha criança não queria mais as lágrimas ou os cantos escuros, ela queria o encantamento da dança com as flores, do rodopio com o vento, do carinho das árvores. Ela queria o cheiro do jasmim nas noites estreladas e o brilho das fadas entregando potes doces de aventura e sonhos. Minha criança carregava no peito o som de todos os corações que ela acolheu em suas cirandas, enquanto cantava as canções que embalava os encantados que ela sabia, existiam escondidos no jardim de seus sonhos!
O encantamento salvou minha criança, fez ela dançar suas dores e cantar para os espíritos guardiões e esses, davam as mãos num sinal de presença.
Entreguei meus sonhos aos encantamentos...entreguei meus encantamentos aos sonhos e numa dança perfeita cresci!
Não, minha infância não foi perfeita, longe disso. Mas certamente minhas escolhas fizeram meus sonhos seguirem seguindo sendo sonhos!


Rose Kareemi Ponce

08/04/2019



Era uma casinha escondida por entre flores e árvores frutíferas. Um cantinho perfumado ali, no fim da rua.

Dona Maria, ou Domaria como diziam os mais próximos, num diminutivo aquecedor do coração.

Era um pedacinho de céu em meio ao tumulto da vida, um silêncio que acolhia um abraço que se fazia lar.

Ali as velas acesas no altar iluminavam também os passantes, que se achegavam para receber um rezo uma benção. O cheiro de alecrim e arruda inundava o ar e as rosas que bailavam ao vento no portão, guiavam os irmãos que necessitavam de seus cuidados até sua porta.

Era uma casinha escondida das maldades e mazelas. Ela se abria apenas para os corações prontos para receber amor e para os que ainda estavam adormecidas a sombra do medo e da raiva, não encontravam... uma neblina era tecida pelos anjos guardiões que cegava a maldade e nenhuma chegava até ela

Seu coração era tão puro, tão bondoso que estar perto dela já era um rezo maravilhoso e quem a conhecia não queria mais sair de sua presença doce.

Ela dizia a todos que essa era sua missão nessa terra, levar o amor e servir a Deus, estendendo as mãos.

Assim era sua vida, um entender mãos e acolher dores, mas engana-se quem acredita que ela ficava com o peso das cicatrizes que rezava. "Qeimo tudo no fogo sagrado fia, faço fogueira, "ponho um cadim" de tabaco pro rezo e a fumaça leva tudo e das cinzas faço pó pra purificar mais dores, assim fia nada fica, tudo vai embora encontrar seu lugar nos livros da vida"!

Domaria, era uma indiazinha pequena, só por causa do tamanho franzinho, mas uma rezadeira imensa. O perfume de sua alma era sentida longe.

Não tinha telefone, computadores nem campainha. Quando quer falar com algúem, manda um beija flor cantar na janela! "É a presença divina que aparece fia, e chama quem eu preciso encontrar"!

Domaria, com suas mãozinhas pequenas ensina que o amor não deve ter olhos de gente, precisa ter olhos de anjo, pra ver todos como irmãos. Somente assim o rezo é verdadeiro e nasce do coração. "Olho de gente amarga", ela diz...

As "Domaria", as casinhas escondidas, os olhos de anjo...são tesouros que precisamos resgatar para salvar a nós mesmos, de nós mesmos!

