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11/09/2015




Ao passarmos nosso conhecimento para nossa descendência, somente então ele se transforma em sabedoria.
Quando ensinamos nossas filhas sobre ervas, delicadeza, fogo, ar, água e a firmeza da terra, estamos deixando raízes firmes, sementes cuidadas em solo que foi fertilizado com amor, serão germinadas e crescerão fortes, que darão novos frutos, novas sementes e isso seguirá por gerações.
Quando no exemplo, vamos mostrando caminhos outros, que não os mostrado pelas mídias, damos esperança ao mundo; sabemos que ali está sendo formada uma Mulher de Poder, que será responsável por seus atos, sentimentos, pensamentos e ações, pois terá dentro de si a consciência de que tudo tem ciclo e que as palavras sopradas aos ventos, levam consigo as informações do coração e essa certamente retornará à seu ponto inicial.
Será uma mulher de valores, com consciência de seu sagrado espaço, sagrado corpo e não permitirá nunca ser colocada abaixo de ninguém, nem se colocará acima de nada.
Quando mostramos o caminho da fé pura, a que é ancorada no amor, vestida de flores, perfumada de brisa, úmidas pelo orvalho da noite e quente como o bafo de manhã ensolarada que nasce no horizonte, ela é forte como rocha sobre montanha e não desmancha, pois tem alicerces fortes de sabedoria.
Mulheres despertas ensinam no exemplo de seus atos a magia da vida.
Mulheres despertas aprendem no exemplo da criança que cresce, que a alegria infantil é medicina que cura as dores da alma e nutre a beleza do encantamento.
Sejamos amor em movimento!

Somos breves!
Sejamos leves!

10/09/2015





Sobre espiritualidade, despertar e levezas!

Tenho visto muitas pessoas começando seu caminhar dentro da evolução consciente, do despertar da espiritualidade que pensam que isso está diretamente relacionado a se tornar uma pessoa de cara fechada e critica por demais.
Uma das grandes lições que devemos aprender nesse caminhar, não religioso, mas espiritual é a voltarmos a ser crianças.
(Lembra: Vinde a mim as criancinhas?)
Vivem sem sorrir, sem conseguir achar graça na vida, apenas fazendo questionamentos (mente), onde deveria haver acolhimento (coração).
Vivem dizendo que não podem mais ter atitudes leves, pois isso poderia parecer irresponsável. Hum....quando vejo pessoas assim, meu primeiro sentir é de compaixão, pois estão começando a engatinhar e já tem os dedos apontados para a ferida dos outros, que muitas vezes, espelham suas próprias feridas.
Quando despertamos para esse caminhar, para essa fé sem dogmas e preconceitos, precisamos aceitar o outro como o outro é, para que possamos ser aceitos como somos.
Deixar de sorrir, de festejar de se alegrar, nada tem a ver com a leveza que queremos, ao contrário, nos torna carrancudos, sem brilho, sem luz, sem felicidade, pois entendemos tudo e todos como proibidos, como errados, e julgamos, julgamos e julgamos.
Caminhar dentro dessa espiritualidade florida, deve ser leve, deve ser perfumada, deve ser com sorriso largo nos lábios e coração infantil, que encontra no vôo da borboleta encantamento, no passar de nuvens, desenhos animados a nos instigar a imaginação, no por do sol a benção do dia que se finda e que nos trouxe alegrias e aprendizados e mesmo que tenha trazido o rito de passagem da morte, nos mostra quão efêmera é a vida e quanto precisamos tratá-la com carinho e zelo, com leveza e alegria, aquela mesma da criança que um dia já fomos, e que certamente precisamos voltar a Ser!


Somos breves!
Sejamos leves!




