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18/06/2018






Somos as mãos que tecem
Fios de cura e proteção
Somos as mãos que tecem
Unidas em amor e união
Somos as mãos que tecem
Abuelas que se unem em oração
Somos as mãos que tecem
Cantamos canções de sanacion
Somos as mãos que tecem
Guerreiras da luz em ação
Somos as mãos que tecem
Rezos de cura para os corações
Somos as mãos que tecem
Sonhos coloridos para a Nação
Somos as mãos que tecem
Caminhos sagrados para todos irmãos
Somos as mãos que tecem
Abraços apertados de proteção
Somos as mãos que tecem
O futuro de paz entre as nações!


Rose Kareemi Ponce







Em que tempo/espaço você está?

Você vive no passado ainda?
Você precisa contar seus feitos, onde trabalhou, quais diplomas conseguiu, quanto ganhou, quais carros já teve, por quais países já viajou?
Pois te digo uma coisa, enquanto precisar fazer isso, sua vida no aqui e agora não será firme, pois você não está no aqui e agora.
Não interessa onde você trabalhou, viveu ou viajou, apenas o que aprendeu nos lugares onde esteve.
Não interessa quanto de dinheiro você ganhou, se sua opção foi sair do sistema, isso não mais pode ter peso em seus passos.
Não interessa quais caminhos trilhou no Passado. Sua vida está acontecendo no Presente e é aqui que sua alma precisa pulsar.
Enquanto suas referências estiverem "Lá", sua prosperidade, harmonia, equilibrio e bem estar, não estarão "Aqui"!
Enquanto sua mente ainda precisar desse pensar, sua alma não estará livre das correntes pesadas que você arrasta por onde quer que vá.
Seus pés precisam firmar passo e isso não será no passado já vivido ou em um futuro onde apenas sonhos estão sendo tecidos.
Quer uma vida melhor?
Traga contigo apenas as lições das estradas percorridas por seus pés. Títulos, salários, cargos, etc., precisam ser deixados lá, onde estiveram, onde foram criados e onde você não quis mais estar.
Lembre-se sempre porque quis sair e o que te mantém presa a determinados padrões.
Lá, não existe mais.
Acolá, ainda não foi construído.
Aqui, é onde seu coração pulsa e a vida é construída momento a momento.
Pense nisso.


Rose Kareemi Ponce

14/06/2018






Parir um conto é como parir um filho.
Não engravidamos da inspiração quando queremos apenas, precisamos juntar o querer, com umas pitadas de inspiração, uma porção de emoção, deixar a alma vazia para o aprendizado, o frontal aberto para "ver" as palavras que chegam, juntar todas elas, chacoalhar, para sentir a catarse do orgasmo chegando e então sentir-se grávida. As palavras que chegaram precisam ser organizas em seus devidos lugares, cada pedaço, cada tom precisa ser sentido, cada significado...assim cria-se o corpo, mas ainda falta encaixar a alma. Permitir que as Musas tragam pelas mãos o espírito mágico que dará vida a todo aquele emaranhado de idéias, sentimentos, emoções...permitir que tenha brilho por si só e que esse brilho seja permanente a partir de então em nossas vidas.
Então, após as Senhoras da inspiração abençoarem com sua luz, toda criação, ela está pronta para ser parida, desenhada em papel, com os hieroglifos dos tempos atuais, usando símbolos atuais, roupagens de agora.
E num inundar das mais profundas e cristalinas águas, as palavras escoam pelos canais e coroam a boca do céu, trazendo a tona o ser que nos acompanhou tão profundamente durante o tempo necessário para ser parido.
Num grito que nasce das profundezas da alma, percebemos que estivemos em um aprendizado, sendo iniciadas no infinito, direto da fonte, onde as águas transparentes geram palavras sagradas.
Parir um filho é reencontrar a força da vida.
Parir um texto, é aprender como dançar essa força!
Parir um conto é ser instrumento das Musas!
Amo escrever!


Rose Kareemi Ponce

13/06/2018




Os "xamãs", a medicina e a responsabilidade de todos.