Rose Kareemi Ponce

02/04/2019





O silêncio

Hoje fechando os olhos enquanto o vento batia nas folhas da mangueira aqui em casa, percebi o silêncio. Senti esse "ser" que passa sem que muitas vezes percebamos o valor que ele tenta nos passar e as lições que ele traz.
Como boa pisciana, voei longe em meus pensamentos enquanto os olhos continuavam fechados, apenas sentindo o vento em mim e nas folhas.
Percebi o valor imensurável dessa entidade que no cobre qual manto de Mãe, permitindo que o universo se desenhe dentro de nós.
O silência é capaz de conter todas as coisas e se guardar, sem alardear, expor. Ele apenas sabe. Precisa Ser com ele, para captar todas as sabedorias, ouvir todos os anciões, apender com todas as memórias que nele se encerram, guardam, perpetuam!
Somente no silêncio conseguimos ouvir o som das águas e cada nota que ela emite ao tocar na folhas, pedras, peixes e raízes do caminho. Ela conversa com todo os que nela pulsam e leva suas histórias por todas as margens, à todos os ribeirinhos, às profundezas e os encantados.
Somente no silêncio podemos ouvir a voz que ecoa nos vales e montes, onde repousam os anciões. Guardiões dos passos de todos os visitantes, suas dores, buscas e entregas, Guardiões de todos os sonhos, amores. Os que entregam ao vento as mensagens dos lados de lá de longe, onde a sabedoria repousa, silenciosamente aguardando os aprendizes que chegam para curar almas e levarem consigo sementes de paz!
Somente no silêncio ouvimos o fogo crepitando em suas chamas, as falas do Espirito. Presença Sagrada essa que nos aquece, ilumina e guia por essas bandas dos lados de cá!
É no silêncio que somos pontes para os sonhos se manifstarem em sementes e formas diversas: o som de um cello só existe porque há um silêncio que ecoa suas notas. O riso de uma criança não será ouvido, se o silêncio de um coração acolhedor, não o recebesse como benção!
O silêncio traz o som do coração para dentro do peito!
Os sons são maravilhosos, mas os silêncios....são divinos!
Pura totalidade!
Pertencimento!
Voltando a terra, a pisciana percebe o som da vida em casa: panelas borbulhando, pássaros cantando, o cachorro ao longe conversando com o vizinho sobre s acontecimentos da noite...o riso da familia! O som das palavras da familia reunida na noite anterior,
No eu te amo do café da manhã!
O silêncio, é o ócio criativo da alma e a ponte para o Divino, tenha ele(a) o nome que tiver!
Silêncio e rezo. Acho que um pertence ao outro e se competam!
Divagações de uma pisciana!


Rose Kareemi Ponce

14/03/2019





Tá chegando!
A ansiedade aqui bate forte em rever essas mulheres maravilhosas que fazem parte da teia da minha vida!
Amo cada uma delas e as tenho como irmãs, amigas, companheiras, mestras.
Vem com a gente nesse encontro lindo!


Dia 17 de março de 2019 Das 14h as 18hs.
Programação
14h - abertura;
14h30 - O Despertar do Sagrado do Humano - com Rose Kareemi Ponce
15h10 - O Despertar feminino pelo Conselho das Anciãs das 13 Luas - com Daosha Pássaro Alegre
15h50 - Teko Porã, sensível sabedoria do bem viver - com Cristine Takuá
16h30 - Harmonia com a Natureza. Meditação de reconexão para a cura da Terra - com Vanessa Hasson
17h10 - Encerramento

Colaboração espontânea em dinheiro na entrada do evento.
Sugestão traga 1kg de alimentos para doação à Aldeia dos Silveiras

Teremos venda de artesanato e vestimentas tradicionais dos povos indígenas brasileiros e andinos, além de produtos naturais e medicinais.




Mulheres, não pensem vocês que o fato de eu falar de amor e pregar isso aos quatro ventos e fazer o impossível para caminhar com minhas palavras impede meu figado de gritar raiva. É natural sentir raiva, eu apenas não estaciono neste sentimento, eu passo a fase e vou para a indignação e faço disso força motriz para que o movimento aconteça de forma ordenada e consciente.
Ação na raiva é crueldade normalmente.
Cega.
Nós mulheres precisamos para de nos sentir culpadas por sentirmos raiva, ainda que momentânea, fomos ensinadas que isso é feio para uma mulher, fomos doutrinadas que mulher precisa ser só doce. Não nós podemos, merecemos e precisamos sentir raiva quando algo nos incomoda, só não devemos adoecer e contaminar nossos corações e almas por conta disso!
Eu sinto raiva, mas espero ela passar para não agir exatamente igual ao motivo da minha raiva. Eu não estaria sendo diferente.
Eu sinto vontade as vezes de ir na jugular...mas páro, observo e penso: "você não merece isso Rose."!
Sinta raiva.
Indigne-se.
Só não contamine seu fígado, coração e alma.
Não seja cruel. Nunca!
Mova-se. Mude o que te indigna.
Mova-se.....amor é verbo, portanto ação, vá em direção à ele. Sempre!


Rose Kareemi Ponce




Precisamos nos permitir ao menos uma desconstrução durante nossa jornada.
Precisamos nos permitir tirar de nós histórias, contos, verdades e pedaços que sequer são nossos. Muito do que carregamos são informações que não nos pertence.
Somos a somos das partes de todos os que passaram por nós. Para conhecer nossa profundidade precisamos "vomitar" o que não somos. Ter a coragem de descolar quadros, imagens, paisagens...
Há por baixo de tudo isso um coração e uma alma plena de si mesma que precisa respirar e sair à luz!
Precisamos ao menos uma vez, nos permitir a desconstrução!


Rose Kareemi Ponce