Falando um pouco sobre o Feminino e Masculino

Quando falamos sobre o sagrado feminino, pensamos quase que logicamente em mulheres. Mas se pensarmos energeticamente, se conseguirmos pensar saindo da caixa, e colocando nossos neurônios para funcionar sem preconceitos, compreenderemos que para o equilíbrio yin/yang precisamos ter essas duas energias equilibradas em nós, homens e mulheres.
Nós mulheres precisamos entender que o equilíbrio se fará, quando não tivermos atitudes parecidas com as que execramos nos homens, como a violência, a misoginia, grosseria, etc., e os homens precisam aceitar sua doçura, sua delicadeza e compreender que só haverá harmonia quando nós mulheres formos tratadas com RESPEITO.
Não somos iguais, cada um de nós tem suas próprias características que precisam ser respeitadas, compreendidas e aceitas e dessa forma complementarmos uns aos outros na humanidade. Mas só teremos essa complementação, quando estivermos completos dentro, em nosso campo energético/espiritual, moral e civil.
Nós mulheres também temos que começar a compreender que FEMININO SAGRADO começa no respeito ao espaço sagrado da irmã de caminhada, na não competitividade, na não fofoca, e nos dar as mãos.
De nada adianta participarmos de rodas de cura, se ainda mantivermos nosso comportamento igual, pois isso mostra o não despertar do Sagrado em nós.
De nada adianta participarmos de encontros, se vamos nos comportar da mesma forma que o masculino que tanto nos aprisionou, apunhalou, criticou, machucou e matou, usando hoje das mesmas armas para aprisionar, apunhalar, criticar, machucar e matar o masculino. Precisamos começar a ensinar nossos filhos de forma diferente, mostrando uma nova realidade. A realidade que tanto buscamos começa em nós.
Precisamos mostrar que certas músicas, comportamentos, programas de TV apenas passam para frente atitudes que nos trouxeram apenas desamor, separações, guerras, etc. Precisamos curar o feminino tão machucado e ajudar na cura do masculino que tanto machucou. São dois lados de uma mesma moeda e precisamos aceitar que nós, passamos para frente o machismo que tanto queremos ver morto.
Sagrado feminino, é muito mais do que apenas honrar a si mesma, é o retorno das tradições e da união, que fará dessa nova era, o tempo das bênçãos que tanto esperamos!
Lembrando sempre que apenas na UNIÃO se cria VIDA e no respeito se cria UNIÃO!


Apresentação dos meus trabalhos!






O poder da mulher desperta

A mulher quando desperta para seus dons naturais tem o poder de ao mesmo tempo encantar e amedrontar, de iluminar e ofuscar.

A mulher quando desperta para sua natureza selvagem (não entenda selvagem como sem controle, mas como pura), percebe que tudo ao seu redor acontece a partir de seus desejos e sonhos, se desperta criadora de sua própria estrada, e tece sua própria teia de vida, sendo a bordadeira de seus sonhos mais íntimos.

A mulher quando desperta sua loba, seu animal interior e sua força, percebe que as pegadas deixadas por ela, são tão importantes quanto às pegadas seguidas até seu despertar, pois a partir daquele momento ela também faz parte da história consciente do feminino.

A mulher quando desperta o animal que anda de quatro patas no chão, pisando firme e sem medos, compreende que as sombras nada mais são do que aspectos do seu ser interior que precisam ser iluminados e aceitos, pois são importantes partes de sua alma e deve respeitá-las, pois é o alimento para sua coragem de mulher selvagem.

A mulher quando desperta para sua consciência profunda, sente-se profundamente conectada aos ciclos da natureza, as fases da lua, a água e sua fluidez, as árvores e suas raízes e frutos, a vida e a morte, as mudanças, pois sabe que estar viva está diretamente ligado a dança, que movimenta o corpo, pois estático é o corpo já sem o pulsar da vida.

A mulher que desperta sua força, não tem apego e dessa forma troca de pele, abandona os ossos que roídos, só lhe serviam de peso em sua jornada.

A mulher quando deserta fareja, intui, sonha e vê do alto de sua sabedoria o desenho da existência que vai se formando nas marcas de sua pele, rugas que são mapas de sua história sendo talhados, pelos amores que se permitiu viver, pelos atos corajosos que teve, pelas palavras que soprou ao vento, tal quais sementes lançadas ao ar, aguardando o momento de caírem em solo fértil.

A mulher quando desperta, sai da caverna do medo, uiva para a lua, corre solta pelas florestas fechadas e banha-se no rio em noite de lua cheia.

A mulher que desperta a alma, abre suas asas e, como a águia senhora dos ares, voa livre e encontra o infinito de suas possibilidades e somente pousa, quando vê um vale verde, onde suas flores possam brotar!