Ultimamente tem acontecido de algumas casas ditas "espirituais", seus guardiões auto intitulado "xamãs" e seus seguidores darem de frente com uma energia chamada VERDADE batendo na porta.
Esse é um ano onde a Verdade está sendo chamada pela Lei e pela Justiça divina a escancararem fatos e ações em todas as direções. Mentiras caindo e pessoas sendo chamadas à responsabilidade de seus atos e escolhas.
Sim, há muitos homens caindo de suas máscaras de bons moços, bons dirigentes, bons isso ou aquilo, usando de sua posição de liderança, de "guia espiritual" para abusar das energias femininas. Muitos inclusive se esquecem que a maior medicina usada por todos, a ayahuasca, tem parte feminina, em um equilibrio mágico entre as duas forças: Feminina e Masculina. Dessa forma caminham usurpando de energias e corpos femininos, sem a menor capacidade de respeitar o caminho. Fazendo de conta que tudo é oba oba.
Não é.
A medicina cobra, porque ela é a Verdade sendo escancarada.
Esses homens precisam ser parados, suas casas fechadas, a energia decantada e purificada, mas, as mulheres precisam sair de suas posições de eternas vítimas.
Vamos conversar abertamente?
A linha dessa responsabilidade não tem apenas uma ponta, tem duas. Uma da liderança irresponsável e outra, de quem simplesmente perde seu senso crítico e se permite passar por situações absolutamente fáceis de cortar.
A medicina não deixa ninguém vulnerável a ponto de não sabermos o que fazemos, o que dizemos e o limite do nosso espaço sagrado. Esse espaço amplia, não diminui. A não ser que estejamos vivendo o momento que chamamos "morte", dentro da medicina, onde realmente perdemos totalmente a noção inclusive do corpo físico, todos os momentos são conscientes.
Então, não há vulnerabilidade nem falta de discernimento para darmos um basta em abusos físicos. Se alguém tentar me tocar, saberei dizer se aquilo é ou não para acontecer e se não for, saberei barrar a ação do outro.
Precisamos, nós mulheres, termos consciência da nossa vida e não nos colocarmos sempre como vitimas e coitadinhas, NÃO NOS CABE MAIS ESSE PAPEL.
Quando falamos em mudanças sociais, de dogmas e paradigmas, esse é o ponto que vejo com mais necessidade, sairmos da nossa zona de conforto, que nada tem de confortável, assumirmos responsabilidade sobre nossa caminhada e termos consciência do nosso espaço sagrado. Ninguém pode fazer isso por nós.
A culpa sim, é do homem em que confiamos para estar sendo guiadas, mas a responsabilidade é nossa por não nos colocarmos, por estarmos sempre vendo no outro a salvação e mais do que tudo, por não termos disciplina com nossa existência.
Caminhar no mundo da espiritualidade requer responsabilidade, conhecimento, estudo fino e diário, sobre NÓS.
Caminhar no mundo da espiritualidade é saber que tudo tem hora e local para acontecer, convites fora de hora para uso da medicina, sem cerimonial, sem respeito, mostra falta de conhecimento de quem conduz e falta de discernimento de quem se permite ser conduzido.
Por amor, vamos colocar parte da responsabilidade em nossos colos e assumirmos elas.
Vamos procurar conhecer os locais, saber das pessoas que frequentam e acima de tudo, quem conduz e é RESPONSÁVEL pelo espaço, que deve ser considerado SAGRADO?
Perguntem a um indigena se ao realizarem cerimonia eles ficam de oba oba.
Perguntem sobre o respeito deles às casas de reza.
Perguntem, questionem, não tenham medo ou vergonha de ser curiosos. A curiosidade move e ascensiona o mundo.
Os tais "xamãs" são responsáveis?
Óbvio que sim.
As mulheres são co-responsáveis?
Obvio que sim.
O que fazer?
Cuidar com clareza de seu espaço sagrado e parar de ser a vitima.
NÓS PODEMOS.
NÓS DEVEMOS CAMINHAR COM CUIDADO ESSE CAMINHO.
NÓS TEMOS A OBRIGAÇÃO DE ESTARMOS ATENTAS A NÓS MESMAS.
NÓS PRECISAMOS SER A MULHER QUE COBRAMOS QUE AS OUTRAS SEJAM.
Conheça a Verdade e a Verdade te libertará.
Mas qual Verdade você está disposta a conhecer mesmo?
Quão fundo na toca do coelho você está disposta a entrar?
Sem mais

Rose Kareemi Ponce

31/05/2018









Sentei a beira da estrada
observei as rodas frenéticas que passavam sem ao menos saber o destino que seguiam.
Tentei compreender a pressa dos motores e a angustia dos motoristas, em suas buscas frenéticas pela velocidade. O tempo sendo contado em quilometros por hora.
Não compreendo o rodopio das mentes e o vazio dos corações, que buscam, buscam, buscam...sem nada encontrar.
Fora, lá fora, dizem eles famintos de algo que nem sabem exatamente do que.
Apenas têm fome.
A alma faminta, seca.
O corpo sedento, seca.
Sentada a beira da estra, observando a angustia nos olhares.Só veem placas, radares...
O bater dos corações já não ecoam com o coração da Terra. Andam sobre pneus de borracha, e, quando com seus pés no chão, estão sobre solas também de borracha.
Ouvem no rádio noticias falsas, como o perfume barato que compram, imitando o da estrela da vênus platinada.
Seguem famintos....secos...
Seguem sedentos...secos.
Esperança e confiança são palavras esquecidas no dicionário que ficou guardado na gaveta, junto ao livro que antes servia de alento. Hoje serve como o novo ditador.
Ah!!!
Esse povo que corre e é alimentado por uma tela fria, com palavras mais frias e seres tão frios, que não sabemos se estão vivos, ou se apenas sobrevivem.
Tempos difíceis esses...
Sentada a beira da estrada, de repente o silencio dos motores. Chegam passos. Mais passos. Mais passos.
Não sinto corações pulsando, sinto medo.
O medo vestido de verde amarelo, pede o verde oliva para contemplar a vida.
O verde oliva que não vive. Mata.
O medo vestido de verde amarelo, encontra o cinza. Que mata.
A angustia segue com cheiro de gás.
Lágrimas.
Gritos.
Sentada a beira da estrada, observei que a velocidade dos automóveis, suas rodas, não alcançam a velocidade do medo.
O medo que assola, que arranca a pela, que se pendura no pau de arara.
Sentada ali...percebi, que meu mundo é menos rápido, mais silencioso, descalço....mas há um vazio de tempo, de relógios, de carros, de borrachas...inclusive as balas.
Sentada ali percebi que estar é temporário.
Levantei.
Fui.
O silêncio e a calma voltaram.
Lá....o cinza e o verde oliva se misturavam ao verde amarelo...
Aqui...mil cores.
Sem balas.
Sem pressa.
Sem gritos.


Rose Kareemi Ponce